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Defesa do Brasil tem maior gasto com pessoal na década, e investimento militar cai

Despesas com ativos e inativos crescem R$ 7,1 bi em 2019, reflexo de aumento salarial
Por Igor Gielow e Gustavo Patu | Folha de S.Paulo

A previsão de gasto militar para o primeiro ano de governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL) traz o maior aumento de despesa com pessoal em dez anos e uma redução expressiva do investimento em programas de reequipamento das Forças Armadas.
Não fosse uma criatividade contábil dos militares, que conseguiram recursos com a capitalização de uma estatal para comprar novos navios, a despesa de investimento seria a menor desde 2009.

A Folha analisou a série histórica com a ferramenta de acompanhamento orçamentário Siga Brasil, do Senado. Para este ano, o Ministério da Defesa, ainda na gestão Michel Temer (MDB), planejou gastar R$ 104,2 bilhões, o quarto maior volume da Esplanada.

Desse montante, R$ 81,1 bilhões irão para pessoal, R$ 13,3 bilhões, para gastos correntes (custeio) e R$ 9,8 bilhões, para investimentos. Os valores não incluem o con…

General norte-americano diz que Rússia 'entende somente a força'

A OTAN precisa demonstrar unidade na confrontação com a Rússia, um país que "entende somente a força", afirmou o ex-comandante das tropas terrestres dos EUA na Europa, tenente-general Frederick "Ben" Hodges.


Sputnik

"A Rússia é um grande país com uma grande história e grandes pessoas, mas eles [russos] respeitam somente a força. Caso nossa aliança não demonstre unidade, nós estaremos encorajando sua agressão", afirmou Hodges em entrevista ao canal polonês TVN24.


Soldados da OTAN no tanque alemão Leopard 2 participam dos exercícios da Aliança, Lituânia (foto de arquivo)
Tropa da OTAN em um tanque Leopard 2 © AP Photo/ Mindaugas Kulbis

De acordo com o general, Moscou visa minar os princípios da União Europeia e da OTAN para persuadir os integrantes da aliança da incapacidade da organização para os proteger.

"Isso significa que estamos lidando com guerra híbrida, desinformação, ameaça nuclear e ataques ciberterroristas", afirmou.

O general acrescentou que a Rússia considera a proteção de seus cidadãos no exterior como sua obrigação. Segundo Hodges, isso pode servir como pretexto para uma intervenção rápida nos países do Báltico ou na Polônia.

"Como é que podemos impedir a Rússia de fazer um erro tão grande? A aliança está tentando aumentar a velocidade de sua reação. Aquilo que a Polônia está empreendendo no âmbito da modernização, aumentará nossas capacidades […] Nós devemos demonstrar à Rússia que somos capazes de nos movermos de forma tão rápida como eles", concluiu.

No final de abril, em Bruxelas, no decorrer da reunião dos chanceleres dos países da OTAN, os integrantes da aliança reafirmaram que seguirão uma política de contenção da Rússia. De acordo com o secretário-geral da organização, Jens Stoltenberg, para a OTAN é importante reagir a novos desafios, tal como no caso Skripal.

Enquanto isso, Moscou vem desmentindo seu envolvimento no envenenamento do ex-espião russo que ocorreu no início de março. Além disso, a Rússia expressou repetidamente sua prontidão para colaborar com a Aliança Atlântica no âmbito do Conselho OTAN-Rússia.

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