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Os mísseis russos que se tornaram alvo de disputa entre EUA e Turquia

A Turquia, dona do segundo maior Exército entre os 29 países que compõem a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), está prestes a adquirir mísseis antiaéreos S-400.
BBC News Brasil

Os S-400 são os mísseis "terra-ar" mais avançados do mundo e se tornaram motivo de uma disputa entre Turquia e Estados Unidos que pode ameaçar a aliança militar das potências ocidentais.

Isso porque os S-400 são fabricados na Rússia, o principal rival da organização fundada em 1949 justamente para se opor à então União Soviética.

A insistência da Turquia em adquirir os mísseis russos irritou os Estados Unidos, que encaram a decisão como uma potencial ameaça para seus aviões de combate F-35, também em vias de serem comprados pelos turcos.
Troca de farpas

"Não ficaremos de braços cruzados enquanto os aliados da Otan compram armas dos nossos adversários", advertiu o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, durante um encontro organizado há poucos dias em Washington para celebrar o aniversár…

Ucrânia deve pagar por perdas da Crimeia nos últimos 25 anos, diz parlamentar russo

A península da Crimeia sofreu grandes perdas econômicas por fazer parte da Ucrânia, então Kiev deveria ser obrigada a pagar uma indenização, sugeriu o porta-voz da Câmara Baixa do Parlamento russo.


Sputnik

Vyacheslav Volodin pediu aos parlamentares que estudem "o quanto a economia da Crimeia perdeu com a política desastrosa da Ucrânia".


Ponte da Crimeia
Ponte da Crimeia © Sputnik / Vitaly Timkiv

"A Ucrânia tratou a Crimeia de maneira muito injusta, violou os direitos fundamentais dos moradores da Crimeia, como os direitos linguísticos… e destruiu a economia", declarou Volodin.

Ele também disse que esses dados deveriam ser fornecidos às organizações do Parlamento Europeu, então "obrigariam a Ucrânia a pagar o que a Crimeia perdeu nesses 25 anos", aparentemente completando os 23 anos entre a dissolução da União Soviética em 1991 e a reunificação com a Rússia após o referendo de 2014. Além disso, o legislador reiterou que Kiev deve compensar danos materiais e morais.

O parlamentar russo também sugeriu investigar a possível responsabilização da União Europeia (UE) por problemas econômicos na península.

"Quanto ao dinheiro, devemos analisar o quanto a Ucrânia deve e como a União Europeia apoia sua [postura em relação à independência da Crimeia], uma parte deve ser paga pela UE", avaliou.

Volodin também lembrou que dentro de cinco anos após a reunificação com a Rússia, a Crimeia recebeu "hospitais, escolas, a ponte da Crimeia, energia [infraestrutura] que garante uma vida produtiva".

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