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Reino Unido reforçará sua presença militar no Ártico para se opor à Rússia, diz mídia

O ministro da Defesa britânico, Gavin Williamson, disse que o Reino Unido pretende reforçar a presença militar no Ártico para “proteger” o flanco norte da OTAN das ações da Rússia, segundo o diário The Telegraph.
Sputnik

Segundo o jornal, mais de 1.000 fuzileiros navais da Marinha britânica farão treinamentos anuais com colegas noruegueses no âmbito de um programa previsto para dez anos, formando no futuro próximo um novo destacamento, assinalou Williamson durante uma visita à base militar em Bardufoss, na Noruega.


O ministro britânico mencionou também que o Reino Unido enviará no próximo ano para a região do Ártico um avião de patrulha marítima Poseidon P8 para vigiar a atividade crescente dos submarinos russos.

"Queremos melhorar nossas capacidades em condições de temperaturas abaixo de zero, aprendendo com antigos aliados, tais como a Noruega, ou monitorando as ameaças submarinas com nossos aviões Poseidon. Nos manteremos atentos a novos desafios", afirmou Williamson.

O minist…

Jornalista britânico propõe que Ucrânia bombardeie Ponte da Crimeia

Um jornalista britânico publicou um artigo na última terça-feira (15) sugerindo que a Ucrânia deveria destruir a recém-inaugurada Ponte da Crimeia, no estreito de Kerch, alegando que a construção da ponte é uma afronta à credibilidade da Ucrânia.


Sputnik

Na terça-feira (15), o presidente russo Vladimir Putin abriu as estradas para carros e ônibus da Ponte da Crimeia, ligando, assim, a península da Crimeia à região russa de Krasnodar. Trata-se da ponte mais extensa da Rússia, tendo comprimento de 19 quilômetros. A inauguração estava marcada para dezembro de 2018, mas os construtores concluíram trabalhos com antecedência. 

Tráfego de veículos na Ponte da Crimeia, Rússia, 16 de maio de 2018
Ponte da Crimeia © Sputnik / Aleksandr Poleguenko

No entanto, o empreendimento russo parece que não agradou certos representantes da mídia dos EUA. O jornalista britânico Tom Rogan publicou um artigo no site de notícias norte-americano "The Washington Examiner" criticando severamente a inauguração da Ponte da Crimeia por parte do governo russo. No empenho de condenar a reunificação da Crimeia ao território russo, que aconteceu em 2014, o colunista diz que a construção da ponte é uma afronta à credibilidade da Ucrânia como nação. A proposta dele? A explosão da ponte pelas forças ucranianas.

"O presidente russo, Vladimir Putin, abriu a ponte do Estreito de Kerch, ligando a Crimeia, Ucrânia, à Rússia continental na terça-feira. Putin fez isso em uma demonstração típica de bravata ao liderar uma coluna de veículos de transporte do outro lado da ponte […] A Ucrânia deve agora destruir elementos da ponte", diz Rogan.

Ao considerar as consequências de sua beligerante proposta, o jornalista chega a reconhecer que a ação levaria a uma retaliação por parte de Putin, o que geraria uma escalada da violência.

"Embora esse curso de ação seja uma escalada contra Putin e uma que quase certamente desencadeará a retaliação russa, essa ponte é uma afronta ultrajante à credibilidade da Ucrânia como nação. É claro que, da perspectiva de Putin, esse é o ponto principal. A ponte custou bilhões de dólares do governo da Rússia, mas oferece a Putin uma apropriação física e psicológica formal do território ucraniano", diz o jornalista.

De acordo com ele, "romper a ponte, mesmo que temporariamente, enviaria um sinal inconfundível de Kiev a Moscou de que os ucranianos não estão dispostos a aceitar a confortável formalização do roubo territorial de Putin".

Além dos ataques aéreos sobre a ponte, Tom Rogan sugere que "os EUA poderiam e deveriam apoiar a Ucrânia com a confiança de seu poderio militar".

Como resultado do referendo realizado em 2014, no qual a maioria dos habitantes da Crimeia optou pela separação da Ucrânia, a península foi reintegrada à Federação Russa. Apesar de várias acusações de ilegalidade da decisão, Moscou tem repetidamente declarado que o referendo na Crimeia foi realizado em plena conformidade com o direito internacional e a Carta da ONU.

Vale lembrar que foi a reintegração da Crimeia à Federação Russa que desencadeou a crise entre a Rússia e Ocidente que se arrasta até hoje. Os Estados Unidos e seus aliados não reconhecem os resultados do referendo.

Ao comentar o fato de que Putin inaugurou a Ponte da Crimeia pilotando um caminhão, simbolizando um gesto de "supremacia nacionalista" da Rússia, o jornalista britânico diz que "bombardear a ponte seria, portanto, uma repreensão muito pessoal às ambições de Putin e sua narrativa de propaganda".

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