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Defesa do Brasil tem maior gasto com pessoal na década, e investimento militar cai

Despesas com ativos e inativos crescem R$ 7,1 bi em 2019, reflexo de aumento salarial
Por Igor Gielow e Gustavo Patu | Folha de S.Paulo

A previsão de gasto militar para o primeiro ano de governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL) traz o maior aumento de despesa com pessoal em dez anos e uma redução expressiva do investimento em programas de reequipamento das Forças Armadas.
Não fosse uma criatividade contábil dos militares, que conseguiram recursos com a capitalização de uma estatal para comprar novos navios, a despesa de investimento seria a menor desde 2009.

A Folha analisou a série histórica com a ferramenta de acompanhamento orçamentário Siga Brasil, do Senado. Para este ano, o Ministério da Defesa, ainda na gestão Michel Temer (MDB), planejou gastar R$ 104,2 bilhões, o quarto maior volume da Esplanada.

Desse montante, R$ 81,1 bilhões irão para pessoal, R$ 13,3 bilhões, para gastos correntes (custeio) e R$ 9,8 bilhões, para investimentos. Os valores não incluem o con…

Presidente do Sudão é deposto e conselho militar vai assumir comando do país

Anúncio foi feito pelo ministro da Defesa nesta quinta-feira. Kamal Abdel Maaruf afirmou que haverá eleições após o período de transição previsto para durar dois anos.


Por G1

O ministro da Defesa do Sudão anunciou nesta quinta-feira (11) que o presidente Omar al-Bashir, que ocupava o poder há 30 anos, foi deposto e detido "em um lugar seguro". Kamal Abdel Maaruf também afirmou que um conselho militar administrará o Sudão por um período de transição de dois anos.

Omar al-Bashir, presidente sudanês, em imagem de arquivo — Foto: Ashraf Shazly/AFP
Omar al-Bashir, presidente sudanês, em imagem de arquivo — Foto: Ashraf Shazly/AFP

Em um comunicado transmitido pela TV estatal, o ministro afirmou que haverá eleições no final do período de transição e que o espaço aéreo do país foi fechado por 24 horas. Ele também anunciou três meses de estado de emergência, um cessar-fogo nacional e a suspensão da constituição.

Nesta quinta, milhares de pessoas anti-governo saíram as ruas para comemorar a queda de Omar al-Bashir. Grande parte dos manifestantes, apesar de comemorar, pediram por um governo civil e disseram que não querem uma administração liderada por militares.

Mandados de prisão por genocídio

Bashir comanda o Sudão com mão de ferro desde 1989, quando deu um golpe de Estado com a ajuda de militantes islâmicos, de acordo com a Deutsche Welle. Ele é alvo de dois mandados internacionais de prisão por genocídio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade, emitidos pelo Tribunal Penal Internacional, em Haia, por causa de crimes cometidos em Darfur.

Nessa região do oeste sudanês, 300 mil pessoas foram mortas desde 2003, segundo contagem das Nações Unidas, num conflito que opõe o governo e milícias árabes, de um lado, e rebeldes não árabes separatistas, do outro.

As manifestações contra Bashir foram motivadas pela forte crise econômica que afeta o país há anos – principalmente depois da secessão do Sudão do Sul, em 2011. O Sudão é um dos 25 países mais pobres do mundo, com uma população de 41 milhões de pessoas.

Até a independência do Sudão do Sul, a economia era fortemente dependente do petróleo, que era responsável por 95% das exportações e metade da arrecadação do governo. Em 2001, o Sudão perdeu a maior parte dos campos petrolíferos, que ficaram com o Sudão do Sul.

Africa e brasil no mundo moderno - Annablume

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