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Defesa do Brasil tem maior gasto com pessoal na década, e investimento militar cai

Despesas com ativos e inativos crescem R$ 7,1 bi em 2019, reflexo de aumento salarial
Por Igor Gielow e Gustavo Patu | Folha de S.Paulo

A previsão de gasto militar para o primeiro ano de governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL) traz o maior aumento de despesa com pessoal em dez anos e uma redução expressiva do investimento em programas de reequipamento das Forças Armadas.
Não fosse uma criatividade contábil dos militares, que conseguiram recursos com a capitalização de uma estatal para comprar novos navios, a despesa de investimento seria a menor desde 2009.

A Folha analisou a série histórica com a ferramenta de acompanhamento orçamentário Siga Brasil, do Senado. Para este ano, o Ministério da Defesa, ainda na gestão Michel Temer (MDB), planejou gastar R$ 104,2 bilhões, o quarto maior volume da Esplanada.

Desse montante, R$ 81,1 bilhões irão para pessoal, R$ 13,3 bilhões, para gastos correntes (custeio) e R$ 9,8 bilhões, para investimentos. Os valores não incluem o con…

Forças pró-governo derrotam rebeldes e retomam aeroporto no Iêmen

Coalizão liderada por Arábia Saudita recupera local estratégico no quarto dia de ofensiva para reconquistar dos insurgentes cidade que é principal entrada de mantimentos no país abalado por crise humanitária.


Deutsch Welle

As forças do governo do Iêmen, apoiadas pela coalizão liderada pela Arábia Saudita, recuperaram dos rebeldes houthis neste sábado (16/06) o aeroporto internacional da cidade de Hodeida.

Forças iemenitas pró-governo reunidas nos arredores do aeroporto de Hodeida
Forças iemenitas pró-governo reunidas nos arredores do aeroporto de Hodeida

O centro de imprensa do Exército iemenita afirmou em comunicado que "as Forças Armadas, apoiadas pela resistência e a aliança árabe, liberaram o Aeroporto Internacional de Hodeida das garras das milícias houthis", que são apoiadas pelo Irã.

O avanço aconteceu durante o quarto dia de ofensiva para tomar a cidade, de cerca de 600 mil habitantes, situada às margens do Mar Vermelho e cujo porto é a principal entrada de mantimentos do país, abalado pela pior crise humanitária do mundo, segundo as Nações Unidas. Cerca de dois terços da população do Iêmen, de 27 milhões de pessoas, dependem de ajuda externa, e 8.4 milhões enfrentam risco de inanição.

De acordo com o centro de imprensa militar, as unidades militares começaram a limpar o aeroporto de minas e outros explosivos colocados pelos rebeldes.

"Retirada tática"

O porta-voz dos houthis, Mohammed Abdelsalam, disse em sua conta no Twitter que a retirada de seus combatentes faz parte de uma "tática" e como consequência, "os mercenários entraram" no aeroporto. Abdelsalam também afirmou que seus milicianos capturaram 36 homens das tropas governamentais leais ao presidente iemenita – reconhecido internacionalmente – Abd Rabbuh Mansur al-Hadi, que está exilado na cidade litorânea de Aden, capital provisória do governo.

Fontes militares e médicas asseguraram à agência de notícias Efe que nos últimos dois dias mais de 300 soldados pertencentes tanto às fileiras dos houthis como das forças iemenitas morreram durante a ofensiva.

A tomada do aeroporto representa um duro golpe para os rebeldes. A batalha por Hodeida é a maior desde o começo da guerra entre a aliança militar e os insurgentes houthis. Há anos que nenhuma das partes consegue um sucesso decisivo.

A aliança militar sunita liderada pela Arábia Saudita – e tacitamente apoiada pelo Ocidente – tenta derrotar os rebeldes xiitas houthi apoiados pelo Irã, para tentar trazer o governo exilado de volta ao poder. Os houthis controlam a capital, Sana, e a maioria das áreas povoadas.

O enviado especial da ONU para o Iêmen, Martin Griffiths, chegou neste sábado a Sana num esforço por negociações para um possível cessar-fogo.

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