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Capacetes brancos preparam novas provocações na Síria, diz enviado russo na ONU

Membros dos Capacetes Brancos estão preparando novas provocações com substâncias tóxicas na Síria, disse o vice-embaixador russo na ONU, Vladimir Safronkov, nesta quarta-feira (24) na reunião do Conselho de Segurança da ONU.
Sputnik

Safronkov observou que os Capacetes Brancos acusariam o governo sírio pelo uso de tais substâncias.

Mais cedo nesta quarta-feira (24), o Major General Viktor Kupchishin, chefe do Centro Russo para a Reconciliação Síria, argumentou que funcionários da mídia estrangeira na província síria de Hama conduziram uma filmagem falsa da "morte" de uma família supostamente devido ao uso de armas químicas pelas tropas sírias.

Em diversas ocasiões, Moscou e Damasco apontaram que os Capacetes Brancos estavam produzindo provocações envolvendo o uso de armas químicas com o objetivo de culpar o governo da Síria e dar aos países ocidentais justificativas para a intervenção no país.
A estratégia de encenar ataques para usá-los como falsa bandeira tem sido usada repetida…

Mudança da embaixada dos EUA é uma decisão 'sem visão'

O vice-ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Mikhail Bogdanov, atribuiu a culpa aos Estados Unidos pela "grave escalada em torno de Gaza"


DN/Lusa

A Rússia criticou hoje a decisão do Presidente dos Estados Unidos de transferir a embaixada norte-americana para Jerusalém, afirmando tratar-se de uma medida "sem visão" que irá alimentar ainda mais as tensões entre Israel e os palestinianos.


Cerimónia de inauguração da embaixada dos EUA em Jerusalém | EPA/ABIR SULTAN

A declaração foi feita pelo 'número dois' da diplomacia russa, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Mikhail Bogdanov, em declarações à agência noticiosa russa Interfax.

A embaixada dos Estados Unidos em território israelita é hoje aberta oficialmente em Jerusalém, depois de Donald Trump ter anunciado, a 6 de dezembro do ano passado, que Washington reconhecia a cidade como capital de Israel.

Na mesma ocasião, o chefe de Estado anunciava a transferência da embaixada norte-americana de Telavive para Jerusalém, contrariando a posição da ONU e dos países europeus, árabes e muçulmanos, assim como a linha diplomática seguida por Washington ao longo de décadas.

À Interfax, o vice-ministro russo reforçou que a decisão da administração Trump "vai contra a posição da maioria da comunidade internacional".

O representante da diplomacia russa culpou ainda os Estados Unidos pela "grave escalada em torno de Gaza", advertindo que a transferência da embaixada norte-americana "poderá desencadear confrontos em grande escala entre palestinianos e israelitas e provocar um número crescente de vítimas".

Este aviso de Moscovo surge numa altura em que já estão contabilizados mais de 30 mortos e várias centenas de feridos em violentos confrontos registados hoje junto à fronteira com Gaza, onde milhares de pessoas se manifestam contra a transferência da embaixada norte-americana.

Apesar da ausência de Donald Trump, a abertura da embaixada norte-americana em Jerusalém vai ser acompanhada no local por uma importante delegação de Washington, onde se destaca a presença da filha e do genro do Presidente Ivanka Trump e Jared Kushner, ambos conselheiros do governante norte-americano, e do secretário do Tesouro, Steven Mnuchin.

A questão de Jerusalém é uma das mais complicadas e delicadas do conflito israelo-palestiniano, um dos mais antigos do mundo.

Israel ocupa Jerusalém oriental desde 1967 e declarou, em 1980, toda a cidade de Jerusalém como a sua capital indivisa.

Os palestinianos querem fazer de Jerusalém oriental a capital de um desejado Estado palestiniano, coexistente em paz com Israel.

Jerusalém é considerada uma cidade santa para cristãos, judeus e muçulmanos.

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