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Trump diz que 'certamente' entraria em guerra com o Irã, mas 'não agora'

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que consideraria uma ação militar contra o Irã para impedir que a República Islâmica consiga armas nucleares. A briga entre Teerã e Washington aumentou depois que os EUA acusaram o Irã de atacar dois petroleiros.
Sputnik

"Eu certamente vou considerar as armas nucleares", disse Trump à revista Time na terça-feira, quando perguntado sobre o que poderia levá-lo a declarar guerra ao Irã. "E eu manteria o outro um ponto de interrogação".

A reportagem não especificou se o presidente elaborou o cenário de lançar um conflito armado de pleno direito com a República Islâmica sobre seu programa nuclear. Quando um repórter perguntou a Trump se ele estava considerando uma ação militar contra o Irã agora, ele respondeu: "Eu não diria isso. Eu não posso dizer isso".

Seus comentários foram feitos um dia depois de o Pentágono ter enviado 1.000 soldados extras para o Oriente Médio "para fins defensivos".

Os Estados Unidos cu…

Analista militar: consequências da situação no Oriente Médio serão devastadoras

Presidente dos EUA exigiu à Rússia para que pare com os bombardeamentos em Idlib. A comunidade internacional deve averiguar melhor esta situação, afirmou o analista militar Aleksandr Zhilin.


Sputnik

Donald Trump deve ter ouvido em algum lugar que a Rússia, Síria e Irã estão alegadamente bombardeando a província síria de Idlib. O presidente do EUA escreveu acerca dessa questão no seu Twitter.


Fumaça se levantando após as forças governamentais da Síria bombardearam povoações na província de Idlib, controlada por jihadistas
Bombardeio a Idlib © AFP 2019 / AL-dyab

Ao ser entrevistado mais tarde por jornalistas, o presidente dos EUA disse que ele não gosta daquilo que se passa em Idlib. "Eu avisei as pessoas 7 meses atrás (ameaçou a Síria com ataques aéreos por causa de alegada utilização de armas químicas), eu acabei com aquilo. Eu não gosto do que se está passando", disse o presidente norte-americano.

Nos últimos tempos as afirmações do Donald Trump sobre o Oriente Médio são bastante preocupantes, especialmente no contexto de outras declarações feitas por ele, destacou o analista militar, coordenador do Centro de Estudos de Problemas Aplicados de Segurança Nacional e coronel aposentado Aleksandr Zhilin.

"A situação no Oriente Médio está se tornando mais complicada, dia após dia. Os americanos estão planejando aumentar aí as suas forças, Israel realizou mais um ataque aéreo contra as posições das tropas governamentais sírias e contra posições iranianas na Síria, tudo isso pode conduzir a uma situação de conflito direto entre Israel e o Irã. Se isso acontecer, as consequências podem ser catastróficas para ambos os países", alertou o analista militar.

"Esta ameaça é bastante real. Particularmente se tivermos em conta que a situação está ficando cada vez mais grave nas Colinas de Golã. É evidente que os Estados Unidos apoiam Israel nesta região, eles consideram Irã como o "mal absoluto". E no âmbito desta situação eu observo com preocupação as declarações do Trump de que afinal o uso de armas nucleares tácticas é aparentemente possível e não leva a consequências devastadoras", enfatizou Aleksandr Zhilin em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik.

"É de lamentar que a comunidade internacional parece estar observando o desenvolvimento da situação no Oriente Médio de forma passiva. Já há muito tempo que a ONU, em vez de estar servindo como um meio de promoção de provocações politicas por parte de Londres e Washington contra a Rússia, deveria se sentar à mesa e analisar aquilo que se está passando [na Síria] e como travar a escalada para uma guerra regional, que teria consequências simplesmente terríveis", concluiu Aleksandr Zhilin.

Na província de Idlib, onde se abrigaram grupos que lutam contra o governo sírio e que se recusaram a depor as armas, existe mais de uma dezena de grupos armados diferentes. A maioria destes grupos coopera com a Frente al-Nusra (também conhecida como Hayat Tahrir al Sham).

Síria vive uma guerra civil desde março de 2011. As forças do governo são confrontadas com fações armadas da oposição e grupos terroristas. Inúmeras pessoas já perderam a vida durante o conflito neste país árabe.

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