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EUA e Rússia revivem a Guerra Fria no Oriente Médio com duas cúpulas

Reuniões paralelas, na Polônia e na Rússia, representaram a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito entre Israel e a Palestina
Juan Carlos Sanz e María R. Sahuquillo | El País
Sochi / Jerusalém - Em 1991, a Conferência de Madri estabeleceu um modelo para o diálogo multilateral no Oriente Médio após o fim da Guerra Fria, que havia colocado Washington contra Moscou na disputa pela hegemonia em uma região estratégica. Transcorridos mais de 27 anos, dois conclaves paralelos representaram nesta quinta-feira em Varsóvia (Polônia) e Sochi (Rússia) a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito israelo-palestino. Os Estados Unidos e a Rússia, copresidentes em Madri em 1991, já não atuam mais como mediadores para aliviar as tensões e, mais uma vez, assumem um lado entre as partes conflitantes.

No fórum da capital polonesa, a diplomacia dos EUA chegou a um impasse ao reunir mais de 60 países em uma reu…

Engenheiros estadunidenses conseguem criar 'capa de invisibilidade' para submarinos

Os físicos e engenheiros norte-americanos desenvolveram um metamaterial que torna qualquer objeto submarino "transparente" para as ondas sonoras e invisível ao sonar. Os cientistas apresentaram seu invento durante a reunião anual da Sociedade Acústica dos EUA, em Washington.


Sputnik

"A ideia deste tipo de material por enquanto parece muito abstrata, impossível de ser implementada. Por outro lado, cálculos matemáticos mostram que todas essas propriedades são reais. Estamos agora criando estes materiais e tentando entender mais sobre suas capacidades" comentou Amanda Hanford, da Universidade da Pensilvânia, na Filadélfia (EUA).


Os físicos dos EUA criaram "chapéu invisível" para submarinos

Experiências dos últimos 10 anos têm demonstrado que é possível configurar metamateriais para que interajam não só com a luz e radiação térmica, ultravioleta ou raios-X, mas também com campos magnéticos, e produzam efeitos quânticos, chamados pelos físicos de "cristais do tempo".

De acordo com Hanford, os cientistas já criaram dezenas de estruturas semelhantes que refletem perfeitamente ou deixam passar as ondas sonoras, mas todas elas funcionam apenas ao ar livre.

As "camadas de invisibilidade" acústicas que funcionam debaixo d'água são muito mais difíceis de serem desenvolvidas, já que a água é muito mais densa e não se contrai, ao contrário do ar.

Os engenheiros norte-americanos conseguiram resolver esse problema usando os metamateriais que refletem as ondas de modo que o espectador ache que está vendo o fundo plano do mar, rio ou oceano.

A sua estrutura é semelhante à de uma pirâmide de um metro de altura, coberta com uma multiplicidade de chapas de aço com muitos orifícios que absorvem e transformam as vibrações sonoras. Os cientistas acreditam que, no futuro, será possível alterar facilmente o tamanho dessa estrutura, que protegerá os objetos no fundo do mar de vibrações de alta frequência e esconderá os submarinos de sonares e batiscafos.

Nos últimos anos, os cientistas têm estudado ativamente as propriedades dos metamateriais: estruturas artificiais de muitas peças ou nanopartículas, capazes de interagir com a luz de uma maneira incomum. Os metamateriais, de acordo com os físicos, formarão a base dos computadores fotônicos ultrarrápidos e outros dispositivos do futuro.

Na verdade, metamateriais não são uma invenção humana, pois estruturas semelhantes podem ser encontradas nas asas de borboletas de cor metálica, nas carapaças de muitos insetos, bem como nas asas das aves.

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