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Reino Unido reforçará sua presença militar no Ártico para se opor à Rússia, diz mídia

O ministro da Defesa britânico, Gavin Williamson, disse que o Reino Unido pretende reforçar a presença militar no Ártico para “proteger” o flanco norte da OTAN das ações da Rússia, segundo o diário The Telegraph.
Sputnik

Segundo o jornal, mais de 1.000 fuzileiros navais da Marinha britânica farão treinamentos anuais com colegas noruegueses no âmbito de um programa previsto para dez anos, formando no futuro próximo um novo destacamento, assinalou Williamson durante uma visita à base militar em Bardufoss, na Noruega.


O ministro britânico mencionou também que o Reino Unido enviará no próximo ano para a região do Ártico um avião de patrulha marítima Poseidon P8 para vigiar a atividade crescente dos submarinos russos.

"Queremos melhorar nossas capacidades em condições de temperaturas abaixo de zero, aprendendo com antigos aliados, tais como a Noruega, ou monitorando as ameaças submarinas com nossos aviões Poseidon. Nos manteremos atentos a novos desafios", afirmou Williamson.

O minist…

Árabes israelitas protestam perto da nova embaixada dos EUA

O protesto coincidiu com a cerimónia de inauguração da nova embaixada dos EUA em Jerusalém


DN/Lusa

Centenas de árabes israelitas estão concentrados perto da nova embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém para contestar a sua transferência, enquanto outros protestos palestinianos junto da fronteira com Gaza já fizeram, segundo novo balanço, mais de 40 mortos.


REUTERS/AMMAR AWAD

O protesto junto da embaixada dos Estados Unidos coincidiu com a cerimónia de inauguração da representação diplomática, que decorreu há momentos e que contou com a presença de uma importante delegação de Washington.

Entre os manifestantes estão cinco membros árabes israelitas do Knesset (parlamento de Israel), segundo as agências internacionais.

Dezenas de polícias bloquearam a rua e os respetivos acessos ao complexo que acolhe a nova embaixada norte-americana, impedindo assim que os manifestantes se aproximassem da zona.

Os manifestantes exibiam bandeiras palestinianas e erguiam cartazes com a frase, de acordo com as agências internacionais, "Não à transferência da embaixada dos EUA para Jerusalém".

A embaixada dos Estados Unidos em território israelita foi hoje aberta oficialmente em Jerusalém, depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter anunciado, a 6 de dezembro do ano passado, que Washington reconhecia a cidade como capital de Israel.

Na mesma ocasião, o chefe de Estado anunciava a transferência da embaixada norte-americana de Telavive para Jerusalém, contrariando a posição da ONU e dos países europeus, árabes e muçulmanos, assim como a linha diplomática seguida por Washington ao longo de décadas.

Desde então, a decisão norte-americana tem sido fortemente contestada pelos palestinianos.

Hoje, milhares de pessoas estão a manifestar-se junto à fronteira com Gaza (enclave palestiniano que é controlado pelo movimento radical palestiniano Hamas desde 2007), protesto que degenerou em confrontos com o exército israelita.

Mais de 40 palestinianos, incluindo cinco menores, morreram hoje devido a disparos de soldados israelitas no decorrer destes protestos, segundo um novo balanço do Ministério da Saúde em Gaza, que também confirmou o registo de pelo menos 772 feridos, dos quais 86 em estado grave ou crítico.

Um anterior balanço dos incidentes junto da fronteira com Gaza, que está a aumentar de hora em hora, dava conta de 37 palestinianos mortos.

A questão de Jerusalém é uma das mais complicadas e delicadas do conflito israelo-palestiniano, um dos mais antigos do mundo.

Israel ocupa Jerusalém oriental desde 1967 e declarou, em 1980, toda a cidade de Jerusalém como a sua capital indivisa.

Os palestinianos querem fazer de Jerusalém oriental a capital de um desejado Estado palestiniano, coexistente em paz com Israel.

Jerusalém é considerada uma cidade santa para cristãos, judeus e muçulmanos.

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