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Irã ameaça romper limite de reservas de urânio; entenda o que país pode fazer se sair de acordo nuclear

Sem regulação, país pode adotar equipamentos mais modernos e rápidos e ampliar volume de enriquecimento de material que pode ser usado em armas nucleares. Acordo foi firmado em 2015 entre Irã e mais seis países, mas Trump retirou EUA em maio de 2018.
Associated Press

O Irã anunciou que irá exceder o limite de reservas de urânio determinado pelo acordo nuclear de 2015, ampliando as tensões no Oriente Médio.

O prazo de 27 de junho dado por Teerã vem antes de outra data limite, 7 de julho, para que a Europa apresente melhores termos para que o país permaneça no acordo. Se essa segunda data passar sem nenhuma ação, o presidente iraniano Hassan Rouhani diz que a república islâmica irá provavelmente retomar o alto enriquecimento de urânio.

Veja a seguir em que situação está o programa nuclear do Irã atualmente:

O acordo nuclear

O Irã fechou um acordo nuclear em 2015 com Estados Unidos, França, Alemanha, Reino Unido, Rússia e China. O acordo, formalmente conhecido como Plano de Ação Conjunto Abran…

Rússia: mísseis mostrados por investigadores do MH17 foram destruídos após 2011

Todos os mísseis cujo propulsor foi mostrado pela comissão holandesa de investigação do acidente do voo da Malaysia Airlines MH17 no leste da Ucrânia foram retirados de serviço e destruídos após 2011, informou o Ministério da Defesa da Rússia.


Sputnik

Segundo um comunicado do ministério, o número de série do míssil que alegadamente derrubou o avião mostra que foi produzido em 1986 na União Soviética. A empresa produtora pode prolongar a data-limite em mais cinco anos, mas não mais que duas vezes.

Destroços do voo MH17 da Malaysian Airlines
Destroços do voo MH17 da Malaysian Airlines © AFP 2018 / DOMINIQUE FAGET

"O número de série do propulsor mostra que foi produzido em 1986 na União Soviética. O período de garantia de exploração dos mísseis antiaéreos desse tipo é de 15 anos", explicou o ministério.

"Após 25 anos de exploração, todos os mísseis dos sistemas Buk sem exceção são retirados de serviço e destruídos. A sua utilização após este prazo ameaça diretamente a vida dos militares, em primeiro lugar devido à falta de segurança da carga de pólvora dos propulsores", indica o comunicado.

"A data-limite de exploração operacional do míssil, cujo propulsor foi mostrado pela comissão holandesa na quinta-feira, foi 2011 (1986+25). Depois disso, todos os mísseis produzidos nesse ano foram retirados de serviço e destruídos", afirmou o comunicado.

De acordo com o Ministério da Defesa da Rússia, "a única razão de a comissão holandesa ocultar intencionalmente a origem do propulsor do míssil produzido em 1986 é ele [o propulsor] mais que provavelmente pertencer às Forças Armadas da Ucrânia".

A Equipe de Investigação Conjunta (JIT, na sigla em inglês) apresentou nesta quinta-feira (24) os resultados preliminares da investigação da tragédia, segundo os quais o sistema que derrubou o Boeing da Malásia no leste da Ucrânia em 2014 pertencia às Forças Armadas da Rússia.

O presidente russo Vladimir Putin declarou que Moscou só reconhecerá os resultados da investigação da queda do avião malaio MH17 malaio se a Rússia participar plenamente do processo, e que hoje o país não tem acesso à investigação.

Em 17 de julho de 2014, um Boeing 777 da companhia Malaysia Airlines, que fazia o voo MH17 de Amsterdã para Kuala Lumpur, foi atingido por um míssil quando sobrevoava a região de Donetsk, no leste da Ucrânia. A bordo da aeronave seguiam 298 pessoas, a maioria holandeses; não houve sobreviventes.

Kiev acusou os militantes de Donbass de derrubarem o avião, contudo, estes afirmaram não possuírem meios capazes de derrubar um avião em tal altitude. De acordo com o relatório do grupo internacional de investigação, o Boeing foi atingido por um sistema de defesa antiaérea Buk, supostamente trazido da Rússia e, posteriormente, devolvido ao país.

Por sua vez, Moscou qualificou a investigação como preconceituosa, baseada apenas nos dados proporcionados pela Ucrânia. Os experimentos realizados pelo consórcio Almaz-Antei, principal produtor de sistemas antiaéreos, confirmam que o Boeing foi derrubado a partir do território controlado pelo exército ucraniano.

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