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Empresa chinesa faz peças para F-35? Revelação surge em meio a polêmicas envolvendo Huawei

Em meio à briga contínua entre os EUA e a gigante tecnológica chinesa Huawei, classificada como ameaça à segurança por Washington, verificou-se que uma subsidiária com sede no Reino Unido de uma companhia chinesa fabrica peças para os jatos americanos F-35.
Sputnik

Trata-se da companhia chinesa Exception PCB, com sede no condado britânico de Gloucestershire, que fabrica placas de circuitos que controlam os motores, iluminação, combustível e sistemas de navegação dos caças F-35 – o sistema de armas mais caro já feito.

De acordo com a emissora britânica Sky, citando materiais divulgados pelo Ministério da Defesa do Reino Unido, a empresa que fabrica componentes para os caças da Lockheed Martin foi comprada em 2013 pela companhia chinesa Shenzhen Fastprint, que inclusive já participou da fabricação de caças Eurofighter Typhoon e de helicópteros de ataque Apache.

"A Exception PCB, com sede em Gloucestershire, fabrica placas de circuito impresso que controlam muitas das principais capacid…

Rússia diz que presença de militares na Venezuela 'não ameaça ninguém'

Na quarta-feira, Donald Trump disse que militares russos devem deixar o país. Porta-voz russa diz que Estados Unidos querem ditar como nações se relacionam e afirmou que militares ficam.


France Presse

A Rússia afirmou que a presença de seus militares na Venezuela "não ameaça ninguém". A declaração foi feita pelo Ministério das Relações Exteriores nesta quinta-feira (28), em resposta a Donald Trump, que afirmou que militares devem deixar o país.

Aviões da Força Aérea da Rússia pousam em Caracas, na Venezuela, no sábado (23) — Foto: REUTERS/Carlos Jasso
Aviões da Força Aérea da Rússia pousam em Caracas, na Venezuela, no sábado (23) — Foto: REUTERS/Carlos Jasso

"A Rússia não infringiu nada, nem os acordos internacionais, nem o Direito venezuelano. Ela não muda o equilíbrio de forças na região e não ameaça ninguém, diferentemente de Washington", disse a porta-voz do Ministério, Maria Zakharova.

A porta-voz classificou as críticas de autoridades americanas esta semana como "tentativa arrogante de ditar para Estados soberanos como têm de se relacionar entre eles. Nem Rússia nem Venezuela são províncias dos Estados Unidos".

Segundo ela, os militares ficarão no país o tempo que for necessário.

"Eles se ocupam da aplicação dos acordos firmados no campo da cooperação técnica e militar. Por quanto tempo? O tempo que for necessário. Tanto tempo quanto for necessário para o governo da Venezuela".

"Os especialistas russos chegaram à Venezuela em virtude de um acordo bilateral intergovernamental sobre a cooperação militar e técnica. Ninguém anulou esse documento", afirmou Zakharova.

Na quarta-feira (27), durante encontro com esposa do líder da oposição e autoproclamado presidente Juan Guaidó, Trump pediu à Rússia que saia da Venezuela, após a tensão criada pelo envio de militares e material russos para Caracas.

Contingente militar

Dois aviões russos, um Antonov An-124 e um Ilyushin Il-62, chegaram na semana passada à Venezuela. Segundo a imprensa local, transportavam 99 militares e 35 toneladas de material, sob o comando do chefe do Exército de Terra, general Vasili Tonkoshkurov.

Denunciada pelos Estados Unidos, a presença de militares russos na Venezuela "não está, em nenhum caso, ligada a possíveis operações militares", garantiu o adido de defesa da embaixada da Venezuela na Rússia, José Rafael Torrealba Pérez, nesta quinta-feira (27), em Moscou, citado pela agência Interfax.

"Insisto no fato de que se trata apenas de cooperação militar e técnica. A presença militar russa não está, em nenhum caso, vinculada a possíveis operações militares", declarou Torrealba Pérez.

Ele afirmou ainda que um representante do Ministério venezuelano da Defesa também visitará Moscou no final de abril.
Uma fonte diplomática russa que não quis ser identificada, citada pela agência pública de notícias Sputnik, disse que este envio não tinha "nada de misterioso" e que entra "no marco da cooperação técnica e militar" entre os dois países.

Rússia e Venezuela fecharam, em 2011, um acordo de cooperação militar que prevê a venda de armas russas para Caracas financiadas com crédito russo.

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