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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

Israel tem 'balas para todos', provoca aliado de Netanyahu após mortes de palestinos

As Forças de Defesa de Israel (IDF) têm balas suficientes para todos, segundo um importante político israelense citado pela imprensa local. Mais de 50 palestinos, incluindo crianças, foram mortos por tiros israelenses na segunda-feira durante uma onda de protestos.


Sputnik

Avi Dichter, um membro sênior do Partido Likud, do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, fez o comentário polêmico ao falar com ao canal Hadashot na tarde de segunda-feira.

Médicos tratam crianças palestinas atingidas com gás durante protestos na Faixa de Gaza
Crianças atingidas por gás em ataque israelense © AP Photo / Dusan Vranic

"As IDF têm balas suficientes para todos", disse o ex-diretor do serviço de segurança interna Shin Bet e ministro da Segurança Interna Dichter, conforme citado pelo jornal local Times of Israel.

"Acredito que, em última análise, os meios que as IDF prepararam, sejam eles não letais ou, se necessário, letais, nos casos em que isso é justificado pelos regulamentos de fogo aberto — há munição suficiente para todos", continuou.

O político, que atualmente atua como presidente do Comitê de Relações Exteriores e Defesa no Knesset, afirmou que as IDF "não deixam ninguém colocar soldados, e certamente não os civis, em perigo".

Pelo menos 52 manifestantes palestinos, incluindo sete crianças, foram mortos por ataques israelenses durante manifestações no dia da posse da embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém, segundo os últimos dados do Ministério da Saúde da Palestina.

Além disso, mais de 2.400 manifestantes ficaram feridos no que é considerado o dia mais violento da Grande Marcha de Retorno, com duração de seis semanas.

A Anistia Internacional chamou a situação em Gaza de "outro exemplo horrível de militares israelenses que usam força excessiva e munição real de maneira totalmente deplorável". Um comitê da ONU também pediu que Israel pare de usar "força desproporcional" contra os manifestantes.

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