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Prestes a 'ganhar' território do tamanho da Arábia Saudita, Brasil carece de recursos para defesa

A ONU deve ratificar no próximo mês, o pleito brasileiro em estender sua faixa de águas jurisdicionais em pelo menos 2,1 milhões de km², uma área equivalente à extensão da Arábia Saudita. Para especialista ouvido pela Sputnik Brasil, movimento precisa vir acompanhado de modernização da Marinha.
Sputnik

Como a Sputnik Brasil mostrou em maio, a demanda já dura há pelo menos 30 anos e tem relação com medições técnicas sobre o ponto onde termina o Brasil continental e até onde é lícito explorar as águas do entorno. O mar territorial brasileiro têm atualmente cerca de 12 milhas náuticas (22 quilômetros) na faixa de água e uma zona econômica exclusiva de 200 milhas náuticas (370 quilômetros). Na parte de solo e sub-solo, área na qual o Brasil pleiteia a extensão, há um limite de mais 200 milhas regulamentadas.

Responsável pela proteção da área oceânica, a Marinha brasileira vem desenvolvendo pesquisas na região desde 2004. Os militares já identificaram potencial possibilidade de exploração de …

Protesto contra Israel reúne centenas em Berlim

Número de participantes em marcha polêmica que lembra ocupação israelense em Jerusalém fica abaixo do esperado. Já cerca de 900 manifestantes, incluindo políticos, participam de ato em apoio a Israel.


Deutsch Welle

O protesto anual contra Israel, no Dia de Al-Quds, reuniu neste sábado (01/06) cerca de 1,2 mil pessoas em Berlim. O número de manifestantes ficou abaixo dos 2 mil esperados pelos organizadores.

Jovens levavam cartazes em apoio a palestinos em protesto do Al-Quds em Berlim
Jovens levavam cartazes em apoio a palestinos em protesto do Al-Quds em Berlim

O grupo se reuniu no início da tarde no oeste da avenida Kurfürstendamm. Diversos manifestantes levavam cartazes em apoio aos palestinos, além das bandeiras palestina, iraniana e alemã. A marcha ao longo de uma das principais ruas berlinenses ocorreu sem incidentes.

Homens, mulheres e crianças participaram do polêmico protesto. Alguns manifestantes carregavam também cartazes com frases contra Israel.

Apesar de críticas de que a marcha promoveria o antissemitismo, a realização do protesto foi permitida por autoridades berlinenses. Bandeiras e símbolos do Hisbolá, slogans antissemitas e queimas de objetos, no entanto, foram proibidos.

A marcha anual do Al-Quds – nome árabe de Jerusalém – reúne diversos grupos de oposição a Israel em Berlim, desde simpatizantes de grupos islamistas como Hamas e Hisbolá até neonazistas. A data foi estabelecida em 1979 pelo líder religioso iraniano aiatolá Khomeini, em protesto ao direito autoproclamado pelos israelenses de exercer soberania sobre Jerusalém.

O objetivo da comemoração anual, que marca o fim do mês sagrado dos muçulmanos, o Ramadã, é recordar a ocupação do leste de Jerusalém por Israel, na Guerra dos Seis Dias de 1967, conclamando a comunidade islâmica internacional à "libertação" e mobilizando-a contra o Estado judaico.

Neste ano, o protesto do Al-Quds encontrou resistência. Duas marchas contrárias à manifestação e em apoio a Israel foram realizadas na cidade. Por volta do meio dia, organizado por um grupo antifacista, o primeiro protesto contra o antissemitismo e negadores do Holocausto reuniu cerca de 400 pessoas.

Na tarde, próximo a Kurfürstendamm, uma segunda manifestação chamada "Contra o Al-Quds! Berlim sem islamismo e antissemitismo" reuniu, segundo a polícia, aproximadamente 900 pessoas. Entre os participantes estavam políticos de diversos partidos, o secretário berlinense do Interior, Andreas Geisel, o embaixador israelense, Jeremy Issacharoff, e a sobrevivente do Holocausto, Margot Friedländer.

"Quando antissemitas erguem sua cabeça odiosa, a resistência é anunciada. Por isso, estamos aqui hoje", disse Petra Pau, deputada da legenda A Esquerda, durante o protesto contrário ao Al-Quds.

Os manifestantes levavam bandeiras de Israel e cartazes pedindo a convivência pacífica entre as religiões. O protesto foi organizado por uma aliança de partidos políticos e diversas organizações e iniciativas.

"Estamos ao lado dos judeus que moram aqui e ao lado de Israel", ressaltou Geisel, aos manifestantes. O secretário, que usava o quipá em solidariedade, lembrou ainda os recentes ataques antissemitas que ocorreram na cidade. "Esse espírito não tem nada o que procurar em Berlim", acrescentou. O político defende também que o Hisbolá seja classificado na Alemanha como organização terrorista.

Em 2018, o número de crimes com motivações antissemitas cresceu 20% na Alemanha. A extrema direita é a responsável pela grande maioria destes casos. Os principais delitos registrados são discursos de ódio, pichações antissemitas e exibição de símbolos proibidos como a suástica.

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