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EUA: sanções contra Venezuela servem como 'alerta para atores externos, incluindo Rússia'

Na última terça-feira (17), o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, culpou a Rússia e a Venezuela pela crise de refugiados observada no país latino-americano.
Sputnik

O conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, anunciou nesta quarta-feira (17) que os EUA estão impondo uma nova rodada de sanções contra a Venezuela, acrescentando o banco central do país à lista de restrições. 

Segundo o conselheiro de Segurança Nacional, as sanções recém-aplicadas deveriam se tornar um alerta para "todos os atores externos, inclusive a Rússia".

Desde o início da crise política na Venezuela no início deste ano, os EUA impuseram várias rodadas de sanções, visando os setores petrolífero e bancário do país, bem como indivíduos ligados às autoridades do país.

A Venezuela está sofrendo grave crise política desde janeiro. Junto com outros países ocidentais, os EUA apoiam Juan Guaidó, que se proclamou presidente interino da Venezuela. Ao mesmo tempo, Rússia, China e Turquia, entre outros…

Celso Amorim: não precisamos de forças de inteligência americanas no Brasil

O ex-ministro das Relações Exteriores e da Defesa do Brasil, Celso Amorim, assegurou que "uma parte da sociedade está preocupada com a imagem do Brasil no exterior", questionando o rumo político da prisão de Lula.


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O diplomata brasileiro, em entrevista à Sputnik Mundo, falou sobre a estratégia das Forças Armadas na Amazônia e a cedência de soberania por parte do governo de Michel Temer.

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Celso Amorim | Reprodução

"Lula tem muita convicção da sua inocência. […] O processo contra Lula foi impregnado por um objetivo político — principal objetivo político, e todo esse processo de golpe que ocorreu no Brasil se inicia com o impeachment de Dilma e […] culmina com a prisão de Lula. Não sei, eu creio que na Justiça, sobretudo na Corte Suprema, haja opiniões distintas. Eu sinto alguma mudança de humor em algumas decisões recentes, por exemplo, […] com a absolvição total da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, decisão importante, ou a decisão de libertar José Dirceu, também é algo importante", declarou em entrevista à Sputnik Mundo.

Também adicionou que "Lula é o alvo principal de todo este processo, por isso as coisas são mais difíceis", admitiu o ex-ministro das Relações Exteriores brasileiro.

No entanto, destacou o questionamento crescente do processo judicial de Lula, notando que na última semana foi realizada uma manobra de adiamento que deixa a resolução da situação de Lula muito próxima da eleição. Para Amorim, Lula poderia ser candidato, mas tem pouco tempo para que apareça em público e organize campanha.

Por outra parte, Amorim se referiu à maior sintonia entre Washington e Brasil após a chegada de Michel Temer ao Palácio Presidencial, sobretudo em temas de segurança e proteção dos recursos naturais. Ex-ministro destaca que a "preservação da Amazônia sempre foi algo importante" para o país. "Não temos nenhuma necessidade da presença de forças de segurança ou de inteligência norte-americana para defender o nosso território. […] É verdade que os militares brasileiros são muito nacionalistas no sentido territorial e de defesa, mas, se tudo é privatizado então não há muito o que defender. […] O que vão defender se as riquezas acabam sendo vendidas?", resumiu.

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