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Prestes a 'ganhar' território do tamanho da Arábia Saudita, Brasil carece de recursos para defesa

A ONU deve ratificar no próximo mês, o pleito brasileiro em estender sua faixa de águas jurisdicionais em pelo menos 2,1 milhões de km², uma área equivalente à extensão da Arábia Saudita. Para especialista ouvido pela Sputnik Brasil, movimento precisa vir acompanhado de modernização da Marinha.
Sputnik

Como a Sputnik Brasil mostrou em maio, a demanda já dura há pelo menos 30 anos e tem relação com medições técnicas sobre o ponto onde termina o Brasil continental e até onde é lícito explorar as águas do entorno. O mar territorial brasileiro têm atualmente cerca de 12 milhas náuticas (22 quilômetros) na faixa de água e uma zona econômica exclusiva de 200 milhas náuticas (370 quilômetros). Na parte de solo e sub-solo, área na qual o Brasil pleiteia a extensão, há um limite de mais 200 milhas regulamentadas.

Responsável pela proteção da área oceânica, a Marinha brasileira vem desenvolvendo pesquisas na região desde 2004. Os militares já identificaram potencial possibilidade de exploração de …

João Soares quer Rússia na NATO

RTP 

Pode a Rússia tornar-se membro de pleno direito de uma organização criada para combatê-la (ou à sua antecessora, a URSS)? Talvez, mas não será a mesma coisa. A proposta, defendida por João Soares, pretende captar o espírito de um tempo pós-"Guerra Fria". A contestação à Cimeira de Lisboa já não vem apenas de manifestantes anti-NATO.

Segundo afirmações do presidente da assembleia da Organização para a Segurança e Cooperação Europeia (OSCE) e também deputado do PS, citadas pela agência Lusa, a Aliança encontra-se agora perante a "opção estratégica fundamental" de admitir a Rússia como membro de parte inteira,  abstendo-se de erros crassos como a admissão da Ucrânia e da Geórgia, sem que estas façam parte, sequer, da União Europeia.

Segundo o mesmo João Soares há um motivo de peso para não manter a actual situação: "a Rússia não é de facto a antiga URSS, essa visão é diabólica na elaboração de uma nova estratégia para a NATO". Por outro lado, pela positiva, motivos de peso para integrar a Rússia, nomeadamente o facto de que  "toda a logística ocidental [na guerra do Afeganistão] passa por países da antiga URSS e pela Rússia". 

Entretanto, o deputado do PSD Pacheco Pereira lamentou a "deslegitimação do 'ethos' militar" e do "espírito das democracias armadas", resultado de que "as questões de Defesa estão num gueto da vida política portuguesa e num gueto que tende a encolher cada vez mais". E lamentou também que a contabilidade dos temas da Defesa se identificque com casos como o dos submarinos: "Já foram os F-16, agora são os submarinos, esta é uma deslegitimação sistemática do papel das Forças Armadas, e consequentamente das nossas alianças, como é o caso da NATO".  

Entretanto, a Plataforma Anti-Guerra Anti-NATO (PAGAN) demarcou-se de eventuais iniciativas violentas que venham a ocorrer durante a cimeira da NATO. A organização denunciou o papel de grupos como os "Black Block" e afirmou que "não pretende deixar lugar a ambiguidades e afirma a sua indisponibilidade para aceitar a presença de grupos violentos no âmbito das suas iniciativas e condena as suas atitudes".  

A PAGAN esclareceu que teve uma reunião formal com a polícia no passado dia 27 de outubro, para dar conta da atitude que pretende adoptar durante as manifestações de protesto.

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