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Reino Unido reforçará sua presença militar no Ártico para se opor à Rússia, diz mídia

O ministro da Defesa britânico, Gavin Williamson, disse que o Reino Unido pretende reforçar a presença militar no Ártico para “proteger” o flanco norte da OTAN das ações da Rússia, segundo o diário The Telegraph.
Sputnik

Segundo o jornal, mais de 1.000 fuzileiros navais da Marinha britânica farão treinamentos anuais com colegas noruegueses no âmbito de um programa previsto para dez anos, formando no futuro próximo um novo destacamento, assinalou Williamson durante uma visita à base militar em Bardufoss, na Noruega.


O ministro britânico mencionou também que o Reino Unido enviará no próximo ano para a região do Ártico um avião de patrulha marítima Poseidon P8 para vigiar a atividade crescente dos submarinos russos.

"Queremos melhorar nossas capacidades em condições de temperaturas abaixo de zero, aprendendo com antigos aliados, tais como a Noruega, ou monitorando as ameaças submarinas com nossos aviões Poseidon. Nos manteremos atentos a novos desafios", afirmou Williamson.

O minist…

Mídia norte-americana: mísseis chineses têm DNA ucraniano

Em todos os progressos da China na área de mísseis e motores de foguetes se observa a influência de engenheiros ucranianos, afirma a revista norte-americana The National Interest.


Sputnik

O colunista da revista Charlie Gao fez uma análise detalhada da relação entre a China e a Ucrânia na área de construção de mísseis balísticos e de seus componentes.

Míssil balístico intercontinental RS-20 em um parque em Orenburgo
Míssil balístico intercontinental RS-20 © Sputnik / Maxim Bogodvid

Recursos humanos

Segundo Charlie Gao, o país asiático se aproveitou das capacidades dos engenheiros ucranianos e soviéticos ao contratá-los. Desde que a Ucrânia renunciou à posse de armas nucleares em 1994, muitos engenheiros com conhecimento nessa área tornaram-se cobiçados na China.

De fato, o país asiático é conhecido por contratar especialistas da indústria militar, especialmente para a construção de tanques e navios. Foi assim que a China construiu seu primeiro sistema de radar de matriz ativa faseada.

É a partir daí que se espalharam rumores sobre cidades da China povoadas por engenheiros ucranianos que trabalham para empresas locais. Um dos exemplos mais notórios dessa cooperação foi a contratação por Pequim de Valery Babich. Babich é o criador do porta-aviões Varyag, que posteriormente foi rebatizado como Liaoning.

Projetos ressuscitados

O autor ressaltou que a China não se limitou apenas a contratar especialistas em construção de mísseis balísticos e seus componentes. Também comprou a documentação técnica, o que permitiu aos engenheiros chineses beneficiar de muitos atalhos em seu trabalho.

O autor deu o exemplo do escritório de projeto ucraniano Yuzhnoe — um colaborador foi flagrado vendendo documentação técnica do míssil RS-20.

O caso mais recente aconteceu em 2016, quando um cientista da Universidade Nacional de Dnepropetrovsk fugiu para a China na posse de documentos secretos sobre foguetes espaciais.

Compra direta

Embora muitos dos projetos do país asiático tenham recebido apoio indireto de engenheiros ucranianos, em alguns casos a China simplesmente comprou o que queria.

Exemplo: em 2005, alguns empresários ucranianos venderam à China vários mísseis de cruzeiro Kh-55 dos armazéns do país eslavo. Esses mísseis não estavam equipados com ogivas nucleares, mas forneceram informações vitais para a China.

Um caso mais recente aconteceu em 2017, quando o escritório de projeto Yuzhnoe foi acusado de vender motores de foguete para a Coreia do Norte.

Coincidências suspeitas

Por último, Gao salientou que, embora não haja provas definitivas da influência ucraniana em outros projetos, algumas coincidências suspeitas podem ser observadas.

Assim, o interesse chinês pelo míssil RS-20 radicava em seu desejo de obter um veículo de reentrada múltipla e independente (MIRV, sigla em inglês). Não se sabe se a documentação técnica desse míssil chegou ou não à China, mas os diâmetros do míssil intercontinental chinês DF-5 e do RS-20 são semelhantes.

Foram também notadas semelhanças entre outros mísseis chineses e soviéticos.

É por isso que o colunista concluiu que a experiência ucraniana influenciou direta ou indiretamente o desenvolvimento dos mísseis balísticos intercontinentais da China.

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