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Irã ameaça romper limite de reservas de urânio; entenda o que país pode fazer se sair de acordo nuclear

Sem regulação, país pode adotar equipamentos mais modernos e rápidos e ampliar volume de enriquecimento de material que pode ser usado em armas nucleares. Acordo foi firmado em 2015 entre Irã e mais seis países, mas Trump retirou EUA em maio de 2018.
Associated Press

O Irã anunciou que irá exceder o limite de reservas de urânio determinado pelo acordo nuclear de 2015, ampliando as tensões no Oriente Médio.

O prazo de 27 de junho dado por Teerã vem antes de outra data limite, 7 de julho, para que a Europa apresente melhores termos para que o país permaneça no acordo. Se essa segunda data passar sem nenhuma ação, o presidente iraniano Hassan Rouhani diz que a república islâmica irá provavelmente retomar o alto enriquecimento de urânio.

Veja a seguir em que situação está o programa nuclear do Irã atualmente:

O acordo nuclear

O Irã fechou um acordo nuclear em 2015 com Estados Unidos, França, Alemanha, Reino Unido, Rússia e China. O acordo, formalmente conhecido como Plano de Ação Conjunto Abran…

Exército dos EUA receia ser ultrapassado pela China em África

Pequim mantém uma presença comercial e militar em Djibuti e isso parece estar deixando os militares americanos nervosos.


Sputnik

Este pequeno país alberga também a única base militar permanente dos EUA no continente.
A crescente presença militar da China em África é encarada de forma preocupante em Washington. Os oficiais do Pentágono mostram estar preocupados por a maior economia asiática estar levando vantagem sobre os aliados regionais dos EUA.

Inauguração da base da China em Djibuti, no leste da África, no dia 1° de agosto de 2017
Base militar chinesa em Djibuti © AFP 2019 / STR

"Eles [a China] aumentaram as apostas, numa linguagem simples, eles acabam por oferecer coisas que os nossos parceiros querem, que os nossos parceiros precisam," disse à CNN um oficial do Comando dos EUA para a África (AFRICOM, na sigla em inglês). Em alguns lugares temos preocupações de estarmos sendo superados".

Os comentários se referem à expansão chinesa em Djibuti, um país muito pequeno localizado na fronteira sul do mar Vermelho, perto de uma das rotas comerciais mais utilizadas do mundo.

Este país africano é o único que tem uma base militar permanente dos EUA (Camp Lemonnier), que é a sede da rede de vigilância dos Estados Unidos e das operações de contraterrorismo em África.

Embora o país seja um paraíso no que toca à estabilidade política na região, tem muitas bases de países estrangeiros, e a presença crescente de Pequim no país deixa os falcões do Pentágono nervosos.

Em 2017 o Exército de Libertação Popular da China inaugurou a sua primeira base ultramarina em Djibuti, a cerca de 10 km da base norte-americana Camp Lemonnier.

No relatório anual ao Congresso, o Pentágono avisou que a China pode alcançar êxito em Djibuti. Poderão ser criadas outras bases chinesas "para estabelecer instalações de logística no exterior que ampliem e sustentem ainda mais as operações aéreas regionais e globais", destaca o relatório.

Por enquanto, é a base chinesa em Djibuti que tem suscitado particular preocupação entre os comandantes dos EUA, dado que instalação, bem equipada, está localizada perto de um porto marítimo crítico, do qual o contingente de Lemonnier de 4.000 homens depende fortemente.

No ano passado, o comandante da AFRICOM, general Thomas Waldhauser, advertiu o Congresso de que dois dos cinco terminais do porto já estavam sob o controlo chinês, e agora o receio é que a China possa algum dia cortar o acesso ao porto.

"No é segredo para ninguém que aproximadamente 98% do apoio logístico para Djibuti, como também para a Somália, e África Oriental, passam por este porto", notou Waldhauser. "Aquele porto é o mais importante das cinco entidades em Djibuti, e o nosso acesso a ele é necessário".

A falta de confiança estratégica entre Washington e Pequim tem estado a definir as relações entre os países no ano passado, algo observado em todos os continentes, incluindo o africano.

A África na Política Internacional - Juruá

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