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Prestes a 'ganhar' território do tamanho da Arábia Saudita, Brasil carece de recursos para defesa

A ONU deve ratificar no próximo mês, o pleito brasileiro em estender sua faixa de águas jurisdicionais em pelo menos 2,1 milhões de km², uma área equivalente à extensão da Arábia Saudita. Para especialista ouvido pela Sputnik Brasil, movimento precisa vir acompanhado de modernização da Marinha.
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Como a Sputnik Brasil mostrou em maio, a demanda já dura há pelo menos 30 anos e tem relação com medições técnicas sobre o ponto onde termina o Brasil continental e até onde é lícito explorar as águas do entorno. O mar territorial brasileiro têm atualmente cerca de 12 milhas náuticas (22 quilômetros) na faixa de água e uma zona econômica exclusiva de 200 milhas náuticas (370 quilômetros). Na parte de solo e sub-solo, área na qual o Brasil pleiteia a extensão, há um limite de mais 200 milhas regulamentadas.

Responsável pela proteção da área oceânica, a Marinha brasileira vem desenvolvendo pesquisas na região desde 2004. Os militares já identificaram potencial possibilidade de exploração de …

Confira o avião que elevou a novo nível capacidades de defesa antiaérea da URSS

Há 60 anos, a URSS começou a desenvolver uma aeronave com radar de longo alcance que deveria ter um sistema de vigilância aérea eletrônica.


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A segunda metade da década de 1950 foi um dos períodos mais tensos da Guerra Fria. Para garantir a paridade militar e estratégica, a URSS teve que melhorar os seus sistemas de armas ofensivas e defensivas, em particular, os sistemas de defesa antiaérea.

Tu-126 em um polígono soviético
Tupolev Tu-126 | CC BY-SA 3.0 / amon goeths / http://ru-aviation.livejournal.com/1246828.htm

Aviões de reconhecimento americanos e até mesmo bombardeiros invadiam frequentemente o espaço aéreo soviético no norte do país, causando grande preocupação aos generais soviéticos. Os radares terrestres tinham um alcance limitado e, portanto, só podiam detectar os aviões a uma distância de 250-300 quilômetros. No entanto, isso não era suficiente para pôr os sistemas de defesa antiaérea em alerta. Foi por esta razão que o governo da União Soviética deu ordem de construir uma aeronave com o sistema de alerta precoce e controle aéreo — conhecido como sistema AWACS (Sistema Aéreo de Alerta e Controle).

O projeto original previa instalar o radar e todos os instrumentos a bordo de um bombardeiro Tu-95. Não obstante, devido a problemas de resfriamento e falta de espaço dentro da aeronave para a tripulação, foi decidido a instalá-lo na fuselagem da "versão comercial" do Tu-95, o Tu-114.

Para operar o radar, o avião teve que sofrer várias alterações na sua estrutura e aerodinâmica. Isso deu vida a um novo modelo, mais apto para transportar o novo sistema de defesa antiaérea: o Tu-126, que foi desenvolvido na base do Tu-114. O primeiro voo do Tu-126 ocorreu em 23 de janeiro de 1962. Ele foi colocado em serviço na Força Aérea na primavera de 1965, tornando-se o primeiro avião soviético com um sistema de alerta e controle aéreo.

O Tu-126 era capaz de detectar alvos aéreos a uma distância de até 350 quilômetros, atingir alvos a 400 quilômetros de distância e identificar a existência de radares a uma distância de 600 quilômetros. A autonomia de voo era de oito horas, mas esse tempo poderia ser aumentado até 17 horas com reabastecimento no ar.

A aeronave continuou a operar até 1985. A experiência adquirida durante o desenvolvimento do Tu-126 serviu a base para projetar e, em seguida, construir o A-50 — o avião com o sistema de alerta e controle aéreo que permanece em operação até hoje.

Aviao Polikarpov I-16 Type 24 - RATA 03914 - REVELL ALEMA - Brand

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