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Trump não precisa de autorização do Congresso para declarar guerra ao Irã, diz analista

Donald Trump pode não precisar do aval do Congresso para declarar guerra contra o Irã, algo que seus conselheiros "vêm construindo discretamente" um caso em meio a sanções crescentes, informa Jonathan Allen, da NBC News.
Sputnik

O articulista afirma que os principais elementos do plano incluem ligar a al-Qaeda ao Irã para retratar a República Islâmica como uma ameaça terrorista aos EUA, "o que é exatamente o que as autoridades do governo vêm fazendo nas últimas semanas".

"Isso poderia dar a Trump a justificativa que ele precisa para combater o Irã sob a resolução de uso de força de 2001, sem aprovação do Congresso", Allen argumenta, acrescentando que o Congresso dificilmente concederá ao presidente americano "nova autoridade para atacar o Irã nas circunstâncias atuais ”.

Os comentários do autor vêm depois que o New York Times citou vários altos funcionários norte-americanos não identificados dizendo que “[o presidente Donald] Trump foi firme em dizer que…

EUA suspendem sanções contra general para que outros militares abandonem Maduro

Vice-presidente Mike Pence adverte que Washington punirá todos os membros do Tribunal Supremo de Justiça do país se não voltarem a “defender a legalidade”


Antonia Laborde | El País

Washington - Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira um pacote substancial de medidas para forçar a renúncia de Nicolás Maduro, justamente quando a oposição venezuelana enfrenta um período de estagnação depois do frustrado complô da semana passada para derrubar o regime chavista. O vice-presidente Mike Pence anunciou o plano na Conferência das Américas, em Washington, que inclui incentivos aos militares que abandonarem Maduro, ajuda hospitalar aos refugiados e sanções para os 33 magistrados do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Venezuela se não desertarem. Além disso, suspendeu a punição ao general Christopher Figuera, que na terça-feira retirou seu apoio a Maduro. “Os Estados Unidos continuarão a exercer toda a pressão diplomática e econômica. Mas que saibam todos aqueles que continuarem com a repressão: todas as opções estão sobre a mesa”, advertiu Pence.

Mike Pence durante seu pronunciamento na Conferência das Américas.
Mike Pence durante seu pronunciamento na Conferência das Américas. PATRICK SEMANSKY AP

O apoio dos EUA a Juan Guaidó, presidente interino da Venezuela, reconhecido por mais de cinquenta países, se fortalece em uma semana complicada para o líder da oposição. Pence anunciou a suspensão das sanções, com efeito imediato, ao general Christopher Figuera, que foi diretor do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin) até a semana passada, quando retirou seu apoio a Maduro. Desde a libertação de Leopoldo López, condenado a 13 anos de prisão domiciliar, Figueroa é perseguido pelo regime.

A medida da Administração de Donald Trump, como reconheceu o vice-presidente, procura incentivar os militares venezuelanos a abandonarem Maduro, para quem a lealdade das Forças Armadas foi crucial para se manter no poder. Pence apontou a Rússia como o principal fornecedor de armas do regime chavista, mas esclareceu que “ninguém fez mais para apoiar Maduro” do que os líderes comunistas cubanos.

O vice-presidente ameaçou os membros do TSJ com sanções se não “voltarem à origem fundamental de suas funções” e a “defenderem a legalidade”. Nesta terça-feira o tribunal acusou seis deputados e um ex-parlamentar de sete crimes relacionados com sua participação na Operação Liberdade, liderada por Guaidó para tirar Maduro de Miraflores. Entre as acusações enfrentadas por personalidades como Henry Ramos Allup, Luis Florido e Américo De Grazia figuram “traição à pátria, conspiração, incitação à revolta, rebelião civil, pacto para delinquir, usurpação de funções e incitação pública continuada à desobediência das leis e ao ódio”.

O plano inclui uma remessa destinada à ajuda humanitária. Com o objetivo de oferecer assistência médica às comunidades do êxodo venezuelano mais afetadas — existem mais de 3,3 milhões de venezuelanos distribuídos na região —, o vice-presidente norte-americano anunciou que o USNS Comfort, um navio-hospital militar, iniciará em junho uma missão humanitária de cinco meses pelo Caribe, América Central e América do Sul.

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