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Análise: Brasil poderia se tornar 'vigilante' dos EUA na América Latina

O presidente norte-americano, Donald Trump, referiu a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN. O analista russo Pavel Feldman avaliou a possibilidade de entrada do Brasil na aliança, bem como que papel poderia desempenhar o Brasil no conflito na Venezuela.
Sputnik

Durante a visita oficial do presidente do Brasil Jair Bolsonaro aos EUA, foram discutidos os assuntos internacionais mais importantes, entre eles a cooperação bilateral entre os EUA e o Brasil e a situação na Venezuela.


Uma das declarações mais sensacionais foi a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN, referida pelo presidente dos EUA Donald Trump.

O vice-diretor do Instituto de Estudos Estratégicos e Prognósticos da Universidade Russa da Amizade dos Povos, Pavel Feldman, revelou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik que os EUA são apenas um dos países da OTAN, há outros países cuja opinião deveria ser levada em conta nesse assunto.

Segundo ele, se o Brasil aderir à OTAN ele vai desempenhar o papel de vigilante d…

Síria avalia de 'arrogante' proposta de senador dos EUA sobre Golã como parte de Israel

O governo da Síria atacou o senador americano Lindsey Graham, que havia afirmado que as Colinas de Golã devem permanecer como território de Israel.


Sputnik

"Estas declarações [do senador Lindsey Graham] mostram a mentalidade arrogante da administração dos EUA, e que ela vê as questões regionais com os olhos dos sionistas de uma forma que serve aos interesses israelenses", disse a agência de notícias SANA citando um responsável oficial anônimo no Ministério das Relações Exteriores da Síria.


Esculturas de soldados israelenses ao lado de cartaz mostrando as respectivas distâncias até Damasco e Bagdá, nas Colinas de Golã anexadas a Israel, 20 de janeiro de 2019.
Militares israelenses em Golã © AFP 2018 / JALAA MAREY

O funcionário da chancelaria síria continuou afirmando que os comentários do senador mostram sua ignorância em história e geografia, bem como demonstram o desrespeito de Washington pelo direito internacional.

"Todas as resoluções das Nações Unidas — particularmente a Resolução 497 do Conselho de Segurança, adotada por unanimidade em 17 de dezembro de 1981 — confirmam o estatuto legal dos Golã sírios como território ocupado e declaram a sua anexação por Israel como nula e sem efeito", acrescentou o informador.

A resposta veio após os comentários de Graham, que disse na segunda-feira (10), durante um tour pela região disputada, ao primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e ao embaixador dos EUA em Israel, David Friedman, que vai pressionar os EUA para eles reconheçam formalmente as Colinas de Golã como parte de Israel.

Em fevereiro, os senadores republicanos norte-americanos Ted Cruz e Tom Cotton, juntamente com o deputado Mike Gallagher, apresentaram uma resolução para "garantir que Israel mantenha o controle das Colinas de Golã".

Em dezembro de 2018, a Assembleia Geral da ONU adotou uma resolução declarando a decisão de Israel de estender a sua legislação sobre Golã como nula e sem efeito, e instando o Estado judeu a se retirar do território.

As Colinas de Golã foram tomadas da vizinha Síria por Israel após a Guerra dos Seis Dias de 1967, mas foi em 1981 que Tel Aviv aprovou formalmente a legislação anexando a área. A decisão foi criticada pelas Nações Unidas como ilegal e os EUA também se recusaram a reconhecê-la.

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