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Reino Unido reforçará sua presença militar no Ártico para se opor à Rússia, diz mídia

O ministro da Defesa britânico, Gavin Williamson, disse que o Reino Unido pretende reforçar a presença militar no Ártico para “proteger” o flanco norte da OTAN das ações da Rússia, segundo o diário The Telegraph.
Sputnik

Segundo o jornal, mais de 1.000 fuzileiros navais da Marinha britânica farão treinamentos anuais com colegas noruegueses no âmbito de um programa previsto para dez anos, formando no futuro próximo um novo destacamento, assinalou Williamson durante uma visita à base militar em Bardufoss, na Noruega.


O ministro britânico mencionou também que o Reino Unido enviará no próximo ano para a região do Ártico um avião de patrulha marítima Poseidon P8 para vigiar a atividade crescente dos submarinos russos.

"Queremos melhorar nossas capacidades em condições de temperaturas abaixo de zero, aprendendo com antigos aliados, tais como a Noruega, ou monitorando as ameaças submarinas com nossos aviões Poseidon. Nos manteremos atentos a novos desafios", afirmou Williamson.

O minist…

'Momento histórico': Suécia remilitariza sua maior ilha do Báltico

Apesar dos 350 soldados serem incomparavelmente menor que os 25 mil que estiveram presentes na Gotlândia há algumas décadas, a medida sinaliza uma mudança na doutrina militar sueca.


Sputnik

Depois de mais de uma década de desmilitarização, o regimento P 18 da Gotlândia foi reintegrado com muita ostentação, reportou a emissora sueca SVT, classificando o momento de "histórico", já que a ilha báltica acolheu novamente as tropas regulares.

Militares das Forças Armadas da Suécia na ilha de Gotlândia, Suécia
Militares suecos na ilha de Gotlândia © REUTERS / TT News Agency/ Soren Andersson

"Em termos de segurança, vivemos em uma realidade de imprevisibilidade e mudanças rápidas, mesmo em nossas imediações. Para sermos capazes de enfrentar todas as ameaças e todos os desafios, precisamos estar presentes onde nossas habilidades são mais necessárias. Isso se aplica à Gotlândia", disse o comandante supremo Micael Bydén durante a cerimônia, enfatizando que a Gotlândia tem sido um lugar de importância estratégica por séculos e permanece assim até hoje.

Bydén participou da cerimônia formal na Gotlândia ao lado do rei Carl Gustaf XVI, do primeiro-ministro Stefan Loefvén e do ministro da Defesa, Peter Hultqvist.

Nas últimas décadas, os gastos militares da Suécia diminuíram de 3,1% do PIB em 1981 para 1,1% em 2015. Do mesmo modo, o número de regimentos e flotilhas foi reduzido de 40 para apenas 20 desde 1990, a maior redução ocorrida no início dos anos 2000. O P 18 foi dissolvido em 2005, apenas para reaparecer agora.

Juntamente com o grupo de batalha, o regimento incluirá cerca de 350 pessoas. No entanto, nem todos estarão alocados na ilha ao mesmo tempo. O P 18 contará com cerca de 150 funcionários permanentes, o restante será composto de funcionários temporários ou recrutas. Espera-se que o regimento da Gotlândia se torne totalmente operacional até 2020, quando uma nova guarnição no campo de tiro de Tofta for concluída. Gotlândia foi a primeira província sueca a introduzir o serviço militar obrigatório em 1811, depois da guerra finlandesa de 1808-1809 com o Império Russo, que para a Suécia resultou na perda da Finlândia.

A remilitarização da Gotlândia é baseada no acordo de defesa de 2015, quando o governo sueco decidiu sobre uma presença militar permanente na ilha devido a uma "deterioração da situação de segurança" e de uma "Rússia cada vez mais assertiva".

No início deste mês, a Suécia entrou em um acordo de defesa trilateral com a Finlândia e os EUA. Este acordo inclui, entre outras coisas, uma grande presença de tropas norte-americanas na Escandinávia.

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