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Gorbachov chama EUA para retomar diálogo com a Rússia sobre armas nucleares

O último presidente da União Soviética, Mikhail Gorbachov, pediu que os Estados Unidos retomem um "diálogo sério" com a Rússia sobre o problema das armas nucleares e alertou contra as "perigosas tendências destrutivas" na política mundial, em artigo publicado nesta quarta-feira no jornal "Vedomosti".
EFE

Moscou - Após constatar uma ruptura da comunicação entre Moscou e Washington, o ex-líder soviético se dirigiu em particular aos congressistas americanos para pedir que deixem de lado suas diferenças partidárias para facilitar um "diálogo sério" entre ambos os países.


"Estou convencido de que a Rússia está preparada (para o diálogo)", ressaltou Gorbachov, que manifestou preocupação com a suspensão, primeiro pelos EUA e depois pela Rússia, do Tratado de Eliminação dos Mísseis de Médio e Curto Alcance (INF), que ele assinou em 1987 com o então presidente americano, Ronald Reagan.

Gorbachov apontou que por trás da decisão de Washington de deix…

Assembleia Geral adota resolução pedindo maior proteção aos palestinos

Decisão deplora o uso "excessivo" da força por Israel nos protestos iniciados em março; sessão de emergência adotou documento passou com 120 votos a favor, 8 contra e 45 abstenções.


Monica Grayley | ONU

A Assembleia Geral da ONU realizou uma sessão de emergência, na quarta-feira, que adotou uma resolução apelando a maior proteção de palestinos e deplorando “uso excessivo, desproporcional e indiscriminado” da força por militares de Israel contra civis palestinos particularmente em Gaza.

Resultados da votação da Assembleia Geral da ONU na resolução sobre a proteção da população civil palestina | ONU/Evan Schneider

O encontro de emergência dos 193 Estados-membros seguiu-se a semanas de violência ao longo do cerco entre Israel e a Faixa de Gaza, durante protestos de palestinos denominados Marcha de Retorno, iniciados em março.

Vítimas

Agências de notícias dizem que mais de 120 palestinos morreram quando participavam nas manifestações.

O documento foi aprovado esta quarta-feira com 120 votos a favor, 8 contra e 45 abstenções, após a votação de uma ementa dos Estados Unidos condenado o papel do grupo extremista Hamas, que controla a Faixa de Gaza.

Após várias rodadas de votação como parte dos procedimentos, a proposta garantiu o apoio de 62 países, com 58 votos contra; chegando perto do apoio de maioria de dois terços necessário.

Cúpula

A sessão foi convocada pelo presidente da Assembleia Geral, Miroslav Lajcák, a pedido da Argélia e da Turquia, que presidem o Grupo Árabe e a Cúpula da Organização da Cooperação Islâmica respectivamente.

A resolução “deplora o uso de qualquer força excessiva, desproporcional e indiscriminada pelas forças de Israel contra civis palestinos nos Territórios Palestinos, incluindo Jerusalém Oriental, e particularmente na Faixa de Gaza, incluindo o uso de munições reais contra manifestantes civis, incluindo crianças, bem como pessoal médico e jornalistas, e manifesta sua grande preocupação com a perda de vidas inocentes ”.

O documento também “exige que Israel, a potência ocupante, se abstenha de tais ações e cumpra plenamente suas obrigações e responsabilidades legais” como prevê a 4ª Convenção de Genebra sobre a proteção de civis em momentos de guerra.

De acordo com a decisão, o secretário-Geral deverá após 60 dias, apresentar “propostas sobre formas e meios para garantir a segurança, a proteção e o bem-estar da população civil palestina sob a ocupação israelense, incluindo“ recomendações relativas a um mecanismo de proteção internacional”.

O texto também “deplora o lançamento de foguetes da Faixa de Gaza contra áreas civis israelenses”, mas não menciona o movimento Hamas como responsável por tais lançamentos.

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