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Os mísseis russos que se tornaram alvo de disputa entre EUA e Turquia

A Turquia, dona do segundo maior Exército entre os 29 países que compõem a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), está prestes a adquirir mísseis antiaéreos S-400.
BBC News Brasil

Os S-400 são os mísseis "terra-ar" mais avançados do mundo e se tornaram motivo de uma disputa entre Turquia e Estados Unidos que pode ameaçar a aliança militar das potências ocidentais.

Isso porque os S-400 são fabricados na Rússia, o principal rival da organização fundada em 1949 justamente para se opor à então União Soviética.

A insistência da Turquia em adquirir os mísseis russos irritou os Estados Unidos, que encaram a decisão como uma potencial ameaça para seus aviões de combate F-35, também em vias de serem comprados pelos turcos.
Troca de farpas

"Não ficaremos de braços cruzados enquanto os aliados da Otan compram armas dos nossos adversários", advertiu o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, durante um encontro organizado há poucos dias em Washington para celebrar o aniversár…

Mídia revela reunião secreta nos EUA sobre Venezuela e mostra lista de participantes

Um grupo de analistas do think-tank americano Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS, sigla em inglês) organizou uma reunião secreta sobre o "uso da força militar na Venezuela", escreveu nesse sábado (13) a edição The Gray Zone.


Sputnik

Da reunião informal chamada "Avaliação do Uso da Força Militar na Venezuela", participaram cerca de 40 figuras influentes, incluindo funcionários do Departamento de Estado dos EUA, do Conselho Nacional de Inteligência, do Conselho de Segurança Nacional, além do almirante Kurt Tidd, que recentemente deixou o cargo de chefe do Comando Sul dos EUA (SouthCom).



Vários funcionários de alto escalão das embaixadas do Brasil e da Colômbia, bem como representantes do líder da oposição venezuelana, Juan Guaido, também participaram da reunião.

A realização da reunião foi confirmada por dois participantes, mas outros detalhes estão indisponíveis, de acordo com a Gray Zone.

No entanto, a existência de uma reunião assim sugere que a administração Trump considera uma operação militar de forma mais séria do que antes, segundo o autor, acrescentando que tal passo poderia ter sido provocado pela frustração de que "todas as outras armas em seu arsenal falharam para derrubar o presidente [Nicolas] Maduro".

A edição divulgou uma lista vazada de participantes do encontro. Quando a The Grey Zone entrou em contato com uma das participantes, Sarah Baumunk, pesquisadora associada do Programa CSIS das Américas, ela confirmou que foram discutidas opções militares.

"Nós conversamos sobre militares… uh… opções militares na Venezuela. Isso foi no início desta semana", disse, indicando que a reunião foi erradamente datada de 20 de abril no documento. No entanto, quando perguntada por mais detalhes, se recusou a falar.

Outro participante, Santiago Herdoiza, pesquisador associado da agência Hills & Company, também não comentou o conteúdo da reunião.

"Sinto muito, essa foi uma reunião fechada", disse Herdoiza após atender a chamada.

Em 13 de abril, o secretário de Estado Mike Pompeo confirmou que uma intervenção militar na Venezuela seria uma opção possível. Segundo ele, "qualquer ferramenta, qualquer opção continuam em cima da mesa".

A Venezuela sofre uma grave crise política desde janeiro. Junto com outros países ocidentais, os EUA apoiam Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino da Venezuela. Ao mesmo tempo, a Rússia, China e Turquia, entre outros, apoiaram o presidente constitucionalmente eleito, Nicolás Maduro, criticando o amplo apoio ocidental a Guaidó.

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