Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Defesa do Brasil tem maior gasto com pessoal na década, e investimento militar cai

Despesas com ativos e inativos crescem R$ 7,1 bi em 2019, reflexo de aumento salarial
Por Igor Gielow e Gustavo Patu | Folha de S.Paulo

A previsão de gasto militar para o primeiro ano de governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL) traz o maior aumento de despesa com pessoal em dez anos e uma redução expressiva do investimento em programas de reequipamento das Forças Armadas.
Não fosse uma criatividade contábil dos militares, que conseguiram recursos com a capitalização de uma estatal para comprar novos navios, a despesa de investimento seria a menor desde 2009.

A Folha analisou a série histórica com a ferramenta de acompanhamento orçamentário Siga Brasil, do Senado. Para este ano, o Ministério da Defesa, ainda na gestão Michel Temer (MDB), planejou gastar R$ 104,2 bilhões, o quarto maior volume da Esplanada.

Desse montante, R$ 81,1 bilhões irão para pessoal, R$ 13,3 bilhões, para gastos correntes (custeio) e R$ 9,8 bilhões, para investimentos. Os valores não incluem o con…

Chefe de inspeção nuclear de órgão ligado à ONU renuncia ao cargo

Instituição afirma que continuará combatendo armas nucleares. Decisão ocorre dias após Trump anunciar que EUA abandonariam acordo firmado com o Irã.


EFE


O chefe dos inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Tero Varjoranta, renunciou na última sexta-feira (11) de forma inesperada. A instituição, cuja sede fica em Viena (Áustria), é ligada à Organização das Nações Unidas (ONU).

 Tero Varjoranta abandonou o cargo.  (Foto: Dieter Nagl/AFP)
Tero Varjoranta abandonou o cargo. (Foto: Dieter Nagl/AFP)

A decisão ocorre na mesma semana em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que abandonaria o acordo nuclear firmado com o Irã, retomando as sanções contra o país.

Segundo agências de notícias, o diretor-geral da AIEA, o japonês Yukiya Amano, nomeou como sucessor no cargo de forma interina o italiano Massimo Aparo, até agora diretor do Escritório de Verificação no Irã.

"O diretor-geral tem a intenção de nomear um novo diretor-geral assim que for possível, seguindo os procedimentos estabelecidos", indicou o porta-voz da instituição. Ele afirma que o organismo "continuará fazendo as atividades de salvaguardas (de controles para evitar a proliferação de armas nucleares) de forma altamente profissional".

Carreira

Varjoranta foi o responsável da verificação do programa nuclear de Teerã desde outubro de 2013, uma tarefa que se intensificou após a assinatura em 2015 do acordo com o Irã.

Esse tratado, negociado durante quase dois anos a máximo nível entre o Irã e seis potências - EUA, Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha -, prevê importantes limitações no programa nuclear iraniano para evitar o desenvolvimento de armamento atômico em troca da suspensão das sanções internacionais.

Após o anúncio de Trump, a AIEA afirmou que o Irã está sujeito ao regime de verificação mais robusto do mundo e que até o momento cumpriu com todos os compromissos adquiridos no Plano Integral de Ação Conjunta (JCPOA, o nome oficial do acordo nuclear).

Comentários

NOTÍCIAS MAIS LIDAS

Postagens mais visitadas