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Prestes a 'ganhar' território do tamanho da Arábia Saudita, Brasil carece de recursos para defesa

A ONU deve ratificar no próximo mês, o pleito brasileiro em estender sua faixa de águas jurisdicionais em pelo menos 2,1 milhões de km², uma área equivalente à extensão da Arábia Saudita. Para especialista ouvido pela Sputnik Brasil, movimento precisa vir acompanhado de modernização da Marinha.
Sputnik

Como a Sputnik Brasil mostrou em maio, a demanda já dura há pelo menos 30 anos e tem relação com medições técnicas sobre o ponto onde termina o Brasil continental e até onde é lícito explorar as águas do entorno. O mar territorial brasileiro têm atualmente cerca de 12 milhas náuticas (22 quilômetros) na faixa de água e uma zona econômica exclusiva de 200 milhas náuticas (370 quilômetros). Na parte de solo e sub-solo, área na qual o Brasil pleiteia a extensão, há um limite de mais 200 milhas regulamentadas.

Responsável pela proteção da área oceânica, a Marinha brasileira vem desenvolvendo pesquisas na região desde 2004. Os militares já identificaram potencial possibilidade de exploração de …

Visby: as corvetas stealth suecas



A classe “Visby” de corvetas stealth está sendo construída para a Marinha da Suécia pela empresa sueca Kockums (uma subsidiária da ThyssenKrupp Marine Systems, da Alemanha). O projeto destes navios enfatiza fortemente a tecnologia de “baixa visibilidade” (ou furtiva) e a capacidade de guerra centrada em redes (Netcentric Warfare).

A construção começou em 1996 no estaleiro da Kockums em Kalrskrona. A Visby (K31) foi lançada em junho de 2000 e entregue ao fmv (a Administração de Equipamento de Defesa sueca) em junho de 2002, para a montagem de armas e sistemas de combate. A segunda, HMS Helsingborg (K32), foi lançada em junho de 2003 e entregue em abril de 2006. A Härnösand (K33) foi lançada em dezembro de 2004.

A Nykoping (K34) foi lançada em agosto de 2005 e entregue em setembro de 2006, e a Karlstad (K35), lançada em agosto de 2006. Os navios estão passando por extensivos testes operacionais no mar, antes do comissionamento. A Marinha Sueca cancelou a construção de uma sexta unidade (Uddevalla K36).

Um hangar para um helicóptero foi originalmente planejado, mas foi considerado demasiado apertado e posteriormente removido. Mas o navio pode receber e reabastecer uma aeronave do porte do AgustaWestland A109M.

O design da “Visby” foi enfocado para minimizar a assinatura visual e infravermelha e a redução da seção transversal a emissões de radares, bem como a assinatura acústica e magnética subaquática.

A construção do casco é feita em “sanduíche”, compreendendo um núcleo de PVC, com um laminado de fibra de carbono e de vinil. O material proporciona alta resistência e rigidez, baixo peso, boa resistência a choques e baixa assinatura radar e magnética.Uma corveta stealth como a “Visby” reduz sua detecção a distâncias de apenas 13km em mar grosso e 22km em mar calmo, sem o emprego de “jamming” (interferência eletrônica). Em um ambiente “jammeado”, a “Visby” seria detectada somente a uma distância de 8 km em mar agitado e 11 km em mar calmo.

Navios multi-tarefa

As “Visby” foram projetadas para realizar operações anti-navio, anti-submarino e de contra-medidas de minagem.

Para a guerra anti-superfície (ASuW), as corvetas são equipadas com oito mísseis anti-navio Saab Bofors Dynamics RBS 15 MK3. O RBS 15 MK3 tem um alcance de 200km e utiliza um radar ativo na banda Ku para homing. O míssil tem uma velocidade subsônica elevada, de Mach 0,9 e está armado com uma ogiva de 200 kg. Os mísseis são instalados abaixo do convés principal e são lançados através de escotilhas especiais para manter a capacidade stealth do navio.

Para a guerra anti-submarino (ASW), as “Visby” levam uma suíte de foguetes anti-submarino de 127mm, cargas de profundidade e torpedos. Existem três lançadores fixos de torpedos Tp 45 anti-submarino, de 400mm.

Para contramedidas de minagem, as “Visby” transportarão veículos operados remotamente (ROVs), Atlas Elektronik Seafox e uma evolução do Double Eagle Mk III.

Os navios são equipados com suíte multi-sonar Hydra da General Dynamics Canada, que integra um towed array sonar (sonar rebocado), um sonar de profundidade variável (VDS) e um sonar de casco, e dados recebidos dos ROV.

Para a guerra antiaérea as “Visby” inicialmente não serão equipadas com mísseis, mas estão preparadas para receber os mísseis Umkhonto, fabricados pela Denel da África do Sul e selecionados pelo Governo Sueco.

O Umkhonto é guiado por IR, tem alcance de 12km e altitude máxima de engajamento de 10.000m.

A proteção antiaérea e anti-míssil dos navios por enquanto fica garantida por um canhão Bofors 57mm 70 SAK Mark III, de emprego dual. O canhão é totalmente automático, dispara 220 projéteis por minuto e tem alcance máximo de 17.000m.

Comando, controle e sensores

Os navios empregam o sistema CETRIS C3 (command, control and communications), que consiste do sistema de combate Saab Systems 9LV mk3E de arquitetura aberta, o sistema de apoio à decisão MAST e um avançado sistema de comunicação.

O CETRIS recebe informações dos diversos sensores do navio, entre eles o radar tridimensional Saab Microwave Systems Sea Giraffe AMB 3D, que provê vigilância, rastreamento e indicação de alvos para o sistema de armas.

O Sea Giraffe emprega tecnologia multi-feixe em 3D que pode rastrear múltiplos alvos a altitudes de até 20.000m e elevações de 70°.

Existe também um radar de busca de superfície na banda I e um radar de direção de tiro, na banda I/J.

O sistema de guerra eletrônica CS-3701 Tactical Radar Surveillance System (TRSS), da EDO Reconnaissance & Surveillance Systems, provê as medidas de apoio à guerra eletrônica (MAGE ou ESM) e funções de alerta radar (RWR).

Para a proteção passiva (softkill) contra mísseis as “Visby” serão equipadas com o sistema MASS (Multi-Ammuntion Softkill) da Rheinmetall Waffe Munition, alemão.O MASS pode disparar até 32 projéteis omni-espectrais contra mísseis, interferindo em bandas de sistemas de radar, IR, eletroópticos, laser e ultravioleta.

Propulsão

As “Visby” são equipadas com um sistema (CODAG) que combina quatro turbinas a gás Honeywell TF50 e dois motores diesel MTU 16V 2000 N90, conectados a duas caixas de redução que movem propulsores waterjet Kamewa.

Os motores possibilitam a velocidade máxima de 15 nós e as turbinas 35 nós. Os navios possuem bowthrusters para facilitar as operações de atracação.

As “Visby” deslocam carrgadas somente 600 toneladas, têm comprimento de 72m e boca de 10,4m. A tripulação é de 43 homens. A foto abaixo mostra o passadiço de um navio da classe.

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