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EUA: sanções contra Venezuela servem como 'alerta para atores externos, incluindo Rússia'

Na última terça-feira (17), o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, culpou a Rússia e a Venezuela pela crise de refugiados observada no país latino-americano.
Sputnik

O conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, anunciou nesta quarta-feira (17) que os EUA estão impondo uma nova rodada de sanções contra a Venezuela, acrescentando o banco central do país à lista de restrições. 

Segundo o conselheiro de Segurança Nacional, as sanções recém-aplicadas deveriam se tornar um alerta para "todos os atores externos, inclusive a Rússia".

Desde o início da crise política na Venezuela no início deste ano, os EUA impuseram várias rodadas de sanções, visando os setores petrolífero e bancário do país, bem como indivíduos ligados às autoridades do país.

A Venezuela está sofrendo grave crise política desde janeiro. Junto com outros países ocidentais, os EUA apoiam Juan Guaidó, que se proclamou presidente interino da Venezuela. Ao mesmo tempo, Rússia, China e Turquia, entre outros…

'A OTAN vê a Rússia como um país poderoso', diz analista sobre nova estratégia do bloco

A nova Estratégia Conjunta da Força Aérea da OTAN, que sugere que a aliança poderá não atingir a superioridade aérea sobre potenciais adversários, demonstra o sucesso russo no desenvolvimento militar, nas realizações do complexo industrial de defesa da Rússia e da avaliação sóbria do resultado de um possível conflito com Moscou.


Sputnik

Na terça-feira (26) a OTAN aprovou uma nova estratégia para as suas forças aéreas, que reconhece que a realização de futuras operações da aliança pode ser afetada por modernos sistemas de defesa antiaérea e espaciais, reconhecendo que, pela primeira vez desde a Guerra Fria, a superioridade aérea da OTAN poderá estar em causa. 

Fuselagem de drone da OTAN, em frente ao estádio nacional onde foi realizada a cúpula da OTAN em Varsóvia, 9 de julho de 2016, Polônia
© AFP 2018/ STEPHANE DE SAKUTIN

"É o reconhecimento de realidades óbvias, do poder do Exército russo e, primeiramente, da Força Aeroespacial, para além do reconhecimento da eficácia do sistema de defesa aeroespacial. A OTAN vê a Rússia como um país poderoso, qualquer conflito pode terminar mal para a própria aliança", disse Igor Korotchenko, editor-chefe da revista russa Natsionalnaya Oborona (Defesa nacional, em russo), na quarta-feira (27).

O analista ressaltou que os sucessos da Rússia no desenvolvimento da sua Força Aeroespacial foram alcançados, em primeiro lugar, graças à entrada em serviço dos aviões Su-30SM e Su-35, além dos bombardeiros Su-34. Ele também lembrou que em um futuro próximo serão adotados os caças de quinta geração Su-57, equipados com armas de alta precisão.

Ainda segundo ele, o Exército russo está sendo equipado em ritmo acelerado com avançados sistemas de defesa de mísseis antiaéreos S-400, S-300B4, Buk-M2 e com modernas estações de radar para o controle do espaço aéreo.

"Portanto, avaliando o potencial das Forças Armadas da Rússia, a OTAN observa com razão que as forças aéreas do bloco não terão mais superioridade. Isso está relacionado certamente com um potencial conflito com a Rússia", concluiu.

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