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Empresa chinesa faz peças para F-35? Revelação surge em meio a polêmicas envolvendo Huawei

Em meio à briga contínua entre os EUA e a gigante tecnológica chinesa Huawei, classificada como ameaça à segurança por Washington, verificou-se que uma subsidiária com sede no Reino Unido de uma companhia chinesa fabrica peças para os jatos americanos F-35.
Sputnik

Trata-se da companhia chinesa Exception PCB, com sede no condado britânico de Gloucestershire, que fabrica placas de circuitos que controlam os motores, iluminação, combustível e sistemas de navegação dos caças F-35 – o sistema de armas mais caro já feito.

De acordo com a emissora britânica Sky, citando materiais divulgados pelo Ministério da Defesa do Reino Unido, a empresa que fabrica componentes para os caças da Lockheed Martin foi comprada em 2013 pela companhia chinesa Shenzhen Fastprint, que inclusive já participou da fabricação de caças Eurofighter Typhoon e de helicópteros de ataque Apache.

"A Exception PCB, com sede em Gloucestershire, fabrica placas de circuito impresso que controlam muitas das principais capacid…

Trump reconhece soberania de Israel sobre Colinas de Golã

Ao lado de Netanyahu, presidente dos EUA contradiz décadas de política externa e reconhece a soberania de Israel sobre o território, ocupado em 1967 e anexado em 1981. Síria vê ataque a sua integridade territorial.


Deutsch Welle

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu formalmente nesta segunda-feira (25/03) a soberania de Israel sobre as Colinas de Golã, um território disputado com a Síria e que Israel anexou em 1981.

Netanyahu ao lado de Trump em Washington
Netanyahu disse que Trump é o melhor amigo que Israel já teve

O governo do presidente sírio, Basahr al-Assad, respondeu de imediato e afirmou que a decisão é um ataque à soberania e à integridade territorial da Síria.

O decreto de reconhecimento foi assinado no início de um encontro com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em Washington. Trump justificou a medida com as "ações agressivas" do Irã e de grupos "terroristas" contra Israel.

Netanyahu disse que se trata de um dia histórico e que Trump é o melhor amigo que Israel já teve.

Em Israel, o reconhecimento pode significar um forte impulso para a campanha eleitoral de Netanyahu, que tenta a reeleição numa eleição antecipada, em 9 de abril, e que está sendo duramente disputada. "Jamais renunciaremos a elas", afirmou Netanyahu, ao lado de Trump.

A decisão de Trump contradiz décadas de política diplomática dos Estados Unidos e também a posição internacional, expressa em resoluções do Conselho de Segurança, apoiadas também pelos Estados Unidos.

O anúncio não foi mal recebido somente no mundo árabe, no Irã e também na Turquia, que já haviam alertado Trump para não dar esse passo depois de o presidente americano tuitar a respeito, na semana passada, mas também foi criticado pela ONU e pela Rússia.

As Nações Unidas destacaram que o anúncio dos EUA não muda em nada o status internacional da região. "Para nós, o status das Colinas de Golã ocupadas está consagrado nas resoluções do Conselho de Segurança. A posição não mudou", disse Stéphane Dujarric, o porta-voz do secretário-geral da ONU, António Guterres.

O secretário-geral da Liga Árabe, Ahmed Aboul Gheit, seguiu a argumentação da ONU em relação ao status da região e condenou a decisão de Trump. A Turquia acusou o governo americano de desrespeitar leis internacionais. "Essa decisão nunca legitimará a ocupação israelense. Pelo contrário, aumentará as tensões na região ao dificultar os esforços para alcançar a paz no Oriente Médio", afirmou o ministro turco do Exterior, Mevlut Cavusoglu.

O Líbano também destacou que o reconhecimento prejudica os esforços de paz e afirmou que a tentativa de Israel de expandir seu território por meio da "força e agressão" apenas isola o país. "As Colinas de Golã são terras árabes da Síria, nenhuma decisão e nenhum país pode mudar a história transferindo a propriedade de terra de um país para o outro", ressaltou o ministério libanês do Exterior.

A Rússia condenou a decisão americana e disse temer uma nova onda de tensões no Oriente Médio. Pouco antes do anúncio de Trump, o ministro russo do Exterior, Serguei Lavrov, alertou o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, para os riscos desse reconhecimento. "A intenção dos Estados Unidos de reconhecer a soberania de Israel sobre as Colinas de Golã é uma violação grosseria do direito internacional, dificultando a resolução da crise síria e agravando a situação em todo o Oriente Médio", afirmou Lavrov.

Israel conquistou as Colinas de Golã em 1967, durante a guerra árabe-israelense. Netanyahu acusa o Irã de tentar estabelecer uma rede terrorista nessa região para lançar ataques contra seu país a partir de lá e utiliza esse argumento para tentar obter reconhecimento internacional sobre o território.

As Colinas de Golã foram formalmente anexadas por Israel em 1981. A comunidade internacional considera a região um território ocupado, e a Síria exige sua devolução como precondição para um futuro acordo de paz.

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