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Empresa chinesa faz peças para F-35? Revelação surge em meio a polêmicas envolvendo Huawei

Em meio à briga contínua entre os EUA e a gigante tecnológica chinesa Huawei, classificada como ameaça à segurança por Washington, verificou-se que uma subsidiária com sede no Reino Unido de uma companhia chinesa fabrica peças para os jatos americanos F-35.
Sputnik

Trata-se da companhia chinesa Exception PCB, com sede no condado britânico de Gloucestershire, que fabrica placas de circuitos que controlam os motores, iluminação, combustível e sistemas de navegação dos caças F-35 – o sistema de armas mais caro já feito.

De acordo com a emissora britânica Sky, citando materiais divulgados pelo Ministério da Defesa do Reino Unido, a empresa que fabrica componentes para os caças da Lockheed Martin foi comprada em 2013 pela companhia chinesa Shenzhen Fastprint, que inclusive já participou da fabricação de caças Eurofighter Typhoon e de helicópteros de ataque Apache.

"A Exception PCB, com sede em Gloucestershire, fabrica placas de circuito impresso que controlam muitas das principais capacid…

Presidente do Clube Militar diz que projeto de Previdência é 'justo'

O pacote de reforma da Previdência dos militares atrelado à reestruturação da carreira - o que levará a mais gastos da União em momento de crise fiscal - enfrenta resistências no Congresso, no próprio partido do presidente da República, Jair Bolsonaro, o PSL, mas a proposta é vista como "justa" e sem muita margem de negociação.


Por Cristian Klein e Francisco Góes | Valor

Do Rio - Pelo menos para a instituição que tradicionalmente vocaliza publicamente as demandas da categoria e é termômetro dos quartéis. "Eu conheço bem como são os militares. O militar não é muito de fazer um negócio para inglês ver. Eu diria que esse pacote que foi mandado é o pacote considerado justo", disse ao Valor o presidente do Clube Militar, o general da reserva Eduardo José Barbosa.


Luciana Whitaker/Valor
General Eduardo José Barbosa comenta declaração de Rodrigo Maia: "Para a gente não tem esse negócio de final de festa"

Colega de Bolsonaro na turma de 1977 da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), Barbosa é porta-voz dos militares fora da ativa e considera que não há espaço de negociação. "O militar não é bem assim. Porque outros setores, se estão precisando de 5, pedem 10. O militar, quando diz que precisa de 10, é porque ele precisa de 10 mesmo".

Barbosa reclama que os soldos, aposentadorias e pensões das Forças Armadas foram alvo de muita defasagem nas últimas décadas. Aponta que um general no topo da carreira ganha o mesmo que um juiz iniciante. E que os militares foram prejudicados enquanto outras categorias do funcionalismo - do Judiciário, do Legislativo, o Itamaraty, cita - pressionaram por meio de greves e se beneficiaram com aumentos salariais. "Fizeram suas pressões, greves e foram conseguindo coisas. Os militares quando iam lá com o pires na mão ouviam essa besteira que o [presidente da Câmara] Rodrigo Maia falou: 'Vocês chegaram no final da festa'. Para a gente não tem esse negócio de final de festa. O que ele quer dizer com isso: que todo mundo fez a festa nesses anos?", questiona.

O bom momento para os militares, reconhece, está sendo agora, quando a Presidência é ocupada por um ex-capitão do Exército que construiu a carreira política como líder da categoria no Congresso. "Quanto a isso aí não há dúvida nenhuma. A campanha dele foi em cima disso. O presidente Bolsonaro como deputado sempre defendeu isso, que nosso orçamento está defasado, que nossos salários estavam defasados. Nada mais natural que como presidente - e ele agora é comandante supremo das Forças Armadas - tentasse de alguma maneira resolver isso", diz.

No entanto, em um momento de crise fiscal e em que outras corporações reagem à reforma da Previdência, é cobrado de Bolsonaro, sobretudo porque não é mais apenas representante de uma categoria, que tivesse maior imparcialidade. Barbosa reconhece que o papel agora é diferente. "Concordo, por isso acho que mais uma vez vamos ser sacrificados também. Porque ele podia, como ex-militar, falar: 'Os militares já estão sacrificados e, em 2000, já foi feito sacrifício e não vou mexer com eles", diz, em referência à retirada de direitos ocorrida durante o governo de Fernando Henrique Cardoso.

Bolsonaro, contudo, amenizou. "É um sacrifício aceitável perto do que a gente vem sofrendo", admite. Para Barbosa, a decisão do presidente de incluir uma proposta que afetasse também os militares - "por menor que possa se estar dizendo aí" - é mostra de que "agora ele tem que pensar como presidente e dizer que todo mundo tem que contribuir".

Barbosa é sucessor do vice-presidente Hamilton Mourão na presidência do Clube Militar. Na gestão anterior, o general de divisão da reserva era vice de Mourão. Outro integrante do governo a quem ele faz referência positiva é o ministro da Economia, Paulo Guedes, que no envio da proposta ao Congresso destacou que os generais recebem soldo semelhante ao salário de juízes em começo de carreira. "Está errado. A Polícia Federal também, faz concurso para delegado que já entra ganhando quase o mesmo que coronel", diz.

Eduardo José Barbosa critica a declaração de Rodrigo Maia, feita há uma semana, na qual afirmou que os militares "sabem fazer contas" e que se a reforma da Previdência não for aprovada ficarão sem receber o soldo. "É uma colocação absurda, não existe essa hipótese de os militares ficarem sem soldo. A gente trabalha para a nação e o pagador nosso é o governo, o Tesouro. A Constituição estabelece que pagamento de pessoal é cláusula pétrea, não existe deixar de pagar alguém."

Lembrado que numa crise fiscal extrema a União pode quebrar, como já aconteceu com Estados como o Rio de Janeiro, que ficou sem pagar o salário dos funcionários públicos, o presidente do Clube Militar menciona a possibilidade de intervenção ou de se voltar a pedir dinheiro emprestado ao Fundo Monetário Internacional (FMI). "Você vai aumentando o buraco até que fique um buraco sem fundo", diz.

Para Barbosa, quando o governo "diz que não vai ter dinheiro para pagar" o que acontece é que "todo imposto arrecadado vai ser usado para pagar Previdência ou o governo vai ficar se endividando cada vez mais". "Se o cofre está vazio, deixo de investir, de construir estrada, escola, e fecho os hospitais para pagar salário, pensão, o que seja", analisa.

Indagado se não seria melhor que todas as categorias adequassem suas expectativas, sobretudo no momento de crise, o militar diz concordar. Segundo ele, não é "só o pacote da nova Previdência que vai resolver isso". "Muitas outras coisas que têm que ser feitas também", acrescentou, citando a cobrança de devedores à Previdência. "Até começaram a ser feitas, vários cargos foram cortados, várias outras despesas desnecessárias que tinham, e acho que vão ser cortadas. Tem que procurar o pessoal do Legislativo, do Judiciário para saber qual vai ser a cota de sacrifício deles. Porque ninguém fala de cortar nada deles", diz.

O general da reserva lamenta a ideia, difundida em setores da sociedade, de que os gastos com militares são exagerados, uma vez que a última guerra travada com vizinhos ocorreu há 150 anos. "É um erro de percepção muito grande, de que as Forças Armadas existem para fazer guerra. Elas existem para evitar a guerra. É dissuasão para que não seja molestado por vizinhos malucos."

Para Barbosa, a situação com a Venezuela não é de guerra, mas é preocupante. A invasão está longe de ser opção, sustenta: "A Constituição nos proíbe disso". Já o apoio à intervenção de outro país, como os Estados Unidos, com a permissão do uso do território nacional para operações americanas, "é uma decisão de governo". O general afirma que o problema não "é grave a ponto de necessitar uma intervenção militar".

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