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Prestes a 'ganhar' território do tamanho da Arábia Saudita, Brasil carece de recursos para defesa

A ONU deve ratificar no próximo mês, o pleito brasileiro em estender sua faixa de águas jurisdicionais em pelo menos 2,1 milhões de km², uma área equivalente à extensão da Arábia Saudita. Para especialista ouvido pela Sputnik Brasil, movimento precisa vir acompanhado de modernização da Marinha.
Sputnik

Como a Sputnik Brasil mostrou em maio, a demanda já dura há pelo menos 30 anos e tem relação com medições técnicas sobre o ponto onde termina o Brasil continental e até onde é lícito explorar as águas do entorno. O mar territorial brasileiro têm atualmente cerca de 12 milhas náuticas (22 quilômetros) na faixa de água e uma zona econômica exclusiva de 200 milhas náuticas (370 quilômetros). Na parte de solo e sub-solo, área na qual o Brasil pleiteia a extensão, há um limite de mais 200 milhas regulamentadas.

Responsável pela proteção da área oceânica, a Marinha brasileira vem desenvolvendo pesquisas na região desde 2004. Os militares já identificaram potencial possibilidade de exploração de …

Riscos de ataques biológicos ou nucleares até 2013

Ataque nos Estados Unidos ou em qualquer parte do Mundo

Terroristas estão mais próximos de obter e usar armas biológicas que armas nucleares afirma o documento “World at Risk”



Uma comissão bipartidária do Congresso dos Estados Unidos alertou que os EUA e o Mundo devem estar preparados para sofrerem um ataque terrorista empregando armas nucleares ou biológicas dentro dos próximos cinco anos. Os ataques devem ocorrer em grandes centros urbanos, segundo a comissão.

O relatório, que foi divulgado no dia 02 de Dezembro, sugere que o governo do presidente eleito, Barack Obama, aumente a capacidade de os EUA se prevenirem contra um ataque do gênero e, se necessário, contra a guerra biológica.

O documento foi escrito pela Comissão de Prevenção da Proliferação de Armas de Destruição em Massa e de Terrorismo do Congresso (Commission on the Prevention of Weapons of Mass Destruction Proliferation and Terrorism). Entre outras conclusões, ele diz que a "margem de segurança" do país está encolhendo, e não aumentando.

A comissão também sugere ao novo governo que indique um funcionário do Conselho de Segurança Nacional para coordenar exclusivamente as políticas de prevenção e de combate às armas nucleares e biológicas.

O relatório também pede inspeções mais rigorosas da Agência Internacional de Energia Atômica da ONU e um "endurecimento" do governo Obama em relação ao Irã e à Coréia do Norte, países que insistem em desenvolver seus programas nucleares apesar da oposição das potências ocidentais.

A comissão do Congresso é presidida pelo ex-senador Bob Graham, democrata da Flórida, com o ex-senador James Talent, republicano do Missouri, como vice, trabalhou seis meses para completar o relatório. Seguiu o trabalho da Comissão que trabalhou nas investigações dos ataques 11 Setembro. Foram entrevistadas cerca de 250 especialistas, cientistas, analistas, e membros de agências de inteligência e Forças Armadas.

A nova administração Barack Obama, que deverá priorizar o desafio da proliferação de Armas de Destruição em Massa, recebeu o relatório e foi informada das principais conclusões do relatório de 160 páginas.

O Relatório concluiu que o risco do emprego de armas biológicas ou nucleares era maior que os mais céticos especialistas em relações internacionais e de defesa até o momento tinham sugerido. Estes analistas mencionaram que a complexidade no transporte destas armas e as limitações da bomba nuclear”suja”, cujo raio de ação é mínimo comparado ao das ogivas lançadas por mísseis.

O estudo discorda veementemente: "Nenhuma tarefa pode ser mais urgente. A realidade simples é de que os riscos que nos defrontamos avançam mais rapidamente que as nossas respostas em vários níveis”.

O Senador Talent afirmou aos jornalistas: "O Paquistão é o epicentro de uma série de perigos." O Relatório foi preparado antes dos ataques em Mumbai. A Comisão recomendou que o Paquistão seja uma prioridade para a Administração Obama nos campos do terrorismo e proliferação.

As propostas incluem eliminar os santuários dos grupos terroristas através de ações: militares, econômicas e diplomáticas. Controlar os materiais nucleares e biológicos do Paquistão, conter e derrotar a ideologia extremista e conter a nascente corrida militar nuclear na Ásia.

Outras recomendações incluem reforçar os tratados de Não Proliferação e outra medidas de salvaguardas internacionais, criando uma Força de Segurança Americana apropriada ao Século XXI e desenvolver uma estratégia coerente para conter as ideologias que conduzem ao terrorismo.

Conclusões

• Prevê que é possível acontecer um ataque em solo Americano ou em qualquer parte do mundo, nos próximos cinco anos (2013), por um grupo terrorista usando armas biológicas ou nucleares

• Estabelecer uma preparação para a ameaça do “anthrax”

• Conclui que as margens de segurança dos Estudos Unidos, mesmo com o aumento dos esforços do contra-terrorismo, estão diminuindo e não aumentando

• Indica o Paquistão como uma das maiores fontes do perigo ao afirmar que todos os caminhos envolvendo terrorismo e armas de destruição em massa se cruzam no pais

• Além das ameaças de grupos (stateless), a Comissão expressou preocupações sobre a proliferação de armas nucleares em países como o Irã, afirmando que a Administração Obama precisa parar Teerã de adquirir capacidade no campo de armas nucleares.

• Expressa preocupação com a segurança dos Laboratórios nos Estados Unidos, que trabalham com material biológico mortal e para aumentar a vigilância nos mais de 400 entidades nos Estados Unidos neste trabalho. Cerca de 15.000 pessoas trabalham nestes centros.

• A guarda dos estoques de armas nucleares da Rússia também são fonte de preocupação.

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