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EUA podem dobrar contingente militar na América do Sul, diz chefe da inteligência russa

Os EUA podem aumentar seu contingente militar na América Central e do Sul de 20 mil para 40 mil homens, disse o vice-almirante Igor Kostyukov, chefe do Departamento Central de Inteligência (GRU, sigla em russo), do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia.
Sputnik

"Embora na América Latina não haja ameaça militar direta para a segurança dos EUA, Washington tem uma presença militar significativa [na região]. O Comando Conjunto das Forças Armadas dos EUA implantou na América Central e do Sul um contingente de 20 mil militares. No período de ameaças este pode aumentar para 40 mil militares", explicou Kostyukov.


De acordo com ele, os EUA podem provocar uma "revolução colorida" na Nicarágua e Cuba.

"As tecnologias de 'revolução colorida' testadas na Venezuela podem vir a ser usadas em breve na Nicarágua e em Cuba", disse ele.

Segundo Kostyukov, os EUA estão tentando estabelecer o controle total sobre a América Latina.

"A Administração dos EUA considera…

Submarinos: Brasil e Peru adotam opções diferentes para obter conversores de energia

O estaleiro estatal peruano SIMA (Servicios Industriales de la Marina) encomendou ao ECA Group, da França, 16 unidades de conversores elétricos estáticos para serem instalados a bordo dos submarinos classe Angamos da Marinha de Guerra do Peru – barcos Tipo 209/1200 fabricados em Kiel, no norte da Alemanha, pela HDW (atual ThyssenKrupp Marine Systems) entre o final dos anos de 1970 e a primeira metade da década de 1980.


Por Roberto Lopes | Poder Naval

Conversores estáticos são equipamentos que garantem energia na forma adequada a ambientes especiais (confinados) como o de submersíveis.

O Brasil está construindo atualmente quatro submarinos S-BR dentro do Programa Prosub
O Brasil está construindo atualmente quatro submarinos S-BR dentro do Programa Prosub

A companhia francesa ECA tem conversores desse tipo instalados em vários submarinos da Marine Nationale e de forças navais do Sudeste Asiático.

A Marinha do Brasil (MB) optou por outro caminho.

Em vez de importar conversores, ela, ainda em 2011, com o apoio da empresa francesa DCNS (atual Naval Group) – que a assiste na fabricação dos novos submarinos classe Scorpene (S-BR) –, selecionou uma empresa privada paulista de capital 100% nacional – a ADELCO Sistemas de Energia, do município de Barueri – para qualifica-la no desenvolvimento de conversores para submarinos.

“Garantidora” 

Especializada em sistemas de energia customizados, a ADELCO foi contratada para fornecer os conversores estáticos dos quatro navios S-BR que estão sendo construídos no complexo industrial naval de Itaguaí (RJ).

Segundo os termos do acordo obtido entre as partes, a DCNS opera como “garantidora técnica” do empreendimento.

A cooperação levou a ADELCO a se associar à Socomec, outra corporação francesa, com a finalidade de ampliar sua expertise no segmento dos conversores.

O primeiro contrato atendido no âmbito da cooperação ADELCO/Socomec/DCNS/Marinha resultou na produção de quatro conversores estáticos – dois de 5KVA e dois de 60KVA. Fornecimento que incluiu não apenas a fabricação e montagem dos componentes, mas também os testes no equipamento, concluídos em abril de 2016.

Essa requalificação da ADELCO a credencia como uma possível fornecedora para o submarino com propulsão nuclear brasileiro, que começará a ser fabricado no ano de 2023.

A mesma política de incentivo ao credenciamento técnico da indústria nacional a MB adotou na questão das baterias.

A empresa Exide do Brasil, que opera com tecnologia americana, se associou à companhia Rondopar, da cidade paranaense de Londrina, para produzir os 360 elementos de bateria dos classe Scorpène brasileiros.

Esses elementos serão distribuídos nas duas praças de baterias, à vante e à ré de cada navio.

A nacionalização da bateria será progressiva, e só acontecerá de forma significativa a partir do Humaitá (S41), segundo S-BR em construção no complexo de Itaguaí: 30%, 60% e 100% para os SBR-2, 3 e 4.

A produção da bateria para o Humaitá teve início há 21 meses.

Corte no casco 

No Peru, os quatro submarinos da classe Angamos – Chipana (SS-34), Angamos (SS-31), Antofagasta (SS-32) e Pisagua (SS-33) – passarão por um upgrade contratado pela Marinha à SIMA que contará, conforme os termos contratuais, com a assistência direta do grupo alemão TKMS (ThyssenKrupp Marine Systems).

Os almirantes peruanos preveem que, revitalizados, esses navios poderão se manter em operação por, ao menos, mas 15 anos.

O trabalho de overhaul e modernização foi acertado em junho de 2016, época em que a SIMA contratou a TKMS, por 40 milhões de euros (cerca de 45,44 milhões de dólares), para ajudar na atualização dos diferentes sistemas.

Aos especialistas alemães caberá responsabilidade em serviços técnicos e de engenharia, como corte e soldagem de partes estruturais de submarinos. O valor também prevê que a TKMS disponibilize seus profissionais para fornecer apoio local (em território peruano) por um período de sete anos.

O primeiro barco a passar por essa remodelação é o BAP Chipana.

Retirado da ativa no ano passado e levado para as instalações da SIMA, no porto de Callao, ele, na última terça-feira (15.05), teve seu casco resistente cortado.

Realizado alguns metros à ré da vela, o corte separou o cone da popa da seção de proa.

Foi a primeira vez que o SIMA realizou um serviço do gênero, mas o corte foi necessário, para que os peruanos e alemães pudessem extrair do interior do barco alguns componentes de grande porte que serão substituídos – como o conjunto propulsor – ou modernizados em terra.

O corte no casco foi assistido pelo novo ministro da Defesa peruano, José Huerta Torres, e pelo comandante geral da Marinha, almirante Gonzalo Ríos Polastri.

O projeto de modernização prevê uma ampla modificação do compartimento de comando do submarino, a integração de novos sistemas de controle de tiro e um overhaul do sistema elétrico da embarcação, entre outras modificações.

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