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Os mísseis russos que se tornaram alvo de disputa entre EUA e Turquia

A Turquia, dona do segundo maior Exército entre os 29 países que compõem a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), está prestes a adquirir mísseis antiaéreos S-400.
BBC News Brasil

Os S-400 são os mísseis "terra-ar" mais avançados do mundo e se tornaram motivo de uma disputa entre Turquia e Estados Unidos que pode ameaçar a aliança militar das potências ocidentais.

Isso porque os S-400 são fabricados na Rússia, o principal rival da organização fundada em 1949 justamente para se opor à então União Soviética.

A insistência da Turquia em adquirir os mísseis russos irritou os Estados Unidos, que encaram a decisão como uma potencial ameaça para seus aviões de combate F-35, também em vias de serem comprados pelos turcos.
Troca de farpas

"Não ficaremos de braços cruzados enquanto os aliados da Otan compram armas dos nossos adversários", advertiu o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, durante um encontro organizado há poucos dias em Washington para celebrar o aniversár…

De que é capaz o novo sistema antiaéreo russo?

Um grande arsenal de mísseis de médio e curto alcance, o acompanhamento simultâneo de dezenas de aviões e uma precisão de quase 100% – os novos sistemas S-350 Vityaz vão proteger as cidades e infraestruturas estratégicas industriais russas. No ano corrente se inicia sua produção em série e o fornecimento ao exército.


Sputnik

Os testes estatais dos S-350 foram realizados com bastante sucesso. Até ao fim do ano está planejado que o primeiro sistema será encaminhado ao centro de treinamento das forças antiaéreas na região de Leningrado. Os militares deverão obter capacidades profissionais para trabalhar com os S-350, que foram elaborados para substituir os sistemas S-300PS, que ainda têm um alto nível de eficácia, mas já não são novos.

Sistema da defesa antiaérea S-350 Vityaz
S-350 Vityaz © Sputnik / Рамиль Ситдико

O sistema S-350 Vityaz foi desenvolvido pela empresa Almaz-Antey a partir da primeira metade dos anos 2000. O sistema consiste de um veículo lançador de mísseis autopropulsado, um radar de cobertura total com varrimento eletrônico espacial e um posto de comando instalado no chassi do veículo especial BAZ. O S-350 Vityaz dispara mísseis terra-ar de médio alcance usados no sistema S-400, bem como mísseis de curto alcance.

Soldado universal

"As Forças Armadas possuem um grande número de S-300P e S-300PS, eles constituem cerca de 50 divisões. O prazo do serviço desses sistemas já se esgotou. Eles vão ser substituídos pelo S-350, um sistema de defesa antiaérea e antimíssil de médio alcance com uma reserva de munições aumentada", disse o editor da revista Arsenal Otechestva (Arsenal da Pátria, em russo), Viktor Murakhovsky na entrevista à Sputinik.

O Vityaz pode ser equipado com dois tipos de mísseis. O primeiro é o 9М100, que se destina para neutralização de quaisquer objetos balísticos e aerodinâmicos em um raio de 120 km. Entretanto, a velocidade dos alvos pode atingir 4,8 km por segundo, o que é típico para os mísseis da classe tática e tático-operacional.

O segundo é o 9М96, que pode interceptar os alvos em um raio de 15 km. "Isso são, regra geral, objetos que voam a baixa altitude, tais como: mísseis de cruzeiro, drones, etc. A velocidade do alvo a neutralizar pode alcançar mil metros por segundo. Dotado com esse tipo de mísseis, o Vityaz corresponde aos sistemas de curto alcance. Hoje os S-350 são considerados como um dos elementos do sistema geral automatizado de defesa antiaérea. Como sistema de defesa antiaérea de infraestruturas, este é um sistema moderno que é significativamente mais barato que o S-400", acrescentou Murakhovsky.

Um papel especial

A reserva de munições de cada divisão de Vityaz inclui 144 mísseis, o que supera em duas vezes o arsenal dos S-300PS. O radar multifuncional é capaz de acompanhar simultaneamente até cem alvos. Cada S-350 pode aniquilar até 16 alvos aerodinâmicos (aviões, mísseis de cruzeiro ou drones) ou 12 balísticos (ogivas de mísseis táticos ou tático-operacionais).

"O S-350 é um sistema muito resistente a interferências e com grande capacidade de fogo. Destina-se a disparar contra um inimigo que realiza um ataque com grande densidade a baixa altitude. Podemos falar sobre intercepção de dezenas de aviões por minuto. O S-350 tem seu espaço próprio entre os armamentos desse tipo, eles são mais um complemento que um substituto para o Buk", explicou o analista Mikhail Khodarenok em entrevista à Sputnik.

Segundo ele, atualmente a Força Aeroespacial da Rússia possui, como base, dois tipos de sistemas de defesa antiaérea – S-400 e S-300PM em diferentes modificações. Ambos os sistemas são de longo alcance e funcionam mais ou menos na mesma gama, o que nem sempre é justificável na proteção de infraestruturas importantes.

"Claro que o longo alcance é importante, mas não tem uma relevância tão grande em combate", frisou o analista.

"Por mais potente e eficaz que seja o radar, um alvo voando em alturas extremamente baixas será detectado pelo radar apenas em um raio de 25-30 km. Neste caso, uma reação rápida e um grande potencial de fogo são mais necessários, e é isso que distingue o S-350", acrescentou o analista.

Um escudo confiável

O Ministério de Defesa da Rússia presta grande atenção à defesa antiaérea e antimíssil. Vale destacar, que os S-400 têm uma elevada demanda não só na Rússia, mas também no estrangeiro. Esses sistemas são capazes de aniquilar alvos aerodinâmicos a distâncias até 300 km e alvos balísticos – até 60 km. Os EUA tentam obrigar a Turquia a desistir da compra dos S-400, ameaçando com sanções e com o cancelamento do fornecimento dos caças F-35 de 5ª geração. Entretanto, apesar de todos os obstáculos a Turquia vai receber o primeiro lote de sistemas S-400 já em julho.

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