Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Reino Unido reforçará sua presença militar no Ártico para se opor à Rússia, diz mídia

O ministro da Defesa britânico, Gavin Williamson, disse que o Reino Unido pretende reforçar a presença militar no Ártico para “proteger” o flanco norte da OTAN das ações da Rússia, segundo o diário The Telegraph.
Sputnik

Segundo o jornal, mais de 1.000 fuzileiros navais da Marinha britânica farão treinamentos anuais com colegas noruegueses no âmbito de um programa previsto para dez anos, formando no futuro próximo um novo destacamento, assinalou Williamson durante uma visita à base militar em Bardufoss, na Noruega.


O ministro britânico mencionou também que o Reino Unido enviará no próximo ano para a região do Ártico um avião de patrulha marítima Poseidon P8 para vigiar a atividade crescente dos submarinos russos.

"Queremos melhorar nossas capacidades em condições de temperaturas abaixo de zero, aprendendo com antigos aliados, tais como a Noruega, ou monitorando as ameaças submarinas com nossos aviões Poseidon. Nos manteremos atentos a novos desafios", afirmou Williamson.

O minist…

'Terrível': ONU exige investigação minuciosa sobre massacre de Israel na Faixa de Gaza

O escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) condena o uso da violência por Israel na Faixa de Gaza e quer uma investigação completa sobre as mortes de manifestantes palestinos.


Sputnik

Um comunicado com essa declaração foi divulgado pelo porta-voz do OHCHR, Rupert Colville.

Manifestante com a bandeira da Palestina
Palestino segura bandeira da Palestina © REUTERS / Mohamad Torokman

"Condenamos a terrível e letal violência em Gaza ontem, durante a qual 58 palestinos foram mortos e quase 1.360 manifestantes foram feridos a tiros real pelas forças de segurança israelenses", disse Colville.

Segundo Colville, entre os feridos, 155 pessoas estavam em estado grave e 10 eram jornalistas. O porta-voz do ACNUDH enfatizou que Israel não permitiu que os feridos deixassem a Faixa de Gaza para tratamento.

Colville continuou apontando que as regras para o uso da força sob o direito internacional eram constantemente ignoradas.

"Reiteramos que a força letal só pode ser usada como último — e não primeiro — recurso, e somente quando há uma ameaça imediata à vida ou ferimentos graves. Uma tentativa de se aproximar ou atravessar ou danificar a cerca não representam uma ameaça à vida ou a ferimentos graves e não são motivos suficientes para o uso de munição real ", disse o porta-voz do ACNUDH.

O uso de coquetéis molotov ou pedras por manifestantes contra o exército israelense, que utilizava bons materiais de proteção, segundo Collville, também não justifica o uso de armas contra os manifestantes.

"Novamente, pedimos investigações independentes e transparentes em todos os casos de morte e feridos desde 30 de março.

Desde 30 de março, 112 palestinos, incluindo 14 crianças, perderam suas vidas na fronteira e milhares ficaram feridos", disse ele.

O escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) também acredita que a transferência da embaixada dos EUA de Tel-Aviv para Jerusalém não esteja ligada à situação na Faixa de Gaza, apesar de que claramente não melhora a situação.

Colville expressou em seguida que Jerusalém Oriental foi reconhecida como um território ocupado e que Israel tinha o direito de defender suas fronteiras, mas deveria fazê-lo apenas com armas não letais, ressaltou. O porta-voz observou que, até certo ponto, balas de borracha e gás lacrimogêneo deveriam ter sido consideradas como possibilidade na defesa.

Desde 30 de março, os palestinos iniciaram os protestos da Grande Marcha de Retorno, perto da fronteira com Gaza, exigindo que os refugiados pudessem retornar às suas casas no território que é hoje Israel.

Esta terça-feira (16) marca o 70º aniversário do êxodo palestino que ocorreu como resultado da declaração de independência de Israel em 1948.

Os protestos perto da Faixa de Gaza da segunda-feira (15) ocorreram na data em que se comemora os 70 anos da formação de Israel. No mesmo dia os EUA realizaram u cerimônia de inauguração que marca a mudança da embaixada norte-americana em Israel de Tel-Aviv para Jerusalém.

Segundo as últimas informações, 61 palestinos foram mortos nos confrontos e mais de 2,7 mil ficaram feridos. O líder palestino Mahmoud Abbas, como resultado do derramamento de sangue da segunda-feira (14), declarou um luto de três dias.

A situação na Faixa de Gaza será discutida pelo Conselho de Segurança da ONU no final desta terça-feira (15).

Comentários

Postagens mais visitadas