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Prestes a 'ganhar' território do tamanho da Arábia Saudita, Brasil carece de recursos para defesa

A ONU deve ratificar no próximo mês, o pleito brasileiro em estender sua faixa de águas jurisdicionais em pelo menos 2,1 milhões de km², uma área equivalente à extensão da Arábia Saudita. Para especialista ouvido pela Sputnik Brasil, movimento precisa vir acompanhado de modernização da Marinha.
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Como a Sputnik Brasil mostrou em maio, a demanda já dura há pelo menos 30 anos e tem relação com medições técnicas sobre o ponto onde termina o Brasil continental e até onde é lícito explorar as águas do entorno. O mar territorial brasileiro têm atualmente cerca de 12 milhas náuticas (22 quilômetros) na faixa de água e uma zona econômica exclusiva de 200 milhas náuticas (370 quilômetros). Na parte de solo e sub-solo, área na qual o Brasil pleiteia a extensão, há um limite de mais 200 milhas regulamentadas.

Responsável pela proteção da área oceânica, a Marinha brasileira vem desenvolvendo pesquisas na região desde 2004. Os militares já identificaram potencial possibilidade de exploração de …

Por que Israel não quer guerra entre EUA e Irã?

O governo do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu apoiaria uma "súbita implosão do regime iraniano", mas "não ao preço de uma guerra", por isso Tel Aviv não quer um conflito militar entre os EUA e o Irã, explica o analista Tom Rogan.


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Em seu artigo para o Washington Examiner, Tom Rogan explica que a estratégia de segurança de Tel Aviv em relação ao Irã é baseada em fazê-lo entender constantemente a "superioridade dissuasiva israelense". "Israel se assegura que o Irã sabe que qualquer ameaça crítica que represente para Israel levará a uma ameaça israelense muito maior para o Irã", disse o analista.

O presidente dos EUA, Donald Trump (E) e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, falando com repórteres antes de sua reunião no Hotel King David, em Jerusalém, em 22 de maio de 2017
Donald Trump e Benjamin Netanyahu © REUTERS / Jonathan Ernst

Por outro lado, o "establishment" de segurança israelense reconhece que "uma luta violenta" contra Teerã implicaria "enormes riscos", sublinha o autor.

Nesse sentido, o analista adverte que, em caso de uma guerra entre os EUA e o Irã, os israelenses enfrentariam "um bombardeio de mísseis balísticos iranianos, possivelmente (embora pouco provável) armados com ogivas habilitadas para agentes químicos".

Além disso, se Teerã "se envolver em uma guerra com os EUA", grupos pró-iranianos no Líbano e em outros lugares "fariam o mesmo contra Israel", o que incluiria "um ataque de foguetes em grande escala do grupo Hezbollah libanês", bem como ataques contra funcionários do governo israelense e civis "em todo o mundo", afirmou Rogan, resumindo que isso "significaria um caos sangrento".

Finalmente, o especialista sublinha que os governos israelenses "estão vinculados por um mandato democrático para proteger o povo de Israel e sua prosperidade", enquanto também dependem de coalizões.

Neste contexto, "embora a política israelense se unifique contra o Irã em uma guerra", qualquer "esforço injustificado" de um primeiro-ministro israelense para se arriscar a uma guerra com Teerã poria seu governo em risco. Em meio a isso, a construção de coalizões "raramente é uma tarefa fácil em Israel", sublinhou Rogan, lembrando que "Netanyahu ainda não construiu seu governo depois das eleições de abril".

As tensões na região se agravaram depois que os EUA decidiram reforçar no golfo Pérsico seu contingente militar, enviando ali vários navios de guerra e bombardeiros estratégicos B-52 com o objetivo de enviar "uma mensagem clara e inequívoca" a Teerã.

Os Israelenses - Pessoas Comuns em uma Terra Extraordinária

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