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Análise: Brasil poderia se tornar 'vigilante' dos EUA na América Latina

O presidente norte-americano, Donald Trump, referiu a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN. O analista russo Pavel Feldman avaliou a possibilidade de entrada do Brasil na aliança, bem como que papel poderia desempenhar o Brasil no conflito na Venezuela.
Sputnik

Durante a visita oficial do presidente do Brasil Jair Bolsonaro aos EUA, foram discutidos os assuntos internacionais mais importantes, entre eles a cooperação bilateral entre os EUA e o Brasil e a situação na Venezuela.


Uma das declarações mais sensacionais foi a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN, referida pelo presidente dos EUA Donald Trump.

O vice-diretor do Instituto de Estudos Estratégicos e Prognósticos da Universidade Russa da Amizade dos Povos, Pavel Feldman, revelou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik que os EUA são apenas um dos países da OTAN, há outros países cuja opinião deveria ser levada em conta nesse assunto.

Segundo ele, se o Brasil aderir à OTAN ele vai desempenhar o papel de vigilante d…

Paquistão avisa Índia colocando esquadrão de F-16 em região fronteiriça, segundo relatos

O Paquistão avisou a Índia para não tentar qualquer aventura em meio às eleições nacionais no país.


Sputnik

Anteriormente, a Índia afirmou que está mantendo um nível elevado de prontidão militar para combater qualquer eventualidade.


Caças F-16 da Força Aérea do Paquistão
F-16 do Paquistão © AFP 2018 / AAMIR QURESHI

Mesmo com a comunidade internacional tentando diminuir as tensões entre a Índia e o Paquistão, que se agravaram no mês passado, o Paquistão enviou um esquadrão de F-16 para a fronteira com a Índia, informou um responsável de defesa indiano ao jornal Hindustan Times.

O governo paquistanês não abriu o espaço aéreo ao longo da fronteira indiana, que foi fechado depois do ataque aéreo indiano, e isso é visto como uma possível indicação que a Força Aérea do Paquistão está em alerta máximo. Além disso, forças terrestres paquistanesas foram posicionadas ao longo da Linha de Controle (LoC) em Jammu e Caxemira.

Fontes na Defesa informaram à Sputnik Internacional que o Exército paquistanês também começou a deslocar parte de suas tropas estacionadas em Baluchistão em direção à fronteira com a Índia.

"Nós confirmamos os relatos de que os F-16 da Força Aérea paquistanesa, obtidos dos EUA e Jordânia, estão em alerta máximo ao longo de toda a fronteira indiana […]", informou um representante oficial ao Hindustan Times, ressaltando que "[…] o posicionamento do exército do Paquistão, incluindo radares e sistema de defesa aérea, ao longo da Linha de Controle foi imediatamente reforçado depois do ataque do dia 14 de fevereiro, esperando uma retaliação indiana semelhante ao ataque cirúrgico".

Contudo, o Paquistão segue negando que sua Força Aérea utilizou caças F-16 contra a Índia durante os recentes incidentes. O ministro das Relações Exteriores reiterou que as autoridades indianas fizeram falsas acusações quando afirmaram que uma aeronave indiana havia abatido um F-16 paquistanês.

A Força Aérea indiana realizou um ataque aéreo contra o grupo terrorista Jaish-e-Mohammed dentro do território paquistanês e denominou isso como um ataque contra "alvos não civis e não militares com clara intenção de não causar quaisquer danos à vida ou infraestruturas".

As declarações dos EUA, EAU, Arábia Saudita e China indicam que a situação ainda não é favorável à estabilidade entre os dois vizinhos com capacidades nucleares.

"Recentemente, uma série de incidentes ocorreu entre a Índia e o Paquistão, o que não é favorável para a paz e estabilidade no Sul da Ásia […]", afirmou Lu Kang, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, ressaltando que a China é um dos países que procuram diminuir a tensão entre os dois países.

Nesta segunda-feira (11), o Paquistão alertou novamente a Índia contra quaisquer desventuras, insinuando que os indianos podem querer empreender algo tendo em mente as próximas eleições.

O ministro das Relações Exteriores do país, Shah Mahmood Qureshi, conversou por telefone sobre a situação fronteiriça com o assessor de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton.

"Bolton apreciou as medidas paquistanesas, o que ajudou a diminuir a tensão, e incentivou a contenção entre ambos os lados. A necessidade de um diálogo entre o Paquistão e a Índia para encontrar uma resolução pacífica para as disputas existentes também foi enfatizada […]", segundo o comunicado emitido pelo ministro das Relações Exteriores paquistanês.

Vale ressaltar que na última semana a Força Aérea indiana afirmou estar mantendo uma elevada prontidão para impedir qualquer tipo de agressão por parte dos paquistaneses.

A tensão entre os dois países aumentou após um ataque terrorista no dia 14 de fevereiro em Pulwama, que foi reivindicado pelo grupo terrorista JeM do Paquistão, provocando a morte de 40 militares indianos.

Após uma semana, a Índia realizou um ataque aéreo preventivo contra o grupo terrorista Jaish-e-Mohammad em Balakot, no Paquistão, enfurecendo os paquistaneses, que retaliaram por meio de um contra-ataque em território indiano.

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