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Defesa do Brasil tem maior gasto com pessoal na década, e investimento militar cai

Despesas com ativos e inativos crescem R$ 7,1 bi em 2019, reflexo de aumento salarial
Por Igor Gielow e Gustavo Patu | Folha de S.Paulo

A previsão de gasto militar para o primeiro ano de governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL) traz o maior aumento de despesa com pessoal em dez anos e uma redução expressiva do investimento em programas de reequipamento das Forças Armadas.
Não fosse uma criatividade contábil dos militares, que conseguiram recursos com a capitalização de uma estatal para comprar novos navios, a despesa de investimento seria a menor desde 2009.

A Folha analisou a série histórica com a ferramenta de acompanhamento orçamentário Siga Brasil, do Senado. Para este ano, o Ministério da Defesa, ainda na gestão Michel Temer (MDB), planejou gastar R$ 104,2 bilhões, o quarto maior volume da Esplanada.

Desse montante, R$ 81,1 bilhões irão para pessoal, R$ 13,3 bilhões, para gastos correntes (custeio) e R$ 9,8 bilhões, para investimentos. Os valores não incluem o con…

'Momento histórico': Suécia remilitariza sua maior ilha do Báltico

Apesar dos 350 soldados serem incomparavelmente menor que os 25 mil que estiveram presentes na Gotlândia há algumas décadas, a medida sinaliza uma mudança na doutrina militar sueca.


Sputnik

Depois de mais de uma década de desmilitarização, o regimento P 18 da Gotlândia foi reintegrado com muita ostentação, reportou a emissora sueca SVT, classificando o momento de "histórico", já que a ilha báltica acolheu novamente as tropas regulares.

Militares das Forças Armadas da Suécia na ilha de Gotlândia, Suécia
Militares suecos na ilha de Gotlândia © REUTERS / TT News Agency/ Soren Andersson

"Em termos de segurança, vivemos em uma realidade de imprevisibilidade e mudanças rápidas, mesmo em nossas imediações. Para sermos capazes de enfrentar todas as ameaças e todos os desafios, precisamos estar presentes onde nossas habilidades são mais necessárias. Isso se aplica à Gotlândia", disse o comandante supremo Micael Bydén durante a cerimônia, enfatizando que a Gotlândia tem sido um lugar de importância estratégica por séculos e permanece assim até hoje.

Bydén participou da cerimônia formal na Gotlândia ao lado do rei Carl Gustaf XVI, do primeiro-ministro Stefan Loefvén e do ministro da Defesa, Peter Hultqvist.

Nas últimas décadas, os gastos militares da Suécia diminuíram de 3,1% do PIB em 1981 para 1,1% em 2015. Do mesmo modo, o número de regimentos e flotilhas foi reduzido de 40 para apenas 20 desde 1990, a maior redução ocorrida no início dos anos 2000. O P 18 foi dissolvido em 2005, apenas para reaparecer agora.

Juntamente com o grupo de batalha, o regimento incluirá cerca de 350 pessoas. No entanto, nem todos estarão alocados na ilha ao mesmo tempo. O P 18 contará com cerca de 150 funcionários permanentes, o restante será composto de funcionários temporários ou recrutas. Espera-se que o regimento da Gotlândia se torne totalmente operacional até 2020, quando uma nova guarnição no campo de tiro de Tofta for concluída. Gotlândia foi a primeira província sueca a introduzir o serviço militar obrigatório em 1811, depois da guerra finlandesa de 1808-1809 com o Império Russo, que para a Suécia resultou na perda da Finlândia.

A remilitarização da Gotlândia é baseada no acordo de defesa de 2015, quando o governo sueco decidiu sobre uma presença militar permanente na ilha devido a uma "deterioração da situação de segurança" e de uma "Rússia cada vez mais assertiva".

No início deste mês, a Suécia entrou em um acordo de defesa trilateral com a Finlândia e os EUA. Este acordo inclui, entre outras coisas, uma grande presença de tropas norte-americanas na Escandinávia.

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