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Trump não precisa de autorização do Congresso para declarar guerra ao Irã, diz analista

Donald Trump pode não precisar do aval do Congresso para declarar guerra contra o Irã, algo que seus conselheiros "vêm construindo discretamente" um caso em meio a sanções crescentes, informa Jonathan Allen, da NBC News.
Sputnik

O articulista afirma que os principais elementos do plano incluem ligar a al-Qaeda ao Irã para retratar a República Islâmica como uma ameaça terrorista aos EUA, "o que é exatamente o que as autoridades do governo vêm fazendo nas últimas semanas".

"Isso poderia dar a Trump a justificativa que ele precisa para combater o Irã sob a resolução de uso de força de 2001, sem aprovação do Congresso", Allen argumenta, acrescentando que o Congresso dificilmente concederá ao presidente americano "nova autoridade para atacar o Irã nas circunstâncias atuais ”.

Os comentários do autor vêm depois que o New York Times citou vários altos funcionários norte-americanos não identificados dizendo que “[o presidente Donald] Trump foi firme em dizer que…

Irã é a 'maior influência desestabilizadora' e EUA 'pretendem corrigir isso', diz Pompeo

O secretário de Estado dos EUA, em declarações à CNBC, disse que o Irã é uma ameaça aos interesses americanos, pois espalha o caos no Oriente Médio, no entanto, a Casa Branca "naturalmente" saudaria a oportunidade de negociar com Teerã.


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Mike Pompeo fez notar que ele vê ameaças crescentes da parte do Irã e que a administração de Donald Trump está reforçando a capacidade de resposta a qualquer tipo de ações ofensivas por parte deste país. Foi por essa razão que os EUA decidiram deslocar um grupo naval liderado por um porta-aviões e uma força-tarefa de bombardeiros, segundo Pompeo.

Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo
Mike Pompeo © AP Photo / Sait Serkan Gurbuz

"Fizemos tudo certo para aumentar a nossa postura de segurança o melhor que pudemos, disse Pompeo, mas também queremos ter a certeza de que temos forças de dissuasão na área, para que, no caso do o Irã decidir atingir os interesses americanos — seja no Iraque, no Afeganistão, no Iêmen ou em qualquer outro lugar no Oriente Médio, — estarmos preparados para responder de forma adequada".

Ao mesmo tempo, Pompeo afirmou que, apesar de uma maior presença militar dos EUA no Oriente Médio, Washington não está à procura de um conflito armado.

"Nosso objetivo não é a guerra, nosso objetivo é fazer mudar o comportamento da liderança iraniana. Esperamos que o povo iraniano obtenha aquilo que quer e o que tanto merece, frisou Pompeo. As forças que estamos a deslocar para a região e as que tínhamos lá antes — sabe que temos muitas vezes porta-aviões no golfo Pérsico —, mas o presidente quer ter a certeza de que, no caso de algo acontecer, estaremos preparados para responder de forma adequada''.

O secretário do Estado também enfatizou ter também preparado uma abordagem diplomática para que Trump tenha escolhas "no caso de os iranianos tomarem uma má decisão.''

No entanto, uma solução diplomática aparentemente não é a única opção.

"Um ataque aos interesses americanos por parte de uma força liderada pelo Irã, seja ela própria iraniana ou uma entidade controlada pelos iranianos, [significa que] essa força será responsabilizada. Trump foi muito claro quanto a isso. A nossa resposta será adequada. O Irã é a maior influência desestabilizadora no Oriente Médio e nosso objetivo é corrigir isso.

Embora tenham sido preparadas soluções "adequadas", ou seja, militares, Pompeo notou que os EUA ainda procuram uma "resolução diplomática pacífica''.

"É claro que queremos uma solução diplomática pacífica para cada um dos conflitos que abordamos hoje", disse Pompeo à CNBC. "Faz todo o sentido".

Washington tem realizado uma campanha de pressão contra Irã nos últimos meses.

Os Estados Unidos enviaram o porta-aviões USS Abraham Lincoln e uma força-tarefa de bombardeiros estratégicos B-52 para a zona da costa do Irã. Segundo assessor de segurança dos EUA, John Bolton, o objetivo desta medida é enviar "uma mensagem clara e inequívoca" a Teerã.

No mês passado, Donald Trump classificou o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) como organização terrorista. Em resposta, o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã também designou o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) como organização terrorista.

Iranianos, Os - Contexto

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