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Trump reconhece soberania de Israel sobre Colinas de Golã

Ao lado de Netanyahu, presidente dos EUA contradiz décadas de política externa e reconhece a soberania de Israel sobre o território, ocupado em 1967 e anexado em 1981. Síria vê ataque a sua integridade territorial.
Deutsch Welle

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu formalmente nesta segunda-feira (25/03) a soberania de Israel sobre as Colinas de Golã, um território disputado com a Síria e que Israel anexou em 1981.

O governo do presidente sírio, Basahr al-Assad, respondeu de imediato e afirmou que a decisão é um ataque à soberania e à integridade territorial da Síria.

O decreto de reconhecimento foi assinado no início de um encontro com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em Washington. Trump justificou a medida com as "ações agressivas" do Irã e de grupos "terroristas" contra Israel.

Netanyahu disse que se trata de um dia histórico e que Trump é o melhor amigo que Israel já teve.

Em Israel, o reconhecimento pode significar um forte i…

Teerã promete responder a ações da Marinha israelense contra vendas de petróleo iraniano

Nesta quarta-feira (13), o ministro iraniano da Defesa, Amir Hatami, afirmou que Teerã responderá firmemente se a Marinha de Israel tentar dificultar as exportações de petróleo do Irã.


Sputnik

Segundo a agência de notícias IRNA, Hatami afirmou que as ações israelenses seriam classificadas como "pirataria" se a Marinha de Israel agisse contra o país árabe.


Navio Saar 4.5 da Marinha de Israel durante treinamento no mar Mediterrâneo, 4 de abril de 2017 (imagem de arquivo)
Sa'ar 4.5 israelense © AFP 2018 / JACK GUEZ

"Naturalmente, se eles [Israel] têm essa intenção, será considerada uma violação da segurança internacional e de pirataria. O Irã tem forças para lidar com essa questão e, se for preciso, responderemos de forma dura", disse o ministro à mídia.

A declaração do ministro segue as ameaças do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que no dia 6 de março apelou à comunidade mundial para impedir o Irã de transportar petróleo para o estrangeiro, além de afirmar que Israel enviaria forças navais para combater os supostos esforços iranianos de contrabando de petróleo por via marítima, contornando as sanções dos EUA.

No entanto, o oficial israelense não especificou como a Marinha lidaria com isso, uma vez que tal se tornaria um confronto armado direto no mar.

Em meio a uma nova escalada de tensões com os EUA, após a saída americana do acordo nuclear iraniano, também conhecido como Plano Conjunto de Ação Integral (JCPOA), a Marinha iraniana tem procurado aumentar sua presença no mar.

No início deste ano, Teerã realizou exercícios no Estreito de Ormuz — uma rota estrategicamente importante para as exportações de petróleo da região, além de anteriormente ter ameaçado a bloquear esta rota marítima fundamental se Washington continuasse com as provocações e bloqueasse suas exportações de petróleo.

Israel é um dos principais aliados dos EUA no Oriente Médio e um dos principais compradores de armas e equipamento militar de Washington. As duas nações compartilham da mesma opinião em relação à questão iraniana.

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