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Os mísseis russos que se tornaram alvo de disputa entre EUA e Turquia

A Turquia, dona do segundo maior Exército entre os 29 países que compõem a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), está prestes a adquirir mísseis antiaéreos S-400.
BBC News Brasil

Os S-400 são os mísseis "terra-ar" mais avançados do mundo e se tornaram motivo de uma disputa entre Turquia e Estados Unidos que pode ameaçar a aliança militar das potências ocidentais.

Isso porque os S-400 são fabricados na Rússia, o principal rival da organização fundada em 1949 justamente para se opor à então União Soviética.

A insistência da Turquia em adquirir os mísseis russos irritou os Estados Unidos, que encaram a decisão como uma potencial ameaça para seus aviões de combate F-35, também em vias de serem comprados pelos turcos.
Troca de farpas

"Não ficaremos de braços cruzados enquanto os aliados da Otan compram armas dos nossos adversários", advertiu o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, durante um encontro organizado há poucos dias em Washington para celebrar o aniversár…

Pentágono perde metade de seus aviões estratégicos em 1 dia: o que se passa?

Uma vez que a investigação do recente incidente com o bombardeiro B-1B Lancer terminou, a Força Aérea dos EUA decidiu suspender temporariamente todos os voos dessas aeronaves por razões de segurança.


Sputnik

Em 1º de maio, a tripulação de um B-1B Lancer viveu uma situação de emergência e tomou a decisão de deixar a aeronave, mas não conseguiu fazê-lo devido a uma falha no sistema de ejeção. Por isso, o avião fez um pouso de emergência em Midland, no estado norte-americano do Texas.

Bombardeiros B-1B Lancer dos EUA e caças F-15 da Coreia do Sul
Bombardeiro B-1B Lancer escoltado por dois F-15 Eagle da USAF © REUTERS / Kamaile Casillas/Pacific Air Forces/DVIDS

Dado o perigo potencial para os pilotos, foi decidido suspender todos os voos do B-1B Lancer a partir de 7 de junho.

No entanto, não foi especificado quando os bombardeiros americanos cruzariam os céus novamente.

"Parece que não vale a pena esperar que eles participem no futuro próximo dos vários ataques que o Pentágono realiza em todo o mundo 'em nome da democracia'. Por isso, os habitantes das cidades sírias podem dormir em paz. Nesta região o comando dos EUA tem apenas os B-1B temporariamente suspensos de voar", escreve Vladimir Scherbakov, autor da edição Nezavisimoe Voennoe Obozrenie.

Ao mesmo tempo, Scherbakov observa que a aviação estratégica dos EUA está sofrendo uma crise geral.

O especialista disse que os Estados Unidos também têm os aviões B-52H e B-2A, mas "os primeiros são muito velhos e lentos, enquanto os segundos são caros demais para serem usados em operações onde a existência dos EUA como Estado independente não está em perigo".

O analista também destaca que o B-2A corre o risco de "sofrer um acidente como o de 2008 e abrir outro rombo de vários milhões de dólares no orçamento dos EUA". Naquele momento, a aeronave ardeu logo depois de decolar.

De acordo com Scherbakov, esta é uma tendência alarmante, tanto para a segurança dos voos da Força Aérea dos EUA (durante os últimos cinco anos, o número de acidentes aumentou 39% e ultrapassou 5.500), quanto para a preparação psicológica os pilotos.

No entanto, fontes da Força Aérea dos EUA asseguraram à CNN que a suspensão dos voos não afetará as operações militares no Iraque, na Síria e no Afeganistão.

Os bombardeiros estratégicos B-1B Lancer foram postos em serviço em 1986 e são capazes de transportar a maior carga útil de todos os aviões militares dos EUA.

Para a Força Aérea dos EUA, esta é a principal aeronave de sua frota de bombardeiros de longo alcance. Essas aeronaves participaram inclusive dos ataques às instalações na Síria que os EUA, juntamente com o Reino Unido e a França, realizaram em abril do ano corrente.

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