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Militares juntam-se à polícia em protesto dos "coletes amarelos". Há 31 detidos

Os militares da operação antiterrorista "Sentinela" foram mobilizados para proteger as principais instituições francesas. Ao final da manhã, os coletes amarelos eram ainda em pequeno número na capital e quase invisíveis entre a população.
Diário de Notícias

As forças armadas francesas juntaram-se à polícia, este sábado, em Paris, para enfrentar o 19º fim de semana consecutivo de protestos dos coletes amarelos contra o governo do presidente Emmanuel Macron. Ao final da manhã, com os locais habituais de manifestação interditos e o reforço militar junto às principais instituições francesas, os "coletes amarelos" passavam quase despercebidos entre turistas e parisienses.

Segundo a Reuters, o governo francês decidiu mobilizar os militares da operação antiterrorista "Sentinela", depois de ter proibido os manifestantes de se reunirem nos Campos Elísios, onde no último fim de semana dezenas de lojas foram destruídas e algumas completamente pilhadas.

Além da presença …

Poderá Turquia ficar sem caças F-35 e sistemas Patriot por querer comprar S-400 russos?

Apesar da crescente pressão de Washington, Turquia se recusou a desistir do acordo de compra dos sistemas de mísseis antiaéreos russos S-400. Sputnik conversou com Aydin Sezer, chefe do Centro de Investigação Turco-Russo, acerca desta situação.


Sputnik

Charlie Summers, porta-voz do Ministério de Defesa dos EUA, avisou que se a Turquia for para a frente na compra dos sistemas de mísseis antiaéreos russos, nesse caso Washington seria obrigado a suspender o fornecimento não só dos caças furtivos F-35, como também dos sistemas de mísseis Patriot, que foram autorizados anteriormente pelo Departamento de Estado.


Sistema de mísseis americano Patriot, foto de arquivo
MIM-104 Patriot © AP Photo / Michael Sohn

Aydin Sezer acredita que Washington irá cumprir as ameaças e vai suspender o projeto de fornecimento dos F-35 e dos sistemas de mísseis Patriot. Ele também está seguro que os EUA irão aplicar sanções econômicas à Turquia, o que vai agravar ainda mais a crise econômica que o país está sofrendo.

Segundo o analista, a suspensão desses fornecimentos terá efeitos muito negativos e enfraquecerá as capacidades de defesa aérea da Turquia, apesar das declarações feitas anteriormente que os S-400 reforçariam seu poder defensivo.

Na opinião de Sezer, a Turquia tem uma forte esperança que os EUA não sigam em frente com os procedimentos de suspensão dos fornecimentos, sendo que a Turquia é um aliado comprometido da OTAN. Sublinhando que o acordo de compra dos sistemas S-400 não é o único problema que afeta as relações entre a Turquia e EUA, ele também enfatizou que nenhum dos países quer agravar as relações ainda mais até que sejam muito difíceis de reparar.

"Os EUA também estão descontentes com a aproximação entre a Turquia e a Rússia […] Penso que nenhum dos lados vai se arriscar a romper as relações bilaterais, mesmo que ambos os lados tenham feito quase todo o tipo de declarações tanto em privado como em público."

Sezer aponta que Ankara usou o acordo para aquisição dos sistemas de mísseis antiaéreos S-400 para mostrar a Washington que existe sempre uma "alternativa" para a Turquia em questões de política externa.

"Foi como um instrumento de pêndulo político entre os EUA e a Rússia. A Turquia deixou bem claro que a opção de [acordos com a] Rússia está sempre em cima da mesa sobre qualquer assunto, e também comprovou isso participando em Astana nas negociações sobre a guerra civil na Síria realizadas com a Rússia e o Irã", disse ele.

A aquisição dos S-400 também favorece Erdogan nas questões de política interna no país. De acordo com Sezer, o presidente turco Erdogan gosta de usar a carta da "confrontação com os EUA" antes de eleições, e o seu partido AKP (Partido da Justiça e Desenvolvimento) irá usar isso mesmo nas futuras eleições locais.

Os EUA se mostraram várias vezes contra a aquisição dos sistemas russos S-400 pela Turquia. O Pentágono também mencionou "consequências graves", inclusive no que diz respeito a sanções econômicas e à deterioração das relações na área da defesa.

Na semana passada, o general Curtis Scaparrotti, chefe do Comando Europeu dos EUA (USEUCOM), citado pelo portal Business Insider, comentou que aconselharia contra o fornecimento de caças furtivos F-35 à Turquia, sendo que os sistemas antiaéreos russos poderiam revelar os pontos fracos dos aviões americanos.

O presidente turco Recep Tayyip Erdogan declarou no domingo passado que o acordo da Turquia para compra de sistemas de defesa antiaéreos russos S-400 "não tem nada a ver" com a segurança dos Estados Unidos ou com a OTAN.

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