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Os mísseis russos que se tornaram alvo de disputa entre EUA e Turquia

A Turquia, dona do segundo maior Exército entre os 29 países que compõem a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), está prestes a adquirir mísseis antiaéreos S-400.
BBC News Brasil

Os S-400 são os mísseis "terra-ar" mais avançados do mundo e se tornaram motivo de uma disputa entre Turquia e Estados Unidos que pode ameaçar a aliança militar das potências ocidentais.

Isso porque os S-400 são fabricados na Rússia, o principal rival da organização fundada em 1949 justamente para se opor à então União Soviética.

A insistência da Turquia em adquirir os mísseis russos irritou os Estados Unidos, que encaram a decisão como uma potencial ameaça para seus aviões de combate F-35, também em vias de serem comprados pelos turcos.
Troca de farpas

"Não ficaremos de braços cruzados enquanto os aliados da Otan compram armas dos nossos adversários", advertiu o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, durante um encontro organizado há poucos dias em Washington para celebrar o aniversár…

Como reintegrar Donbass? Ucrânia revela detalhes do plano B

Político ucraniano revela os passos do plano de reserva ucraniano com vista a resolver o conflito em Donbass.


Sputnik

Em entrevista à edição Apostrof, o ex-embaixador ucraniano na Croácia e atual conselheiro do ministro dos Assuntos dos Territórios Ocupados da Ucrânia, Aleksandr Levchenko, revelou que o plano B sobre Donbass inclui a "desocupação" da Crimeia.

Soldado ucraniano perto de Donetsk (foto de arquivo)
Militar ucraniano próximo a Donetsk © AP Photo / Evgeniy Maloletka

Ele acredita que, se a Ucrânia não conseguir reintegrar o Donbass, será necessário centrar-se na "desocupação" da Crimeia.

"A recuperação da Crimeia deve ocorrer na ordem inversa à sua captura — primeiro a ocupação da península, e depois o Donbass. Portanto, primeiro devemos recuperar a região mineira e depois tratar da Crimeia. Se a Rússia bloquear o plano de paz de recuperação de Donbass, a parte ucraniana tem um plano B: nos voltarmos para a Crimeia. E então a situação se tornará mais complicada para Moscou, porque a questão da Crimeia abrange automaticamente a questão do Donbass.

"A situação da Crimeia é mais complicada, mas nos lembramos dela e não podemos excluí-la do campo informacional da sociedade ucraniana. É provável que na verdade seja uma questão de vida ou de morte para o Estado", declarou.

A Crimeia separou-se da Ucrânia e se reintegrou à Rússia na primavera de 2014, quando mais de 97% dos residentes da península votaram a favor da reunificação em um referendo. No entanto, Kiev ainda considera a península como território ucraniano.

As autoridades russas ressaltaram inúmeras vezes que a reunificação ocorreu de forma legal, de acordo com o direito internacional.

Quase o mesmo aconteceu com Donetsk e Lugansk, onde foram proclamadas repúblicas populares em resposta ao violento golpe de Estado que ocorreu em Kiev em fevereiro do mesmo ano. Segundo estimativas da ONU, desde o início da crise as hostilidades resultaram em mais de 10 mil mortos.

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