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Prestes a 'ganhar' território do tamanho da Arábia Saudita, Brasil carece de recursos para defesa

A ONU deve ratificar no próximo mês, o pleito brasileiro em estender sua faixa de águas jurisdicionais em pelo menos 2,1 milhões de km², uma área equivalente à extensão da Arábia Saudita. Para especialista ouvido pela Sputnik Brasil, movimento precisa vir acompanhado de modernização da Marinha.
Sputnik

Como a Sputnik Brasil mostrou em maio, a demanda já dura há pelo menos 30 anos e tem relação com medições técnicas sobre o ponto onde termina o Brasil continental e até onde é lícito explorar as águas do entorno. O mar territorial brasileiro têm atualmente cerca de 12 milhas náuticas (22 quilômetros) na faixa de água e uma zona econômica exclusiva de 200 milhas náuticas (370 quilômetros). Na parte de solo e sub-solo, área na qual o Brasil pleiteia a extensão, há um limite de mais 200 milhas regulamentadas.

Responsável pela proteção da área oceânica, a Marinha brasileira vem desenvolvendo pesquisas na região desde 2004. Os militares já identificaram potencial possibilidade de exploração de …

Entenda a crise nuclear do Irã em 355 palavras

O acordo nuclear histórico entre o Irã e potências mundiais parece estar prestes a entrar em colapso. O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, é aguardado nesta quarta-feira no Irã, para, entre outras coisas, tentar reduzir a tensão entre Washington e Teerã, desde a reimposição de sanções pelos EUA e a ameaça iraniana de descumprir o acordo.


BBC News

Confira uma visão geral da crise em 355 palavras.

Qual é a essência do acordo?

As suspeitas de que o Irã estava usando seu programa de energia nuclear para encobertar o desenvolvimento de uma bomba atômica levaram a Organização das Nações Unidas (ONU), os EUA e a União Europeia (UE) a impor sanções com o objetivo de persuadir o país a conter suas ambições armamentistas.

Foto de arquivo da usina nuclear de Bushehr no sul do Irã (26 de outubro de 2010)
O Irã insiste que seu programa nuclear é totalmente pacífico | AFP

O Irã insistiu que seu programa nuclear era pacífico, mas em 2015 chegou a um acordo com seis países - EUA, Reino Unido, França, China, Rússia e Alemanha.

E concordou em limitar o enriquecimento de urânio - material que pode ser usado tanto para alimentar reatores como artefatos nucleares; reformular um reator de água pesada que estava sendo construído, e de cujo combustível irradiado poderia ser obtido plutônio, usado em bombas atômicas; e permitir a realização de inspeções internacionais.

Em troca, as respectivas sanções foram suspensas, permitindo ao Irã retomar as exportações de petróleo - principal fonte de receita do governo.

O que motivou a última crise?

O presidente dos EUA, Donald Trump, abandonou o acordo em maio de 2018 e começou a restabelecer as sanções. Em novembro, as que tinham como alvo os setores petrolífero e financeiro do Irã entraram em vigor.

E provocaram um colapso econômico e inflação galopante no Irã.

O Irã reagiu deixando de cumprir alguns compromissos do acordo nuclear.

E suspendeu as vendas obrigatórias para o exterior do excedente de urânio enriquecido e água pesada.

Também deu aos cinco países que ainda participam do acordo um ultimato de 60 dias para proteger as vendas de petróleo iraniano das sanções dos EUA. Caso contrário, o Irã suspenderá suas restrições ao enriquecimento de urânio e interromperá a reformulação de seu reator de água pesada.

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que realiza as inspeções, diz que o Irã já aumentou a produção de urânio enriquecido - mas não se sabe em quanto.

O que os EUA querem?

Trump diz que quer renegociar o acordo e ampliá-lo para incluir o programa de mísseis balísticos do Irã e seu envolvimento em conflitos no Oriente Médio.

O Irã está convencido de que o acordo não pode ser renegociado.

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