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Trump não precisa de autorização do Congresso para declarar guerra ao Irã, diz analista

Donald Trump pode não precisar do aval do Congresso para declarar guerra contra o Irã, algo que seus conselheiros "vêm construindo discretamente" um caso em meio a sanções crescentes, informa Jonathan Allen, da NBC News.
Sputnik

O articulista afirma que os principais elementos do plano incluem ligar a al-Qaeda ao Irã para retratar a República Islâmica como uma ameaça terrorista aos EUA, "o que é exatamente o que as autoridades do governo vêm fazendo nas últimas semanas".

"Isso poderia dar a Trump a justificativa que ele precisa para combater o Irã sob a resolução de uso de força de 2001, sem aprovação do Congresso", Allen argumenta, acrescentando que o Congresso dificilmente concederá ao presidente americano "nova autoridade para atacar o Irã nas circunstâncias atuais ”.

Os comentários do autor vêm depois que o New York Times citou vários altos funcionários norte-americanos não identificados dizendo que “[o presidente Donald] Trump foi firme em dizer que…

Netanyahu diz que campanha em Gaza não acabou, apesar de trégua

Grupos armados da Faixa de Gaza declararam na manhã desta segunda-feira, 6, que acordaram uma trégua com o governo de Israel, depois de uma série de ataques que deixaram ao menos 25 mortos no final de semana. Pouco tempo após o anúncio do cessar-fogo, contudo, o primeiro-ministro israelense e titular de Defesa, Benjamin Netanyahu, disse que a sua campanha no território palestino não terminou.


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“Nos últimos dois dias combatemos o Hamas e a Jihad Islâmica com contundente força, atacamos mais de 350 alvos, seus líderes e agentes terroristas e destruímos edifícios terroristas”, afirmou, dizendo ainda que “a campanha requer paciência e sagacidade”.

Imagem mostra fumaça após ataque aéreo de israelenses em Gaza - 05/05/2019
Imagem mostra fumaça após ataque aéreo de israelenses em Gaza - 05/05/2019 © Mohammed Salem/Reuters

“Estamos preparados para continuar. O objetivo foi e continua sendo garantir a paz e a segurança dos residentes do sul”, concluiu o chefe de Governo em comunicado.

O Hamas e a Jihad Islâmica são os dois maiores grupos armados de Gaza. As facções confirmaram que a trégua entraria em vigor a partir das 4h30 da manhã desta segunda, hora local (22h30 de domingo em Brasília).

O governo israelense não confirmou o acordo sobre o cessar-fogo oficialmente. Anunciou apenas o fim das restrições impostas aos cidadãos israelenses que vivem nas áreas adjacentes a Gaza, decretadas no final de semana como forma de proteção.

A nova escalada de violência em razão dos disparos de foguetes a partir da Faixa de Gaza e os bombardeios de Israel como resposta causaram até o momento ao menos 25 mortes: 4 civis israelenses e 21 palestino em Gaza, dos quais 12 eram membros de grupos islamistas.

Entre os integrantes do Hamas mortos está um combatente que Israel identifica como responsável por intermediar o dinheiro enviado ao grupo pelo governo iraniano.

Ao todo, foram disparados 250 foguetes do lado palestino, o maior número já lançado contra Israel em um único dia nos últimos anos. Dezenas foram interceptados pela defesa antimísseis, afirmaram as Forças Armadas israelenses, e grande parte caiu em áreas desabitadas, destacou a Polícia.

No domingo, Netanyahu ordenou resposta em massa aos ataques palestinos. “Dei a instrução ao Exército de continuar com seus ataques maciços contra elementos terroristas da Faixa de Gaza, e ordenei reforçar as tropas mobilizadas ao redor, com tanques, artilharia e tropas”, disse, no início do conselho semanal de ministros.

O Exército israelense disse que seus tanques e aviões atingiram em seu entorno 220 alvos militares em Gaza.

A Turquia, por sua vez, criticou uma “agressividade sem limites”, após o ataque israelense contra um edifício de vários andares em Gaza que, segundo Ancara, abriga o escritório da agência de notícias turca Anadolu.

Neste contexto, Israel anunciou o fechamento de passagens fronteiriças de Gaza e a proibição da pesca no litoral do enclave.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assegurou neste domingo que Israel tem todo o apoio de Washington após a retaliação aos disparos feitos de Gaza.

“Mais uma vez, Israel enfrenta uma série de ataques mortais com fogueres de grupos terroristas Hamas e Jihad Islâmica. Apoiamos Israel 100% na defesa de seus cidadãos”, tuitou Trump.

“Para a gente de Gaza – estes atos terroristas contra Israel somente lhes trarão miséria. ACABEM com a violência e trabalhem pela paz – é possível!”, emendou em outra mensagem na rede social.
Mediação no Egito

Segundo uma fonte da Jihad Islâmica, o Egito, que atua como intermediário entre o Hamas e Israel, tenta uma mediação para diminuir a tensão.

Em Bruxelas, a União Europeia pediu o “cessar imediato” dos disparos.

O emissário da ONU encarregado do conflito israelense-palestino, Nickolay Mladenov, exortou a “todas as partes a acalmar a situação e voltar ao entendimento dos últimos meses”.

Israel e Hamas se enfrentaram em três guerras desde 2008.

No fim de março, sob os auspícios do Egito e da ONU, negociou-se um cessar-fogo, anunciado pelo Hamas, mas nunca confirmado por Israel. Isto permitiu manter uma relativa tranquilidade durante as eleições legislativas israelenses de 9 de abril.

Mas a situação se degradou esta semana. Voltaram os disparos de foguetes e balões incendiários palestinos, assim como as represálias israelenses.

Três fatores poderiam pressionar Israel a acalmar a situação: as negociações em curso para formar uma coalizão governamental depois da vitória de Netanyahu nas eleições, o concurso musical Eurovision previsto para ser realizado em Tel Aviv em meados de maio, e as comemorações pela criação do Estado de Israel, na quinta-feira, 9.

Desde março de 2018, os palestinos se manifestam na fronteira entre a Faixa de Gaza e Israel contra o bloqueio ao enclave e pelo retorno dos refugiados que foram expulsos ou tiveram que abandonar suas terras após a criação de Israel em 1948.

Ao menos 276 palestinos morreram desde o início da mobilização, nas manifestações ou nos ataques israelenses como represália. Dois soldados e um civil israelense morreram neste período, devido a estes confrontos entre Gaza e Israel.

(Com EFE e AFP)

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