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EUA podem dobrar contingente militar na América do Sul, diz chefe da inteligência russa

Os EUA podem aumentar seu contingente militar na América Central e do Sul de 20 mil para 40 mil homens, disse o vice-almirante Igor Kostyukov, chefe do Departamento Central de Inteligência (GRU, sigla em russo), do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia.
Sputnik

"Embora na América Latina não haja ameaça militar direta para a segurança dos EUA, Washington tem uma presença militar significativa [na região]. O Comando Conjunto das Forças Armadas dos EUA implantou na América Central e do Sul um contingente de 20 mil militares. No período de ameaças este pode aumentar para 40 mil militares", explicou Kostyukov.


De acordo com ele, os EUA podem provocar uma "revolução colorida" na Nicarágua e Cuba.

"As tecnologias de 'revolução colorida' testadas na Venezuela podem vir a ser usadas em breve na Nicarágua e em Cuba", disse ele.

Segundo Kostyukov, os EUA estão tentando estabelecer o controle total sobre a América Latina.

"A Administração dos EUA considera…

'Capaz de apagar países da face da Terra': analista sobre lançamentos de submarino russo

O submarino russo Yuri Dolgoruky lançou com êxito quatro mísseis balísticos Bulava. Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, especialista militar destacou a importância do acontecimento.


Sputnik

Na terça-feira (22), o submarino estratégico da Frota do Norte russa, Yuri Dolgoruky, do projeto 955 Borei, lançou com sucesso quatro mísseis balísticos Bulava a partir do mar Branco. Todos os mísseis atingiram seus alvos no polígono de Kura, na península de Kamchatka.


Lançamento de mísseis Bulava
Lançamento do míssil Bulava © Foto : Russian Defense Ministry

Segundo o ministério, a embarcação realizou os disparos de posição submersa. As metas das manobras foram cumpridas, já que a tripulação do submarino demonstrou "alto nível de profissionalismo e de capacidades militares".

Além disso, o ministério russo frisou que o lançamento de uma salva com tal número de mísseis foi levado a cabo por um submarino do projeto 955 pela primeira vez.

Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, Viktor Litovkin, analista militar e coronel aposentado, frisou a importância do lançamento.

"Trata-se não somente de uma demonstração do poder do próprio submarino, seus mísseis, mas também da capacidade de os nossos cruzadores submarinos realizarem lançamentos de salvas. Dos dezesseis mísseis, quatro foram lançados e atingiram alvos no polígono de Kura em alguns minutos. Para o provável adversário, é um aviso muito sério de que a frota submarina russa é altamente eficaz", comentou.

"É preciso levar em consideração que cada míssil Bulava é capaz de portar até dez ogivas, quatro mísseis carregam quarenta ogivas. Um tal ataque é capaz de apagar da face da Terra muitos países da OTAN e até causar danos irrecuperáveis aos EUA", destacou o analista.

De acordo com Litovkin, os testes do Bulava também lançam um aviso indireto a possíveis adversários da Rússia, demonstrando que a Marinha russa está muito bem preparada e protege com segurança os interesses e a soberania do país.


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