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Crise na Venezuela: O que se sabe sobre os aviões militares russos que chegaram ao país

A chegada de dois aviões da Força Aérea russa carregados de militares e armamentos à Venezuela, no último fim de semana, gerou uma série de especulações e reacendeu o temor de uma escalada da tensão internacional.
Guillermo D. Olmo | BBC News Mundo na Venezuela

A crise no país se agrava desde janeiro deste ano, quando o líder oposicionista Juan Guaidó se autoproclamou presidente interino, acusando Nicolás Maduro de usurpar o poder por meio de eleições ilegítimas.

O cenário da Venezuela, que vem sofrendo com diversos apagões, expôs a rivalidade do país sul-americano com os Estados Unidos e seus aliados (que apoiam Guaidó); por outro lado, Rússia, Cuba e China seguem, por razões diversas, dando suporte ao governo chavista.

A presença militar russa na Venezuela foi alvo de protestos do secretário de Estado americano, Mike Pompeo - os EUA foram os primeiros a reconhecerem Guaidó como presidente interino.

Em conversa por telefone com o ministro das Relações Exteriores russo, Serguéi Lavrov, Pom…

Premiê: Moscou está monitorando negociações para intervenção militar dos EUA na Venezuela

A Rússia quer a paz na Venezuela e apoia os esforços para promover o diálogo entre o governo e a oposição em meio à crise política no país latino-americano, disse o primeiro-ministro russo, Dmitry Medvedev.


Sputnik


"A Rússia se opõe a toda e qualquer interferência nos assuntos internos de outros países. Na Venezuela, apoiamos esforços — incluindo aqueles de representantes da região — para fomentar o diálogo entre o governo e a oposição. Continuamos a fazê-lo agora… A Rússia quer alcançar a paz na Venezuela e só pode ser alcançada através de um diálogo respeitoso e inclusivo", disse Medvedev em uma entrevista ao jornal búlgaro Trud.


Manifestantes nas ruas de Madri apoiando o presidente legítimo da Venezuela, Nicolás Maduro
© Sputnik / Alejandro Martinez Velez

O primeiro-ministro acrescentou que "todos os que se importam com o futuro pacífico da Venezuela devem se esforçar para promover o diálogo".

Ele também expressou a crença de que "o aumento na intensidade da paixão política" nunca fez nenhum bem para o povo. O primeiro-ministro russo acrescentou que seu país estava muito preocupado com as declarações de Washington sobre a possibilidade de intervenção militar na Venezuela.

"Declarações são emitidas por Washington sobre a possibilidade de intervenção militar. Há provocações nas fronteiras. Tudo isso é muito alarmante e sugere que a política de derrubar qualquer governo indesejável no espírito da Doutrina Monroe está mais uma vez se tornando uma prioridade para o governo dos Estados Unidos", disse Medvedev, conclamando os "amigos sul-americanos" da Rússia a tomar nota dessa mudança na política externa americana.

As tensões na Venezuela aumentaram no mês passado, quando o líder da oposição, Juan Guaidó, apoiado pelos EUA, declarou-se presidente interino. Os EUA imediatamente reconheceram Guaidó, apreenderam bilhões de dólares em ativos de petróleo do país e ameaçaram usar uma ação militar contra o governo do atual presidente Nicolás Maduro.

Maduro acusa Guaidó de conspirar com os Estados Unidos para derrubar o governo legítimo do país. Rússia, China, Cuba, Bolívia são alguns dos países que reafirmaram apoio a Maduro como o único presidente legítimo da Venezuela.

Não há confronto global entre EUA e Rússia, diz premiê

Medvedev também disse em entrevista ao jornal búlgaro Trud que não há confronto global entre a Rússia e os Estados Unidos, mesmo diante das atuais tensões.

"A tensão em torno da Venezuela não é sobre o confronto global entre a Rússia e os Estados Unidos. E, de fato, o confronto global já se foi, mesmo com todas as dificuldades atuais em nossas relações com os Estados Unidos", argumentou Medvedev.

Ele criticou os clichês da "Guerra Fria" como "enganosos".

"Eles apenas desviam a atenção da essência do que está acontecendo na Venezuela e, naturalmente, do papel que está sendo desempenhado nesses eventos pelos EUA e vários países da Europa e da América do Sul seguindo o seu rastro", disse Medvedev.

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