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Os mísseis russos que se tornaram alvo de disputa entre EUA e Turquia

A Turquia, dona do segundo maior Exército entre os 29 países que compõem a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), está prestes a adquirir mísseis antiaéreos S-400.
BBC News Brasil

Os S-400 são os mísseis "terra-ar" mais avançados do mundo e se tornaram motivo de uma disputa entre Turquia e Estados Unidos que pode ameaçar a aliança militar das potências ocidentais.

Isso porque os S-400 são fabricados na Rússia, o principal rival da organização fundada em 1949 justamente para se opor à então União Soviética.

A insistência da Turquia em adquirir os mísseis russos irritou os Estados Unidos, que encaram a decisão como uma potencial ameaça para seus aviões de combate F-35, também em vias de serem comprados pelos turcos.
Troca de farpas

"Não ficaremos de braços cruzados enquanto os aliados da Otan compram armas dos nossos adversários", advertiu o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, durante um encontro organizado há poucos dias em Washington para celebrar o aniversár…

Possível adesão do Brasil à OTAN: EUA estariam precisando de 'arreio' para América Latina?

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse considerar a entrada do Brasil na OTAN. Especialistas russos comentam que consequências essa decisão poderia ter para toda a América Latina e para paz global.


Sputnik

Durante coletiva de imprensa após encontro com Jair Bolsonaro, presidente norte-americano, Donald Trump, indicou possibilidade da entrada do Brasil na OTAN. "Eu disse ao presidente Bolsonaro que também pretendo indicar o Brasil como um grande aliado extra-OTAN, ou até mesmo começar a cogitar como um integrante da OTAN. Eu tenho que conversar com muita gente, mas talvez se tornar um integrante da OTAN seria um grande avanço para a segurança e cooperação entre nossos países", declarou Trump.


Militares da OTAN durante manobras militares na Noruega
Militares da OTAN © AFP 2018 / Jonathan Nackstrand

Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o especialista russo em assuntos internacionais Vladimir Olenchenko, comentou a declaração do presidente norte-americano.

"Isso levanta questões, porque a OTAN é uma organização do Atlântico Norte, criada para unir os EUA e a Europa, como organização de defesa", explicou o analista, sublinhando que a transformação da OTAN em uma organização global viola o equilíbrio de poder e tem caráter ameaçador.

"Trata-se de uma violação da arquitetura de segurança global, que deve ser levada muito a sério" e sem possibilidade de prolongamento da tendência, acrescentou o analista.

"Acredito que essas declarações [de Trump sobre a possível entrada do Brasil na OTAN] refletem o desejo dos EUA de manterem liderança e expandi-la. Eu acredito que eles estejam precisando de um arreio. A Venezuela e outros países, Nicarágua e Cuba, mostraram que não querem aceitar a doutrina Monroe, ou seja, uma doutrina de dominância dos EUA na América Latina com [os EUA] decidindo políticas interna e externa por eles", considera Olenchenko, sublinhando que a OTAN poderia ser usada pelos EUA para fortalecer posições na América Latina.

O vice-presidente do Comitê de Defesa da Duma do Estado (câmara baixa do parlamento russo), Yuri Shvytkin, sublinhou que a decisão sobre a entrada do Brasil na OTAN será tomada não apenas pelos EUA e, particularmente, por Trump, mas por todos os países que fazem parte da Aliança.

"Acredito que a adesão [do Brasil à OTAN] é possível, mas pouco provável. Um dos objetivos principais da OTAN é defesa. Infelizmente, hoje em dia, o objetivo não é mais defesa, mas ataque com política e retórica agressivas e ações correspondentes. A possível entrada do Brasil na Aliança violaria equilíbrio em todo o mundo e levaria a um confronto na região do Brasil, o que, na minha opinião, é inaceitável", explicou.

O presidente brasileiro realizou visita oficial de três dias aos EUA. Jair Bolsonaro já assinou alguns acordos que aprofundam a cooperação entre os dois países. Na reunião com homólogo norte-americano na terça-feira (19), foram discutidos assuntos internacionais, entre eles cooperação comercial bilateral, crise da Venezuela, e fortalecimento das relações entre Washington e Brasília.

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