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Trump diz que 'certamente' entraria em guerra com o Irã, mas 'não agora'

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que consideraria uma ação militar contra o Irã para impedir que a República Islâmica consiga armas nucleares. A briga entre Teerã e Washington aumentou depois que os EUA acusaram o Irã de atacar dois petroleiros.
Sputnik

"Eu certamente vou considerar as armas nucleares", disse Trump à revista Time na terça-feira, quando perguntado sobre o que poderia levá-lo a declarar guerra ao Irã. "E eu manteria o outro um ponto de interrogação".

A reportagem não especificou se o presidente elaborou o cenário de lançar um conflito armado de pleno direito com a República Islâmica sobre seu programa nuclear. Quando um repórter perguntou a Trump se ele estava considerando uma ação militar contra o Irã agora, ele respondeu: "Eu não diria isso. Eu não posso dizer isso".

Seus comentários foram feitos um dia depois de o Pentágono ter enviado 1.000 soldados extras para o Oriente Médio "para fins defensivos".

Os Estados Unidos cu…

Pentágono estaria de olho nas reservas de terras raras da África para evitar China

Como parte dos seus planos para reduzir a dependência dos fornecimentos chineses de minerais estratégicos, o Pentágono iniciou conversações com várias mineradoras de terras raras em todo o mundo, informa a mídia.


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"Estamos à procura de qualquer fonte de suprimentos fora da China. Queremos diversidade. Não queremos um produtor de uma única fonte", disse à Reuters o engenheiro de materiais Jason Nie, da Agência de Logística de Defesa do Pentágono (DLA).

Mineradores são vistos na mina Bayan Obo contendo minerais de terras raras, na Mongólia Interior, 16 de julho de 2011
Mina de terras raras na Mongólia © REUTERS

A preocupação surgiu em meio a relatos de que as autoridades chinesas poderiam restringir as vendas de terras raras para os EUA em retaliação pelo aumento das tarifas americanas sobre mercadorias da China.

Previamente, um relatório de 50 páginas foi revelado pelo Departamento de Comércio dos EUA delineando uma série de medidas para reduzir "vulnerabilidades estratégicas" causadas por sua dependência de importações, incluindo terras raras.

Na terça-feira (4), o secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, disse que "estes minerais críticos são muitas vezes ignorados, mas a vida moderna sem eles seria impossível".

"Através das recomendações detalhadas neste relatório, o governo federal tomará medidas sem precedentes para garantir que os Estados Unidos não serão privados desses materiais vitais", complementou.

Atualmente, Pequim representa cerca de 80% das importações estadunidenses de terras raras, essenciais para a produção de armas de ponta e produtos de alta tecnologia, segundo dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos.

Embora a China ainda não tenha confirmado ou negado seus planos para restringir as exportações de terras raras para os EUA, vários meios de comunicação locais sugeriram que Pequim poderia responder às tarifas dos EUA usando os minerais estratégicos como trunfo.

As declarações surgem em meio à escalada da guerra comercial entre a China e EUA, com Washington revelando uma lista de produtos chineses adicionais no valor de US$ 300 bilhões (R$ 1,1 trilhão) que serão expostos a um aumento de 25% das taxas, enquanto Pequim advertiu que retaliará contra produtos americanos no valor de US$ 60 bilhões (R$ 233 bilhões).

Desde 2018, ambos os lados estão envolvidos em uma disputa comercial iniciada após o anúncio do presidente americano Donald Trump sobre a imposição de tarifas de 25% sobre produtos chineses.

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