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Os mísseis russos que se tornaram alvo de disputa entre EUA e Turquia

A Turquia, dona do segundo maior Exército entre os 29 países que compõem a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), está prestes a adquirir mísseis antiaéreos S-400.
BBC News Brasil

Os S-400 são os mísseis "terra-ar" mais avançados do mundo e se tornaram motivo de uma disputa entre Turquia e Estados Unidos que pode ameaçar a aliança militar das potências ocidentais.

Isso porque os S-400 são fabricados na Rússia, o principal rival da organização fundada em 1949 justamente para se opor à então União Soviética.

A insistência da Turquia em adquirir os mísseis russos irritou os Estados Unidos, que encaram a decisão como uma potencial ameaça para seus aviões de combate F-35, também em vias de serem comprados pelos turcos.
Troca de farpas

"Não ficaremos de braços cruzados enquanto os aliados da Otan compram armas dos nossos adversários", advertiu o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, durante um encontro organizado há poucos dias em Washington para celebrar o aniversár…

Especialista holandês: tudo aponta que Ucrânia é culpada pela catástrofe do MH17

A promotoria holandesa afirmou possuir provas de que o sistema de mísseis que em 2014 abateu o avião civil da Malaysia Airlines, sobre o sudoeste da Ucrânia, pertencia às Forças Armadas russas. O correspondente da Sputnik pediu a opinião do proeminente cientista político da Holanda, Kees van der Pijl.


Sputnik

Comentando a coletiva à Sputnik Internacional, o analista destacou que não foi divulgada nenhuma informação nova quanto ao assunto. Segundo ele, o mais notável foi o apelo às testemunhas após quatro anos decorridos desde a catástrofe.

Buscas no local da queda do avião Boeing do voo MH17
Local da queda do voo MH17 © Sputnik / Andrei Stenin

"A maior parte dos presentes fazia perguntas muito simples, mas a última foi de uma mulher da TV australiana, ela disse: 'Se vocês ainda estão pedindo para as testemunhas aparecerem, isso soa bastante desesperado', e eu senti o mesmo", assinalou.

"Eu pensaria que à luz da Copa do Mundo na Rússia, que virá à tona daqui a três semanas, o caso Skripal e esta coletiva, em que familiares dos falecidos na catástrofe afirmaram que 'os russos querem viver em um país sem verdade' – tudo isso faz parte de uma campanha antirrussa", afirmou Kees van der Pijl.

Ele se disse surpreendido porque "tudo aquilo justificava tão pouco a realização de uma coletiva de imprensa oficial".

O analista apontou para que todos os fatos responsabilizam a Ucrânia pela catástrofe que aconteceu no sudeste ucraniano em 2014.

"Quatro regimentos ucranianos possuem sistemas de defesa antiaérea Buk, e um deles se encontrava naquela área. Todos seus radares estavam ativados, o que significa que o sistema estava preparado para combate", opinou.

Kees van der Pijl assinalou que Kiev, tal como a OTAN, tinham motivos para desencadear uma provocação contra a Rússia.

"Acredito que tudo aponte para a Ucrânia, porque eles tinham um motivo, precisavam de tempo para avançar, entretanto também havia um motivo por parte da OTAN – mostrar o presidente russo, Vladimir Putin, como se fosse um novo demônio a quem era preciso resistir, porque naquela época em Gales estava decorrendo uma importante cúpula da OTAN."

O especialista qualificou a conferência como "extremamente inconvincente".

"Eu não entendi porque ela estava sendo realizava exatamente agora, o que havia de novo que não sabíamos antes? Parecia que eles precisavam inventar algo, mas não tinham nada, por isso resolveram utilizar informações antigas", ressaltou o analista.

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