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Análise: Brasil poderia se tornar 'vigilante' dos EUA na América Latina

O presidente norte-americano, Donald Trump, referiu a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN. O analista russo Pavel Feldman avaliou a possibilidade de entrada do Brasil na aliança, bem como que papel poderia desempenhar o Brasil no conflito na Venezuela.
Sputnik

Durante a visita oficial do presidente do Brasil Jair Bolsonaro aos EUA, foram discutidos os assuntos internacionais mais importantes, entre eles a cooperação bilateral entre os EUA e o Brasil e a situação na Venezuela.


Uma das declarações mais sensacionais foi a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN, referida pelo presidente dos EUA Donald Trump.

O vice-diretor do Instituto de Estudos Estratégicos e Prognósticos da Universidade Russa da Amizade dos Povos, Pavel Feldman, revelou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik que os EUA são apenas um dos países da OTAN, há outros países cuja opinião deveria ser levada em conta nesse assunto.

Segundo ele, se o Brasil aderir à OTAN ele vai desempenhar o papel de vigilante d…

Venezuela está a ponto de iniciar 2ª fase dos grandiosos exercícios militares

Na quarta-feira (13), a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou que a segunda fase das manobras militares começaria ainda nesta semana.


Sputnik

De acordo com a mídia venezuelana, a segunda fase dos grandiosos exercícios militares será realizada para garantir a proteção das redes de energia elétrica e dos sistemas de abastecimento de água.


Soldados durante uma parada militar na Venezuela
© AP Photo / Ariana Cubillos

"No fim de semana que está chegando, os exercícios militares Rota de Ana Karina vão ser retomados na segunda fase", de acordo com citação da vice-presidente bolivariana na emissora estatal na quarta-feira. A primeira fase dos exercícios militares, chamada de Angostura, ocorreu em meados de fevereiro.

O anúncio surge após o blecaute, que durou quase uma semana e que foi considerado pelas autoridades venezuelanas "sabotagem" na Hidrelétrica de Guri, responsável por 80% de toda a energia fornecida à nação.

No início desta semana, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, declarou que duas pessoas foram detidas por suspeita de tentativa de danificação da rede elétrica, acrescentado que Washington foi o principal responsável pelo blecaute.

O apagão durou praticamente uma semana, de quinta-feira (7) a quarta-feira (13), tendo atingido 21 dos 23 estados do país. Muitos pontos de extração de petróleo foram afetados pela falta de energia.

Maduro responsabilizou os EUA pela guerra energética contra a Venezuela. Washington, por sua vez, negou qualquer tipo de participação.
O país sul-americano vem enfrentando grave instabilidade política.

No dia 5 de janeiro, o deputado Juan Guaidó foi eleito presidente da Assembleia Nacional, que desde 2016 não é reconhecida pelo governo de Nicolás Maduro, que tomou posse para assumir segundo mandato no dia 10 de janeiro.

Em 23 de janeiro, dois dias após o Supremo Tribunal ter anulado seu mandato, Guaidó se declarou presidente interino da Venezuela. Os EUA e outros 50 países reconheceram Guaidó como presidente interino. Por outro lado, países como a Rússia, China, Cuba, Bolívia e outros manifestaram apoio ao governo legítimo de Maduro.

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