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Trump diz que 'certamente' entraria em guerra com o Irã, mas 'não agora'

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que consideraria uma ação militar contra o Irã para impedir que a República Islâmica consiga armas nucleares. A briga entre Teerã e Washington aumentou depois que os EUA acusaram o Irã de atacar dois petroleiros.
Sputnik

"Eu certamente vou considerar as armas nucleares", disse Trump à revista Time na terça-feira, quando perguntado sobre o que poderia levá-lo a declarar guerra ao Irã. "E eu manteria o outro um ponto de interrogação".

A reportagem não especificou se o presidente elaborou o cenário de lançar um conflito armado de pleno direito com a República Islâmica sobre seu programa nuclear. Quando um repórter perguntou a Trump se ele estava considerando uma ação militar contra o Irã agora, ele respondeu: "Eu não diria isso. Eu não posso dizer isso".

Seus comentários foram feitos um dia depois de o Pentágono ter enviado 1.000 soldados extras para o Oriente Médio "para fins defensivos".

Os Estados Unidos cu…

Putin: nem aliados dos EUA apoiam intervenção militar na Venezuela

Falando na quinta-feira (6) no Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, o presidente russo Vladimir Putin revelou alguns detalhes das relações entre a Rússia e a Venezuela, entre os quais aspectos econômicos e militares.


Sputnik

"Intervenções militares são um desastre total. Tanto quanto posso imaginar, segundo as informações que tenho, nem os aliados dos EUA, ninguém apoia uma intervenção militar. Ninguém. Não conheço quem apoie. Nem os vizinhos da Venezuela, mesmo aqueles que condenam Maduro", disse Putin.

Tropas colombianas saltam de paraquedas em show de exercícios militares
Tropas colombianas saltam de paraquedas em exercício militar © AP Photo / Fernando Vergara

Além disso, a Rússia não aprova a imposição de sanções contra a Venezuela, destacando que tanto os cidadãos comuns como a economia mundial sofrem com isso.

"Não se pode interferir nos assuntos internos, e ainda para mais aplicar sanções, porque, regra geral, são milhões de simples cidadãos que nada têm a ver com as autoridades que sofrem com isso. A economia mundial sofre.” disse Putin.

"Se considerarmos, por exemplo, o fato de a Venezuela ter reduzido para metade a sua produção de petróleo nos últimos anos, se tivermos em conta a situação em que vivem milhões de pessoas na Venezuela, então o que é isso? Com quem estão lutando? Com Maduro ou com a população? É por isso que não aprovamos, pelo contrário, condenamos tais ações", acrescentou.

Putin também advertiu que a dívida de Caracas perante Moscou é atualmente de cerca de US$ 3,5 bilhões e, de acordo com o presidente, a Venezuela está pagando seu empréstimo à Rússia de forma estável, sem quaisquer atrasos.

O presidente adicionou que Moscou não está criando nenhuma base militar na Venezuela. Ele explicou que os especialistas técnicos russos estão na Venezuela para instalar e fazer a manutenção do equipamento militar russo, e que eles estão contratualmente obrigados a fazer isso.

"Não estamos criando lá nada de propósito, não estamos criando bases militares, não estamos enviando tropas para lá - isso nunca aconteceu. Mas nós cumprimos e continuaremos a cumprir nossas obrigações contratuais na esfera da cooperação técnico-militar", disse o líder russo.

Ele lembrou que a Rússia tem vendido oficialmente armas para a Venezuela e, segundo os contratos, é obrigada a fazer a instalação e manutenção dessas armas. "E os nossos especialistas fazem-no", acrescentou Putin.

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