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Reino Unido reforçará sua presença militar no Ártico para se opor à Rússia, diz mídia

O ministro da Defesa britânico, Gavin Williamson, disse que o Reino Unido pretende reforçar a presença militar no Ártico para “proteger” o flanco norte da OTAN das ações da Rússia, segundo o diário The Telegraph.
Sputnik

Segundo o jornal, mais de 1.000 fuzileiros navais da Marinha britânica farão treinamentos anuais com colegas noruegueses no âmbito de um programa previsto para dez anos, formando no futuro próximo um novo destacamento, assinalou Williamson durante uma visita à base militar em Bardufoss, na Noruega.


O ministro britânico mencionou também que o Reino Unido enviará no próximo ano para a região do Ártico um avião de patrulha marítima Poseidon P8 para vigiar a atividade crescente dos submarinos russos.

"Queremos melhorar nossas capacidades em condições de temperaturas abaixo de zero, aprendendo com antigos aliados, tais como a Noruega, ou monitorando as ameaças submarinas com nossos aviões Poseidon. Nos manteremos atentos a novos desafios", afirmou Williamson.

O minist…

Agências humanitárias em operação de urgência após escalada em porto do Iêmen

Violência na cidade portuária de Hodeida, principal ponto de entrada, aumentou nos últimos dias; país já atravessa pior crise humanitária no mundo; Conselho de Segurança se reúne a portas fechadas para discutir situação.


Alexandres Soares | ONU

Agências humanitárias das Nações Unidas e parceiros realizam operações de assistência urgente no Iêmen após a escalada da violência à cidade portuária de Hodeida.

Um homem e o seu filho na cidade de Hodeida, procurando água | Ocha/Giles Clarke

A coordenadora da ONU no país, Lise Grande, disse que dezenas de funcionários da organização entregam comida, água e serviços médicos. Pelo menos 600 mil moradores precisam de ajuda para sobreviver.

Entrevista

Numa entrevista à ONU News, Grande informou que "nos últimos dois dias, desde que o assalto militar começou, tem havido fortes bombardeamentos vindos do mar e confrontos terrestres".

Ela diz estar com receio que "nos próximos dias, a menos que aconteça um cessar das hostilidades, o combate se espalhe para as partes densamente populosas da cidade".

Apesar das dificuldades, Grande explicou que as agências da ONU "sabem o quão importante é manter as suas operações a decorrer". Segundo ela, "os funcionários humanitários estão comprometidos em permanecer em áreas onde as pessoas precisam deles". 

Preparação

Em nota, a coordenadora explicou que os parceiros humanitários se preparavam para um possível ataque há semanas.

Grande disse que, na quarta-feira, “mesmo quando a cidade estava sendo bombardeada, um navio contratado pelo ONU descarregava no porto de Hodeida milhares de toneladas de comida”. Segundo ela, outros dois navios vão fazer o mesmo nos próximos dias.

Além de ser uma das áreas mais populosas do país, a cidade é o ponto de entrada mais importante de bens necessários para evitar uma crise de fome e o retorno da epidemia de cólera.

Cerca de 70% das importações do Iêmen, incluindo bens comerciais e humanitários, entram pelos portos Hodeida e Saleef.

Ajuda

As agências têm 63 mil toneladas de comida, dezenas de milhares de kits de emergência, água e combustível para distribuir. Equipas médicas foram levadas para o terreno e já estabeleceram centros de serviço.

Todos os dias, 50 mil litros de água potável são distribuídos e equipes de saúde tentam parar o espalhar da cólera e outras doenças mortais.

A ONU e os seus parceiros também ajudam as pessoas que foram deslocadas pelos combates no sul da cidade nos últimos dias.

Encontro

Grande afirmou que “sob a lei humanitária internacional, as partes de um conflito são obrigadas a fazer o possível para proteger civis e garantir que têm a ajuda e assistência que precisam para sobreviver”.

A coordenadora humanitária e o enviado especial do secretário-geral da ONU para o Iêmen, Martin Griffiths, participam num encontro a portas fechadas do Conselho de Segurança.

Crise

A situação humanitária no Iêmen já é considerada a mais grave no mundo pelas agências da ONU. Se as condições não melhorarem, o número de pessoas que enfrentam insegurança alimentar grave e o risco de morrer de fome, pode ultrapassar os 10 milhões até o fim do ano.

A ONU e os seus parceiros precisam de US$ 3 bilhões este ano para ajudar cerca de 22 milhões de pessoas. Até este momento, as organizações já receberam metade desse valor.

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