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Defesa do Brasil tem maior gasto com pessoal na década, e investimento militar cai

Despesas com ativos e inativos crescem R$ 7,1 bi em 2019, reflexo de aumento salarial
Por Igor Gielow e Gustavo Patu | Folha de S.Paulo

A previsão de gasto militar para o primeiro ano de governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL) traz o maior aumento de despesa com pessoal em dez anos e uma redução expressiva do investimento em programas de reequipamento das Forças Armadas.
Não fosse uma criatividade contábil dos militares, que conseguiram recursos com a capitalização de uma estatal para comprar novos navios, a despesa de investimento seria a menor desde 2009.

A Folha analisou a série histórica com a ferramenta de acompanhamento orçamentário Siga Brasil, do Senado. Para este ano, o Ministério da Defesa, ainda na gestão Michel Temer (MDB), planejou gastar R$ 104,2 bilhões, o quarto maior volume da Esplanada.

Desse montante, R$ 81,1 bilhões irão para pessoal, R$ 13,3 bilhões, para gastos correntes (custeio) e R$ 9,8 bilhões, para investimentos. Os valores não incluem o con…

Maiores exercícios navais internacionais começam no Havaí, Brasil está entre participantes

Os maiores exercícios navais RIMPAC 2018 (Rim of the Pacific Exercise) começam nesta quarta-feira (27) na área do arquipélago do Havaí e contarão com a participação de 26 países com exceção da China, que este ano não recebeu convite dos EUA devido às tensões em torno do mar do Sul da China.


Sputnik

Segundo a Marinha dos Estados Unidos, das manobras participarão no total 47 navios, cinco submarinos, mais de 200 aviões e 25 mil militares.

Porta-aviões USS George H.W. Bush, foto de arquivo
Porta-aviões norte-americano USS George H. W. Bush © AP Photo / Claude Paris

Desde 27 de junho até 2 de agosto, os participantes treinarão ações durante desastres naturais, desembarque, combate à pirataria, operações contra submarinos e aviões do inimigo convencional, realizarão lançamento de mísseis, entre outras missões.

Os RIMPAC 2018 contam com a participação de tais países como a Austrália, Canadá, França, Alemanha, Índia, México, Holanda, Coreia do Sul, Singapura, Tailândia, Reino Unido e outros. Dos exercícios participarão também pela primeira vez o Brasil, Israel, Sri Lanka e Vietnã.

Porém, neste ano China não fará parte das manobras, pois o Pentágono retirou em maio seu convite a Pequim, argumentando a medida com a "militarização dos territórios disputados no mar do Sul da China". Há alguns meses atrás, um grupo de bombardeiros estratégicos chineses H-6K aterrissou e decolou pela primeira vez no aeródromo em uma das ilhas no mar do Sul da China, disputadas pela China e seus vizinhos.

Segundo Washington, isso faz aumentar as tensões e desestabiliza a região, o que contradiz os princípios dos RIMPAC. Pequim, por sua parte, qualificou as acusações de Washington de infundadas. 

As manobras navais RIMPAC, organizadas pelos EUA, são realizadas a cada dois anos perto de Honolulu, Havaí. Os exercícios decorreram pela primeira vez em 1971, neste ano será a 26ª edição.

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